
A Série O Oculto Livro 2
Author
Maya Chevalia
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Chapters
15
Capítulo 1
“Dahl, já chega. Nós vamos relatar isso ao conselho por quebra de acordo,” Cane diz, pegando a moeda da mesa e guardando-a no bolso. O olhar de Dahlia o acompanha enquanto ele vai para um assento do outro lado da lanchonete, seus olhos se fixando na bruxa de Illios uma última vez antes de ela sorrir e dispensá-la.
Eu lido com ela depois. Toda mágica tem um preço.
“Você não vai fazer nada que possa arriscar o acordo,” ele ordena.
“Claro que não,” ela responde, sua atenção voltando para o cardápio. Ele o tira das mãos dela.
“Estou falando sério.” Ela levanta o rosto para olhar nos olhos dele.
“Entendido, Cane,” ela murmura, inclinando a cabeça em um sinal de submissão. A intensidade no olhar dele quase a faz corar.
Quando a garçonete volta, ele faz o pedido por ela. Ela não se importa, presumindo que ele sabe o que é bom no local. Eles comem em silêncio e, quando terminam, ele a leva de carro até a loja. Ele paga pelas compras dela sem dizer uma palavra, sem questionar por que ela precisa daquelas coisas.
“Dahlia,” ele pergunta baixinho no caminho de volta, “você realmente matou seus pais?”
Ela bufa, rindo enquanto olha para ele como se ele tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo.
“Claro que não, seu tolo. Por que você pensaria isso?” Ela ri.
“Clayton parece, bem, com medo de você. Como se você pudesse atacá-lo a qualquer momento,” ele confessa.
“Isso? Ah, eu já matei pessoas. Muitas pessoas. Eu faço com que elas sumam.” Ela sorri. Cane não consegue saber se ela está brincando.
“Eu não estou. Brincando, quero dizer. Eu ganhei muito dinheiro fazendo isso. Você pode perguntar ao Ryder sobre isso. Ele sabe.” Ela fala sobre isso com tanta calma que tudo o que ele pode fazer é encarar com um tipo de horror fascinado. “Mas eu nunca teria machucado meus pais,” ela adiciona baixinho.
“Então,” ele começa, mas não consegue terminar.
“Ele tem medo de que, se me irritar muito, eu mate a namoradinha dele,” ela revira os olhos. “Eu admito, a ideia de fazer ela sumir já passou pela minha cabeça, mas eu não sou tão ruim assim. Além disso, eu acho que seria mais divertido tirar dele todo o poder que eu lhe dei.”
“Espera, você pode fazer isso?”
“Claro. Apenas é mais doloroso porque ele vai resistir,” ela afirma com toda a certeza.
O silêncio continua até chegarem ao condomínio. Ela junta suas coisas, agradece pela carona e sai do carro dele. Ela espera até que ele não possa mais ser visto antes de entrar na floresta.
Conforme ela vai mais fundo, o lugar fica mais escuro e mais quieto, até que o mato fique mais denso e apenas os sons dos animais a acompanhem. Quando ela encontra um lugar com folhas macias o bastante, ela estende lonas de plástico, prendendo-as com estacas e cobrindo-as com um lençol para dar conforto. Ela está arrumando velas para iluminar o local quando sente que alguém a observa.
“Você chegou cedo. Eu não esperava você até mais tarde esta noite,” ela murmura, começando a acender as velas e despejando pó de giz encantado para fazer um círculo fechado ao redor de sua lona.
“Virtue avisou você então, eu presumo?” A voz é suave. É uma emoção pura e sem filtros. Ela luta contra a vontade de olhar para ele.
“Velas? Que romântico.” A voz dele ganha um tom de provocação.
“Feitiços para visão noturna são irritantemente complexos,” ela resmunga. “Além disso, eu estou sendo punida por usar magia. Por que eu usaria mais?” Ela zomba.
“Eu mal posso esperar,” ele ronrona. “Punir você é o meu passatempo favorito.”
“Um passatempo?” ela questiona.
“Eu tenho que fazer isso tantas vezes que virou um.” Ela consegue ouvir o sorriso na voz dele.
“Acho que você tem razão, desculpe por atrapalhar sua agenda cheia,” ela murmura. “Eu não trouxe roupas para trocar. Seria um problema muito grande eu ir pegar algumas?”
“Você pode usar o que está vestindo. Eu não vou estragar as suas roupas desta vez.” Ela levanta o olhar surpresa, tropeçando para trás quando percebe que ele está mais perto do que ela pensava. Ele agarra os braços dela, puxando-a para perto.
“Não há razão para ter medo. Nós já fizemos isso muitas vezes.” A diversão dele é muito clara.
“Você vai tirar a roupa e deitar na lona, a menos que precise da minha ajuda?”
Ela balança a cabeça dizendo que não, e ele a solta. Ele se encosta no carvalho mais próximo e ela o observa enquanto tira a roupa. Ele está vestido de forma bem chique hoje; seu terno risca de giz parece recém-passado e sua gravata está bem reta. O cabelo dele está preso para trás em um rabo de cavalo, e os brincos pretos que ele sempre usa não estão lá. Ela franze a testa.
“Você se arrumou todo para isso?”
“Você me pegou,” ele sorri, observando-a dobrar as roupas e deixá-las de lado. “Esta é uma punição importante. Lembra da última vez que você usou magia de sangue?” Ele suspira como se estivesse sonhando. “Eu me arrumei todo daquela vez também.”
“Eu não lembro da punição de jeito nenhum, na verdade, eu só lembro de quanto tempo eu dormi.” Uma expressão de raiva cruza o rosto bonito dele, fazendo-o parecer assustador por um breve momento.
“Nós vamos dar um jeito nisso desta vez,” ele promete enquanto se move na direção dela. Ela não consegue evitar o sentimento de medo que começa a surgir.













































