
Ritos de Passagem
Author
Tiffanyluvss
Reads
2,1M
Chapters
56
Sutiã de Treinamento!
CHELSY
... “Você realmente sabe como me fazer chorar quando me dá aqueles olhos oceano.” – Billie Eilish, “ocean eyes”
Bem quando eu estava prestes a beijar o Brad Pinsley no meu sonho, meu despertador começou a apitar alto. Me acordou do meu sono gostoso.
Eu estava sonhando com o Brad. Ele era o nadador mais popular da escola. Eu sonhava com ele fazia tempo. Mas hoje, eu estava tão perto de finalmente beijá-lo.
Droga.
Fiz um som irritado. Estava brava com o despertador em forma de passarinho do lado da minha cama. Bati nele para desligar. Depois tentei voltar a dormir. Queria terminar meu sonho.
Vamos lá, Chelsy! Só mais cinco minutinhos! Você estava tão perto de beijá-lo!
Mas não consegui voltar a dormir. Me senti frustrada.
Despertador idiota.
Desisti de tentar dormir. Sentei e esfreguei os olhos. O sonho tinha ido embora. Agora eu tinha que pensar em ir para a escola.
Eu odiava a escola mais do que qualquer outra coisa. Mas eu tinha dezessete anos. Ainda faltavam dois anos antes de eu poder terminar.
Coçei a cabeça. Daí ouvi alguém bater na minha porta. A voz da minha mãe veio do outro lado.
“Chels?! Querida, se apronta! Seu irmão está prestes a sair!”
Eu mal podia esperar para ir para a faculdade. Aí eu não teria que ouvir minha mãe me acordando cedo. E não teria que ouvir as piadas ruins do meu irmão.
Eu odiava ter que pedir carona pro meu irmão. Mal podia esperar para tirar minha carteira de motorista e ter meu próprio carro.
Mas agora, eu estava presa com meu irmão mais velho, Max Holmes. Ele era um jogador de hóquei estrela. E eu estava presa com o melhor amigo dele, Nathan Sharles.
Não me entenda mal. Se o Max não fosse meu irmão, eu diria que ele era bonito. Mas ele era meu irmão. E ele era irritante. Então eu tinha que aguentar a boa aparência dele que nenhuma garota conseguia recusar. Por isso sempre tinha garotas diferentes na nossa casa.
E falando em garotos que saíam com muitas garotas, o Nathan Sharles era o pior.
O Nathan não conseguia parar de ficar com garotas diferentes.
Ele era nosso vizinho. Era amigo da família desde que a gente era criança. Por causa dele e de onde ficava minha janela, eu tinha visto mais sexo do que queria ver.
O Nathan era bonito. Ele parecia o James Dean com jeans rasgados e camisa branca. Mas ele usava a boa aparência dele para partir corações de garotas. Ele não fazia algo bom como ajudar pessoas ou ser modelo.
Algumas garotas poderiam ter ficado felizes de morar do lado de um cara “gostoso”. É o que as garotas da Gilmore High diriam. Ele não usava camisa com frequência. Ele dançava músicas de rock na frente do espelho dele.
Mas eu? Eu ficava enjoada e irritada.
Não era que eu gostasse dele. Mas me incomodava a rapidez com que ele trocava de namoradas. Eu sentia pena das garotas que achavam que tinham um futuro com ele.
Nos filmes, a garota sempre acaba com o cara que ela odeia. Isso é tão comum. Mas eu? Isso nunca ia acontecer. Porque isso é simplesmente nojento. Seria como ter uma queda por um primo.
Isso é mais coisa da Vicky. Ela tinha uma queda pelo meu irmão fazia anos.
Ela não conseguia tirar os olhos dele. Ela gostava dele desde os doze anos. Ainda não tinha superado. Eu não podia julgar ela, no entanto. Eu estava apaixonada pelo Brad Pinsley desde que me lembro.
Mas mais sobre isso depois.
Percebi que tinha passado a manhã toda pensando. Saí da cama e coloquei meus chinelos.
Corri para o banheiro antes que minha mãe pudesse me chamar de novo. Tão irritante.
Enquanto estava no chuveiro, lembrei de uma coisa. A Vicky e eu tínhamos decidido contar pros nossos crushes como a gente se sentia. A gente tinha escolhido uma forma bem infantil de fazer isso.
Uma carta de amor!
Constrangedor, né?
O pensamento me deixou animada e nervosa ao mesmo tempo. Cantarolei minha música favorita no chuveiro.
Eu tinha avisado a Vicky que meu irmão não ia gostar de uma coisa tão infantil quanto uma carta. Mas a Vicky disse que a gente devia fazer mesmo assim. Ela tinha assistido filmes teen demais.
Saí do banheiro usando só minha toalha. Fui pro meu quarto. Coloquei minha calcinha. Fiz uma cara de insatisfação porque estava apertada demais. Eu precisava de calcinhas novas logo!
Eu não parecia mais pesada. Mas meu corpo estava contando uma história diferente.
Peguei um sutiã rosa da minha gaveta. Eu ainda usava sutiãs de treinamento mesmo tendo dezessete anos. Meu corpo não tinha mudado muito conforme fui ficando mais velha. A Vicky e eu não tínhamos os peitos fartos que outras garotas tinham.
Pelo menos economizava dinheiro em sutiãs novos. Decidi continuar usando meus sutiãs de treinamento do ensino fundamental até meu corpo mudar e eu ganhar curvas femininas.
Quando quer que isso fosse acontecer.
Vesti uma meia-calça por cima da calcinha. Coloquei meu sutiã e me olhei. Meus peitos apareciam um pouco. Mas não importava. Eles não iam aparecer por baixo da minha camiseta.
Pense de novo, Chels.
De repente, a porta se abriu de uma vez. “Princesa, sua mãe disse que o café está pronto e seu irmão...”
Congelei. Virei para ver o Nathan parado na porta.
Meu Deus.
Minha boca se abriu e meus olhos arregalaram.
Os olhos azuis profundos dele pareciam brilhantes enquanto ele me olhava de calcinha.
Ele engoliu em seco. Os olhos dele desceram pro meu sutiã. “Ah, desculpa...”
“Sai daqui, seu pervertido!!!” Eu gritei. Peguei uma coisa perto de mim e joguei nele.
O idiota era tão atlético que facilmente se desviou. O frasco de loção errou. Ele riu enquanto fechava a porta rápido.
Não acredito nisso.
***
“Max!” Eu gritei. Desci as escadas correndo e saí pro quintal. Todo mundo estava lá tomando café da manhã.
Nossas manhãs geralmente eram passadas comendo um café da manhã farto no meu quintal. A gente fazia isso a menos que minha mãe tivesse que trabalhar cedo no hospital.
Ela era enfermeira. Mesmo sempre ocupada, ela arranjava tempo pra gente.
Meu pai e o pai do Nathan estavam viajando a trabalho. Eles eram sócios. Não voltariam por mais seis meses.
“O que te deixou tão brava essa manhã, mana?” O Max perguntou. A boca dele estava cheia de ovos mexidos.
Vi o Nathan sorrindo enquanto mordia um pedaço de torrada do lado do Max.
Ver ele ali só me deixou mais irritada. E aquele sorriso? Não estava ajudando.
“Você pode dizer pro seu amigo ficar fora do meu quarto?!” Eu disse alto. Sentei numa cadeira em frente ao idiota.
Minha mãe ouviu o barulho. Ela saiu da cozinha com dois copos de suco de laranja. Se juntou a nós no quintal.
“O que está acontecendo, Chels?” ela perguntou. Olhou pro Max que estava comendo o café da manhã dele muito rápido.
Esse cara conseguia comer muito.
“Reze antes de comer” ela disse pra ele. Ele rapidamente fechou os olhos e disse uma coisa baixinho. Mas ele já tinha começado a comer.
Pelo menos Deus perdoa.
“Mãe, o Nathan entrou no meu quarto quando eu estava de calcinha” eu disse. Olhei pra ele com olhos irritados.
O Nathan pigarreou e levantou um dedo educadamente. “Hum, com licença, Sra. Holmes? Isso não está completamente certo. Ela estava usando shorts de ciclista.”
Ele era sempre tão educado perto da minha mãe. Por isso ela amava ele e geralmente ficava do lado dele. Mas ela não tinha ideia de como ele era irritante e cheio de si de verdade. E ela nunca acreditava em mim quando eu tentava contar.
Minha mãe riu. “Você estava usando shorts, Chels. Não é grande coisa.”
Ela acabou de ficar do lado dele de novo?
Fiz um som irritado. “Isso não torna certo! Ele viu meu...”
Parei. De repente me senti envergonhada. Lembrei que estava usando um sutiã de treinamento. Isso não era uma coisa de que eu me orgulhava.
Talvez eu devesse deixar pra lá como minha mãe disse.
Só esperava que ele não tivesse notado. Por favor, Deus.
“Não é grande coisa. É só um sutiã de treinamento” Ele deu de ombros. Um sorriso estava nos lábios dele.
Então ele notou. Perfeito.
Nada nunca passava despercebido por esse cara.
O Max riu. Quase engasgou com a comida. Eu queria que ele tivesse engasgado. Aí ele ia calar a boca e parar de piorar as coisas.
“Caramba, mana, não está na hora de você parar de usar sutiã de treinamento?”
Minha mãe fez uma cara de desaprovação. Colocou os dois copos de suco de laranja na frente do Nathan e do Max.
Sério? O Nathan estava bebendo o suco de laranja que minha mãe fez na minha casa. E ele tinha a audácia de rir de mim? Fala sério.
“Garotos, sejam legais. Algumas garotas se desenvolvem mais tarde que outras. Como eu. Eu não usei um sutiã de verdade até os quinze” minha mãe disse.
Ela estava tentando me fazer sentir melhor. Mas só piorou as coisas.
Valeu, mãe.
O Max riu de novo. “Exatamente, mãe. E a Chels tem dezessete. Se ela não se desenvolveu até agora, quando vai?”
O Nathan engasgou com a panqueca de tanto rir. Vendo o quanto eles estavam se divertindo, decidi estragar a diversão deles.
Cruzei os braços e sorri. “Falando em sutiãs, a garota que você trouxe pra casa ontem à noite e transou no sofá da mãe, ela estava usando sutiã de treinamento?”
Me senti orgulhosa de mim mesma.
Boa, Chels.
O Max congelou. Parecia culpado. Ele sabia o quanto minha mãe amava aquele sofá.
Te peguei!
Minha mãe ouviu. Sentou do meu lado. Olhou pra ele com olhos irritados. “Você fez o quê?”
O Nathan sorriu. “Sra. Holmes. Ela está só tentando se vingar dele. Não se preocupe. O Max e eu ficamos jogando a noite toda. Não tinha garota nenhuma.”
Olhei pra ele com olhos irritados. Ele piscou pra mim. Daí colocou outro pedaço de panqueca na boca.
Eu sabia que ele ia encobrir.
Minha mãe pareceu feliz com a resposta do Nathan. Sempre ficava. Soltou um suspiro de alívio. “Ah. Eu sei que você não deixaria ele fazer nada errado. Certo, Nathan?”
O Nathan colocou a mão sobre o coração. Sorriu como se fosse inocente. “Sim, Sra. Holmes. Vou garantir que ele se comporte.”
O Max sorriu pra mim do outro lado da mesa.
Revirei os olhos e desviei o olhar.
Idiotas.
Comecei a comer. Ignorei o olhar divertido do Nathan do outro lado da mesa.
Ele é tão irritante.
“Bom dia!” A Vicky chamou. Ela empurrou nosso portão e correu pro quintal.
A Vicky era minha melhor amiga. Ela era linda e divertida de estar por perto.
Ela tinha cabelo castanho cacheado e traços delicados. Isso fazia ela parecer inocente. Se o Max rejeitasse ela, não seria por causa da aparência dela. Seria porque ela era ingênua e inocente demais.
Ela pegou uma garfada de ovos do meu prato. Colocou na boca.
“Obrigada” Ela disse com a boca cheia.
Ficou vermelha quando viu o Max. Ele estava bebendo o suco de laranja dele muito rápido.
A Vicky tinha uma grande queda pelo meu irmão. Mas eu tinha avisado que talvez não fosse uma boa ideia.
Meu irmão era dois anos mais velho que a gente. Ele saía com muitas garotas. Provavelmente via a Vicky como uma irmã. Não achava que ele fosse ver ela como algo mais. Mas não custava tentar.
“Terminei!” O Max disse alto. Levantou e se espreguiçou.
Fiz uma careta. Ele não tinha modos à mesa.
“Max, certifique-se de chegar em casa cedo hoje. Tenho plantão noturno no hospital” a mãe disse. Bebeu um pouco do suco dela. “Você precisa estar lá pela Chels.”
O Max fez uma cara de insatisfação com as palavras dela. “O quê, ela é um bebê ou algo assim?”
O Nathan sorriu. Empurrou a cadeira pra trás e levantou. Eu podia dizer pelo olhar no rosto dele que ele estava prestes a fazer alguma piada idiota e maldosa. Me preparei.
“Bem, ela ainda usa sutiã de treinamento, Max. Acho que isso diz tudo.”
E lá estava.
O Max começou a rir muito alto da tentativa ruim de humor do Nathan.
Não era à toa que eu não suportava nenhum dos dois.
A Vicky olhou pra mim. Parecia confusa e não entendia a piada. “Sutiã de treinamento?”
Dispensei a pergunta dela com a mão. “Não se preocupa com isso, Vicky. Atletas como eles acham as coisas mais idiotas engraçadas!”
O Nathan e o Max pararam de rir tempo suficiente pra me dar sorrisos pequenos. Não estavam nem um pouco incomodados com minha resposta.
“Tudo bem, garotos, podem ir!” A mãe disse. “Dirijam com cuidado!”
“Que pena que a gente está presa com esses idiotas” eu disse baixinho enquanto a Vicky e eu saíamos na frente.
***
O carro do Max estava na oficina. Então a gente estava presa andando na van do Nathan. A única coisa boa que eu podia dizer era que o Nathan mantinha a van dele mais limpa e confortável que o Honda do Max.
Ele era bom com carros. Conseguia consertar a maioria dos problemas pequenos. Tinha tentado ajudar o Max com o carro dele. Mas o problema era grande demais pras habilidades dele. Então o Max tinha levado pra um mecânico no centro.
A Vicky e eu reviramos os olhos toda vez que o Max e o Nathan diminuíam a velocidade pra gritar com alguma garota passando.
Era tão irritante! Eles disseram a mesma coisa pra quatro garotas diferentes seguidas naquela manhã.
Quem faz isso?! Ah, certo. Eles fazem.
Finalmente, o Nathan entrou no estacionamento da escola. Estacionou numa vaga pra deficientes e desligou o motor.
Pra constar, esses caras raramente seguiam regras. Se é que seguiam alguma.
“Você sabe que não pode estacionar aqui, né?” Perguntei do banco de trás. Eu sempre era a que seguia as regras.
“Merda, preciso mijar!” O Max disse alto. Abriu a porta rápido e saiu correndo em direção aos arbustos atrás do estacionamento.
Só balancei a cabeça.
A Vicky sorriu pro Nathan enquanto ele desafivelava o cinto de segurança. “Obrigada pela carona, Nate.”
“De nada, Vee. Pelo menos alguém aqui tem modos” ele disse. Olhou pra gente pelo retrovisor. “Diferente de algumas pessoas.”
Revirei os olhos. Sabia que ele estava falando de mim.
Ele tinha acabado de comer café da manhã na minha casa. Isso já era agradecimento suficiente pela carona. Além disso, ele quase tinha me visto seminua essa manhã. E se ele tivesse aberto a porta um pouco mais cedo?
Me senti assustada com o pensamento de como isso teria sido constrangedor.
O Nathan saiu. Abriu a porta de trás. Ofereceu o braço pra Vicky. Ela aceitou. Ele ajudou ela a sair.
Desafivelei meu cinto de segurança. Olhei pra cima bem a tempo de ver o Nathan estendendo a mão pra mim com um sorriso. As covinhas dele formavam buracos fundos nas bochechas.
O Nathan era bonito. Tinha olhos azuis profundos que eram misteriosos. Todas as outras garotas da Gilmore High diriam que eram sexy.
Ele tinha cabelo preto. Tinha lábios rosados perfeitamente moldados que não eram finos nem grandes demais. Eram perfeitos, e tentadores de beijar...
O que estou pensando?!
Balancei a cabeça pra limpar os pensamentos.
Devo estar perdendo a cabeça!
“Não, obrigada” eu disse sem emoção. “Posso sair sozinha.”
Ele deu de ombros. Não discutiu. Deu um passo pro lado pra me dar espaço pra sair.
Pulei pra fora da van. Meu tornozelo torceu quando aterrissei. Quase caí. Mas antes que pudesse, fui pega e puxada contra um peito sólido. Olhei pra cima pra ver as mãos do Nathan segurando meu braço com força.
Os olhos dele encontraram os meus. Pela primeira vez desde que conhecia o Nathan, vi como eles eram verdadeiramente misteriosos.
Uau. Como nunca notei isso antes?
Tum. Tum. Tum.
Merda. De quem é esse coração?
Ele sorriu. “Você está bem, Princesa?”
Era meu coração! Eu estava nervosa! Mas perto do... Nathan?
Meu Deus...
Rapidamente me afastei. “S-sim.”
Merda! Eu gaguejei! Droga.
Ele riu do meu desconforto óbvio. “Ok” foi tudo que ele disse. Virou-se. Pegou a porta e fechou com força.
“Você está pronto, Nate?” O Max perguntou enquanto se aproximava. Estava ajeitando o cinto depois de mijar nos arbustos atrás do estacionamento.
“Sim” o Nathan respondeu. Colocou as mãos nos bolsos do jeans.
“Te vejo depois da aula, maninha” O Max me deu um sorriso caloroso. Forcei um de volta. Ainda estava chateada com ele por ter entrado na piada rude do Nathan essa manhã.
“Nathan!”
A voz de uma garota fez todos nós virarmos pra ver a Elizabeth, ou Lizzy, correndo. Ela colocou os lábios nos do Nathan. Beijou ele com paixão como se a vida dela dependesse disso.
Ver isso fez a Vicky e eu sentirmos nojo.
“Nojento” eu disse baixinho. “Pornô matinal...”
E pensar que eu estava corando quando ele me tocou! Devo estar perdendo a cabeça. Bem, isso foi tudo que eu precisava pra voltar à realidade.
A namorada do Nathan era a Elizabeth Jane.
Bem, uma das namoradas dele.
Ele tinha muitas. E sempre que eu estava no meu quarto estudando, ele sempre tinha outra garota no quarto dele.
Ele devia ganhar um prêmio por isso, sério.
A Vicky agarrou meu braço e me puxou pro lado. “Chels, quando devo dar minha carta pro Max?”
Engoli em seco. “Uh...”
Eu me sentia tão mal pela Vicky. O Max não era uma boa escolha. Mas quem era eu pra estourar a bolha dela?
Coçei a cabeça. “Vamos pra aula primeiro. Depois a gente pensa nisso.”
***
Sentei na aula de história. Estava sonhando acordada com o Brad Pinsley. O Sr. Jones estava falando de forma entediante sobre a Revolução Francesa e Napoleão Bonaparte.
O único nome que continuava se repetindo na minha mente era Brad.
Só Brad.
Estava contando os segundos até a aula terminar. Aí eu poderia entregar a carta pra ele. Estava esperando e rezando pra que ele sentisse o mesmo por mim.
O Brad era um senior, assim como o Max e o Nathan. Isso tornava ele dois anos mais velho que a Vicky e eu.
Não tinha certeza se o Brad tinha os mesmos gostos que meu irmão. Talvez ele só se interessasse por garotas da idade dele. Mas eu estava mais do que pronta pra arriscar...









































