
O Trio Alfa 2: Laços de Sangue e Fogo
Author
B. E. Harmel
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184K
Chapters
28
Capítulo 1
Livro 2: Ligados por Sangue e Fogo
AARON
O jogo estava mudando — o que parecia uma vitória fácil agora estava escapando pelos dedos. A magia negra de Morgathis estava ficando mais forte, e estávamos perdendo o controle. Meu coração apertou enquanto eu pensava em Jasmine imediatamente.
Toda vez que eu fechava os olhos, eu a via — sua força de vontade, o brilho intenso em seus olhos. Aquele brilho sempre me manteve firme, me manteve forte, mesmo quando tudo mais estava desmoronando. Ela era minha força.
Eu não podia perdê-la. Não agora. Os sons altos da batalha ficaram abafados e distantes enquanto eu me concentrava apenas nela.
Olhei para ela, segurando a adaga, sua força e determinação irradiando dela. Jasmine, sempre poderosa, não desistiria até que o último fio de esperança se fosse.
Mas então vi Morgathis, segurando-a pela garganta, erguendo-a do chão e arrancando a adaga de sua mão. Meus piores medos se tornaram realidade. Meu coração despencou.
Quando a adaga entrou no estômago de Jasmine, foi como se o chão estivesse se abrindo sob mim. Meu mundo desmoronou, e senti uma parte de mim morrer com ela. Não conseguia respirar; a dor não estava apenas nos meus sentimentos — era real, uma dor ardente rasgando meu corpo.
Ela se foi. Cada parte de mim doía terrivelmente, mas nenhum som saiu. Ela se foi.
Eu não conseguia entender. Jasmine — minha Jasmine, minha rainha. Tudo ao meu redor perdeu a cor; tudo que eu conseguia ver eram seus lindos olhos verdes.
Imediatamente, soube que se houvesse alguma chance, eu a traria de volta. Ou morreria com ela. Porque uma alcateia sem ela não valia nada, uma vida sem ela não tinha sentido.
Quem era eu sem ela? Só vi o corpo morto de Sebastian depois. Ele havia morrido por ela, e eu desejava ter feito o mesmo.
Jasmine estava caindo, seu corpo despencando de uma forma que me machucava até a alma. Ela atingiu o chão, e senti meu coração se partir. A batalha, o barulho, tudo desapareceu enquanto eu a observava, meu coração batendo rápido de medo.
“Jasmine!” Gritei, minha voz rouca e cheia de desespero.
Morgathis finalmente me soltou, e corri para o lado de Jasmine. Caí de joelhos ao lado dela, minhas mãos tremendo enquanto tocava sua pele fria. Ela estava tão imóvel, tão fria.
Minha garganta apertou, e eu não conseguia respirar, não conseguia pensar. Disse seu nome repetidamente, esperando que isso pudesse trazê-la de volta de alguma forma. Mas ela não se mexeu. Ela se foi.
Naquele momento, tudo desabou sobre mim. A dor era demais — uma escuridão que me devorava. O corpo sem vida de Jasmine estava diante de mim, e me senti despedaçar.
Meu coração pareceu parar, congelado no momento em que sua luz se apagou. Eu ainda conseguia sentir o calor do seu toque, sua voz ecoando na minha mente como uma canção que estava desaparecendo e que eu queria guardar.
Continuei olhando para o rosto de Jasmine, lembrando como seus olhos costumavam brilhar quando resolvíamos um problema difícil juntos, como ela conseguia me entender com apenas um olhar. Mas ela se foi, e o mundo parecia vazio de cor, como se o sol tivesse morrido com ela.
Como eu respiro sem você?
Ela tinha sido minha rocha, minha igual, a única que realmente me entendia. Ela era a razão pela qual eu tinha lutado tanto pelo nosso futuro, para unir nossas alcateias contra tudo. Com ela, tudo fazia sentido — cada luta, cada perda.
Agora, com ela morta, o vazio me devorava, e tudo que eu sentia era uma dor que não parava, um buraco onde meu coração costumava estar. Eu não quero um mundo sem você nele.
Então a voz de Morgathis cortou minha tristeza como uma faca. Olhei para ela, mal percebendo que ela estava ali, perdido na minha dor.
“Eu poderia trazê-la de volta” ela disse, sua voz cruel e provocadora. “Mas vai te custar. Tudo. Suas alcateias, suas terras, seu poder — toda Seraphium.”
Mal ouvi suas palavras. Nada disso importava. Nada significava nada se Jasmine não estivesse ali comigo. Eu queimaria o mundo se isso significasse que eu poderia ver seu sorriso novamente, sentir seu calor. Sem ela, eu já estava morto.
Sim. Qualquer coisa. Pegue tudo. O que era um mundo sem Jasmine? O que valia qualquer coisa sem ela? A resposta era simples.
“Sim” eu disse, minha voz firme, sem tremer. Estava pronto para enfrentar qualquer coisa, pagar qualquer preço.
A voz de Morgathis ecoou ao meu redor, oferecendo uma solução cruel e fria — uma forma de trazer Jasmine de volta à vida se desistíssemos de tudo. Nossas alcateias, nosso povo, nossa história... toda a terra que prometemos proteger.
O preço era alto, mas mal me incomodou. Não hesitei, porque sem ela, nada disso importava. O reino, o poder, o dever — tudo parecia pequeno comparado a Jasmine.
Estava pronto para desistir de tudo se isso significasse que Jasmine poderia voltar. Os olhos de Erik encontraram os meus, surpresa e preocupação em seu olhar, mas permaneci firme.
Esta era a única escolha. Não havia vida sem ela, e eu não me importava se isso significasse perder tudo que tínhamos.
O campo de batalha ficou muito quieto. Morgathis estava de pé, um olhar cruel em seus olhos enquanto olhava para mim e Erik, que estávamos quebrados, ajoelhados ao lado do corpo sem vida de Jasmine.
Ela sentiu uma onda de vitória, o poder bruto fluindo através de seu corpo. Éramos dela agora — todas as nossas alcateias, todas as nossas terras, cada pedaço de Seraphium que nos ligava a este lugar.
Ela deixou a escuridão se espalhar, observando enquanto seus exércitos destruíam o que restava de nossas forças. Este era o momento dela.
Ela sorriu, saboreando a tristeza nos meus olhos, a dor vazia nos de Erik. Estávamos derrotados, desmoronando, e em nosso silêncio quebrado, ela nos ouviu aceitar seu acordo.
Tínhamos desistido. Morgathis havia vencido.
Mas então — uma pequena luz, uma energia mudando na borda do que ela conseguia sentir. Atrás dela, pelo canto do olho, ela viu movimento.
Virei para olhar, e não conseguia acreditar no que estava vendo. Morgathis se virou bem a tempo de ver Sebastian se mexendo, um pequeno resquício de vida voltando ao seu corpo ferido.
Seus olhos se abriram, e estavam ardendo, uma força de vontade que afastava a sombra que ela havia colocado sobre ele.
“Impossível!” ela disse com raiva.
Ela o havia drenado. Pensei a mesma palavra na minha mente, tendo assistido seu espírito desvanecer. E ainda assim, ele estava se levantando, desafiando o impossível, seu corpo lutando contra sua maldição negra.
De alguma forma, contra tudo, Sebastian estava voltando. O menor resquício de vida se moveu em sua pele, e meu coração bateu rápido com esperança.
Naquele momento rápido, a atenção de Morgathis se desviou, sua vitória se transformando em confusão e raiva. Ela se virou, distraída — e então eu vi, um pequeno movimento do lado de Jasmine.
A distração foi suficiente.
Naquele momento rápido, enquanto a atenção de Morgathis se desviava, eu a vi. Jasmine... Meu coração saltou, sem ousar acreditar, mas a determinação em seu movimento era clara.
Jasmine se levantou ao meu lado, e vi os olhos de Erik se arregalarem. Não confiei no que estava vendo o suficiente para sentir alegria ou alívio — só queria entender.
Em um movimento rápido e preciso, Jasmine agarrou a arma e, antes que Morgathis pudesse reagir, enfiou a adaga profundamente no peito da feiticeira.
Morgathis ofegou, seu rosto se contorcendo com choque e raiva enquanto a lâmina entrava em seu coração, sua magia negra recuando da energia pura na lâmina da adaga. Ela cambaleou para trás, seu corpo tremendo enquanto a luz da arma começava a vencer suas sombras, despedaçando o poder negro que ela havia usado por tanto tempo.
A vida drenou de seus olhos enquanto ela caía, seu corpo se transformando em cinzas, espalhadas pelos ventos do campo de batalha.
Meu coração se elevou, uma onda de imenso alívio e descrença me lavando. Jasmine estava viva.
Tudo mudou imediatamente.
Os magos e aliados, vendo a queda de Morgathis, lutaram com nova energia, sua esperança voltando ao ver sua derrota. A escuridão que havia coberto o campo de batalha começou a se dissipar, e nossos exércitos avançaram, cheios de energia novamente, lutando de volta com força imparável.
Quase toda a magia negra morreu com Morgathis; o poder de suas bruxas desvaneceu, e algumas fugiram.
Dei dois passos para estar ao lado de Jasmine novamente. Ela colocou uma mão em seu estômago, ainda coberto de sangue.
Vi Erik se aproximando, mas Sebastian estava se esforçando para nos alcançar, ainda fraco. Ele havia estado morto apenas um momento atrás.
“Preciso de Valerian — o feitiço tutis sanitatem” Jasmine sussurrou, e a segurei antes que pudesse cair.
Aquela cena com Morgathis — ela matando-a — havia sido uma demonstração de força, mas por dentro, o corpo de Jasmine estava se deteriorando por todo o sangue que havia perdido.
“Valerian!” Erik gritou enquanto pegava a mão de Sebastian e o ajudava a se aproximar.
Uma maga ruiva da alcateia de Sebastian veio até nós, e cuidadosamente coloquei Jasmine no chão. Ela se ajoelhou ao nosso lado, pronta para ajudar.
“Feitiço tutis sanitatem” Jasmine disse baixinho, sua voz mal passando de um sussurro.
A maga moveu os dedos no ar, conjurando o feitiço. Observei enquanto Jasmine começava a se curar, pouco a pouco.
Jasmine estava de volta. Jasmine estava de volta. Ela estava de volta comigo, minha companheira. Minha Jasmine. Meu mundo.
Mas mesmo enquanto seus ferimentos começavam a melhorar sob o poder do feitiço, seus lábios se moveram. Um sussurro fraco saiu:
“Não acabou.”
Um frio percorreu meu corpo.
“Eles estão vindo.”















































