
A Proposta do Chefe Livro 2
Author
Heather Teston
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Chapters
27
Capítulo 1
Livro 2
Gabriel e Paige estão casados há nove anos. O filho deles, Lorenzo, tem oito anos, e a filha, Anna-Lisa, tem cinco.
Paige acordou de manhã e viu que Gabriel não estava na cama. Ela se levantou, tomou um banho rápido e se trocou.
As crianças tinham passado a noite na casa da avó, então ela foi procurar o marido.
Ao entrar na cozinha, ela perguntou a uma das empregadas se sabiam onde ele estava.
— Sim, senhora. O Sr. Maestri está na academia — Beverly disse.
Ela deu um sorriso doce para a empregada mais velha. Beverly trabalhava para eles havia sete anos; estava na faixa dos cinquenta anos e adorava as crianças. Ela também ajudava a cuidar dos filhos sempre que precisavam, e as crianças aprenderam a amá-la.
Saindo da cozinha, ela foi até a academia.
Ela abriu a porta e entrou devagar para observá-lo. Ao se encostar na parede, sentiu o desejo crescer dentro dela.
Ele ainda tinha um corpo ótimo, com músculos definidos e barriga reta. Os olhos dela acompanharam as gotas de suor caindo do rosto e do pescoço dele até o peito nu.
Seu íntimo latejou ao ver os músculos dos braços e das pernas dele se contraindo enquanto ele corria na esteira.
Quando ele sentiu que havia alguém no cômodo, levantou os olhos e a viu sorrindo. Até hoje, o coração dele derretia sempre que ela estava por perto.
Ela estava ainda mais linda agora do que na primeira vez em que ele a viu. Ela caminhou até ele.
— Gabriel, você malha demais — ela disse.
— Eu preciso.
— Por quê? — ela perguntou. Ele olhou para ela enquanto continuava correndo.
— Por sua causa, Angel. Eu preciso me manter em forma para que você não comece a olhar para alguém mais jovem e mais forte.
— Você é o homem mais forte e mais lindo que eu já conheci. Não precisa se forçar tanto, você vai acabar se machucando.
Ele desligou a máquina e olhou para ela com um brilho de irritação.
— Nós estamos casados há pouco mais de nove anos, e você não mudou nem um pouquinho.
— Não sei do que você está falando — ela disse, pegando uma das toalhas e enxugando o suor do rosto dele.
— Não há uma única linha ou ruga no seu rosto ou no seu corpo. Sua pele é tão macia, e seus seios são tão firmes. Isso não é normal.
Ela parou de enxugá-lo para olhar nos olhos dele. Ela viu que ele estava irritado e se perguntou o motivo.
— Por que isso deixa você irritado? Eu achei que os homens adorassem ter uma esposa com aparência jovem — ela disse.
Ele segurou o queixo dela com a mão, retribuindo o olhar.
— Você continua tão linda e doce que às vezes acho que não é humana.
Ele a puxou com força para os seus braços. — Me diga, Angel, você é uma bruxa? Você jogou um feitiço em mim?
Ela não se importou com o cheiro de suor vindo dele quando ele a abraçou.
— Eu não sei o que eu sou, mas é você quem me enfeitiçou — ela disse.
Ela colocou as palmas das mãos no rosto dele. — Eu te amo. E não importa quantos fios brancos ou rugas você tenha, eu sempre vou desejar você.
O coração dele disparou ao olhar nos olhos dela. Ele sentia como se estivesse se afogando neles.
— Depois de todos esses anos juntos, você ainda me deixa com tesão. Consegue sentir como eu estou duro? — ele perguntou, colocando as mãos nela e a puxando contra seu corpo.
— Eu sinto — ela disse, com o coração batendo forte. Com o passar dos anos, o amor e o desejo sexual dela por ele tinham ficado ainda mais intensos.
Ela adorava a força dele, a forma como ele a dominava na cama. Mas fora do quarto, ele a tratava com respeito e como uma igual.
— Quando as crianças voltam para casa? — ele perguntou, segurando a bunda dela nas palmas das mãos.
Ela soltou um suspiro ofegante quando ele a empurrou com mais força contra seu membro enrijecido.
— Por quê? — ela perguntou, mas já sabia a resposta.
— Eu preciso de um banho, e você vai tomar comigo — ele disse. Ele a puxou para a sala onde ficava o chuveiro.
Era o banheiro que ele tinha construído na sua sala de ginástica. Lá também havia um armário com roupas limpas para os dois.
Era mais fácil assim do que ter que atravessar a casa de volta para o quarto deles. Num piscar de olhos, ele a deixou completamente nua e debaixo da água.
Ela se arrepiou um pouco com o toque frio do azulejo em suas costas quando ele a prensou contra a parede.
Quando os lábios dele tocaram seu pescoço e desceram, ela agarrou as barras que ele havia instalado exatamente para isso.
Ela arqueou as costas quando a boca dele foi parar no meio de suas pernas, a língua lambendo as dobras da sua intimidade.
Um gemido alto escapou da boca dela quando a língua dele penetrou mais fundo, atingindo o ponto que fez as pernas dela fraquejarem. Ainda bem que as barras estavam ali para ela se segurar.
Foi como se um raio atravessasse seu corpo quando ela gozou.
Ele adorava saber que, depois de todo aquele tempo, ainda conseguia satisfazê-la. E a cada vez ficava melhor.
Segurando as nádegas dela, ele a levantou e sentiu as pernas dela se entrelaçarem ao redor dele.
Sua boca desceu com força e brutalidade. Ele a beijou com uma fome que só ela conseguia despertar nele.
Seu membro estava rígido e latejante quando ele a penetrou.
Sua necessidade de gozar era enorme. Ele começou a estocar dentro dela, fazendo as costas dela baterem contra a parede.
Os doces gemidos dela só jogavam mais lenha na fogueira do seu desejo.
Tirando a boca da dela, ele grunhiu, ofegante. Ondas de choque percorreram seu corpo quando ele deu mais algumas estocadas fortes antes de gozar dentro dela.
Ele apoiou as palmas das mãos na parede do chuveiro enquanto tentava recuperar o fôlego. As pernas finas dela ainda estavam em volta dele, e seus braços abraçavam o pescoço dele.
Depois de recuperarem o fôlego, ela escorregou as pernas para baixo e colocou os pés no chão.
— Angel, eu te amo tanto. Você é a minha vida, e sem você, eu deixaria de viver — ele disse. Em seguida, ele beijou a testa, o nariz e os lábios dela.
Os dois saíram do chuveiro, pegaram umas toalhas e se secaram.
Eles entraram por outra porta ligada ao banheiro. Lá, algumas roupas estavam penduradas em ganchos e guardadas na cômoda.
Depois de vestir roupas limpas, ela pegou o secador e começou a secar o cabelo. Gabriel ficou atrás dela, observando os poucos fios brancos em sua própria cabeça.
— Acho que vou comprar alguma coisa para me livrar desses fios brancos — ele disse.
Ela abaixou o secador e se virou para ele. — Não se atreva — ela disse, tocando no cabelo dele.
— Eu gosto. Deixa você com um ar distinto e muito sexy.
— Se aparecerem mais, logo você vai poder me chamar de Papai — ele disse, rindo com deboche.
Ela deu um sorriso sexy, traçando o lábio inferior dele com a ponta dos dedos. — Eu posso te chamar de papai na cama, se você quiser.
Ele colocou as mãos na cintura dela e a puxou para mais perto. Seus olhos brilharam com um toque de malícia. — Isso parece quente, um pouco safado, e eu gosto.
Por mais que quisesse devorá-la de novo, ele sabia que as crianças chegariam em casa em breve.
— Deveríamos ir comer alguma coisa; abrimos um belo apetite.
Caminhando de mãos dadas, eles foram para a sala de jantar e avisaram à cozinheira que estavam prontos para o café da manhã. Ele sentou e ficou observando Paige comer.
Ele sempre ficava impressionado com o quanto ela conseguia comer sem engordar nem um grama. Já ele, ganhava peso com facilidade.
Ao longo dos anos, ele tentou encontrar qualquer família que ela pudesse ter. Ele sabia que precisava haver alguém: um avô, um tio. Mas todos os detetives particulares que ele contratou voltaram de mãos vazias.
Ele nunca contou nada sobre isso para ela, na esperança de fazer uma surpresa.
Ela olhou para ele com a boca cheia de seus waffles belgas favoritos e viu que ele a observava.
— Por que está me olhando comer?
— Eu gosto de olhar tudo o que você faz — ele disse, vendo uma gota de calda no lábio dela.
Ele se inclinou e lambeu a gota.
— Maldita mulher, se os empregados não estivessem por perto, eu derrubaria tudo da mesa. Deixaria você pelada, jogaria calda no seu corpo inteiro e lamberia tudo. Você ainda vai ser a minha morte um dia.
Ela deu uma risadinha e, com o dedo, apontou para uma das empregadas que estava tirando os restos de comida da mesa de apoio.
O rosto da coitada ficou vermelho como um pimentão. Gabriel olhou para a empregada e depois voltou a olhar para Paige.
Ele se inclinou e falou bem baixinho para a empregada não escutar. — Ela é nova, logo vai se acostumar com a gente. — Pelo menos, era o que ele esperava.
Com o passar dos anos, ele tinha assustado muitos funcionários com suas demonstrações abertas de afeto por Paige.
Quando terminaram o café da manhã, ele foi para o escritório trabalhar um pouco.
Paige foi para a sua sala especial. Ele tinha transformado o espaço em um ateliê de cerâmica quando ela começou a fazer cerâmica.
Ele comprou todos os equipamentos que ela precisava para o seu passatempo. Ela era muito boa naquilo, e ele sabia que ela adorava criar coisas com as mãos.
As peças dela estavam espalhadas pela casa toda; algumas foram dadas como presentes. Ele gostava muito de uma peça em especial.
Era um vaso colorido que ele guardava no escritório. De vez em quando, ele se encostava na cadeira e ficava olhando para o vaso.
Era mágico, talvez por ter sido uma das primeiras peças que ela criou e deu de presente para ele.
Duas horas depois, ela tinha arrumado o ateliê do jeito que queria.
Ao olhar as horas, ela percebeu que as crianças logo chegariam em casa. Então, foi buscar Gabriel.
Eles faziam questão de receber os filhos juntos quando eles ficavam fora por um tempo.
— Gabriel, você quer ir comigo para a sala de estar? Nossos bebês logo estarão em casa.
Ele ergueu os olhos da mesa, sorriu para ela e se levantou. — Mal posso esperar para vê-los, é quieto demais sem eles por aqui. Sinto falta da falação sem fim da Anna-Lisa e das perguntas que o Lorenzo não para de fazer.
— Ele quer ser igual a você quando crescer.
Ele passou o braço em volta dela quando se sentaram.
— Ele vai ser um homem melhor do que eu fui.
— Não diga isso. Você é um homem maravilhoso e um ótimo pai. Seus filhos amam e respeitam você.
— Meu pai era um homem cruel, nunca demonstrou amor e me ensinou a ser do mesmo jeito. Se não fosse por você, eu seria igualzinho a ele, ou talvez até pior.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e olhou fundo nos seus olhos.
— Você me mostrou o que era o amor e como amar. Nossos filhos nunca vão ter que sofrer do jeito que eu sofri. Eles nunca vão conhecer esse tipo de crueldade vindo de mim.
Ainda sinto arrepios quando penso no que ele tentou fazer com a gente. Mas a sua pobre mãe, tudo o que ela teve que suportar durante todos aqueles anos. Fico tão feliz que vocês dois tenham ficado tão próximos. Ela sacrificou a própria felicidade e segurança para me manter vivo.
Mas ela está livre daquele desgraçado. Todos nós estamos.
Eles ouviram a voz da Anna-Lisa enquanto ela corria pelo corredor na direção deles.












































