
O Jogo da Dominação
Author
Jen Byars
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Chapters
25
Prólogo
UNKNOWN
. . . . Revere, Massachusetts
Uma garotinha de cabelos loiros ondulados estava sentada no quarto da mãe, no último andar do prédio de apartamentos onde moravam. Ela observava a mãe se arrumar para sair à noite.
A mãe passou seu batom vermelho-vivo favorito com todo cuidado. Enquanto fazia isso, conversava com a filha.
“Adire, querida, lembre-se disso: os homens gostam de pensar que mandam em você. O segredo é fazer com que eles queiram abrir mão disso. Quando fazem isso, você os tem na palma da sua mão.”
Adire observava com atenção enquanto a mãe transformava sua aparência com maquiagem.
Os olhos azuis da mãe pareciam maiores com a sombra e os cílios postiços. O cabelo escuro estava preso no alto da cabeça, com cachos presos por grampos.
“Mãe, os caras também precisam usar tudo isso pra ficar bonitos?” ela perguntou.
A mãe riu. “Não, querida, os homens não precisam fazer muito para conseguir que uma mulher goste deles. Mas lembre-se, a primeira impressão que você causa é importante para eles. E nunca deixe que vejam se machucaram seus sentimentos. Isso daria poder a eles sobre você.”
A garotinha assentiu, absorvendo as palavras da mãe. “Tá bom, mãe. Vou lembrar do que você disse.”
Adire observou enquanto a mãe se levantava da penteadeira de lingerie e caminhava até onde ela estava sentada na cama. “Depois de hoje à noite, acho que teremos um homem que pode cuidar muito bem de nós.”
Adire deitou de bruços, observando a mãe vestir o vestido caro que comprou especialmente para esta noite.
“Fecha o zíper pra mim” pediu à filha. Depois que ela fez isso, Adire ficou de pé na cama, observando a mãe se olhar no espelho. Ela se certificou de que estava perfeita para o encontro.
“Mãe?”
“Sim, querida?”
“Nós, meninas, precisamos de meninos nas nossas vidas? Não pode ser só você e eu para sempre?” ela perguntou.
A mãe pareceu triste. Caminhou até a filha pequena. “Ah, Adire. Uma mulher sempre quer um homem na vida dela. O que nos torna poderosas é quando eles nos querem tanto quanto. Faz parte do jogo” disse, beijando a testa de Adire.
A campainha tocou.
“Tá bom, querida. Fica aqui. A tia Sally vai chegar em cinco minutos pra ficar com você esta noite” disse, beijando Adire mais uma vez para se despedir.
“Eu te amo, Adire” disse baixinho, mandando um beijo.
“Eu também te amo, mãe” a garotinha respondeu baixinho.
Ela ouviu os passos apressados da mãe indo atender a porta. Uma voz masculina grave e educada fez elogios sobre como a mãe estava linda.
Adire espiou pela beirada e viu o homem agarrar a mãe pelo pescoço e beijá-la com força.
Quando finalmente parou de beijá-la, a mão dele desceu e agarrou a bunda da mãe. “Gata, tenho planos pra você hoje à noite” Adire ouviu ele rir.
Algo não parecia certo para Adire. Mas ela sabia que a mãe ficaria chateada se ela saísse do quarto e não fizesse o que foi mandado, então permaneceu escondida.
Talvez quando a tia Sally chegasse, ela pudesse contar sobre a sensação ruim que teve em relação ao homem que veio esta noite. Talvez a tia Sally soubesse o que fazer? Talvez…
















































