
Alfa, me Ajude Livro 2
Author
Sqible Holloway
Reads
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Chapters
11
Capítulo 1
Livro Dois
Hayley e Jax passaram por um turbilhão nos últimos meses, e não parece que a vida vai desacelerar tão cedo. Hayley está se acostumando ao seu novo papel como Luna da Matilha Rosa da Meia-Noite enquanto cuida dos seus entes queridos. Enquanto isso, Jax está dedicando seu tempo e energia para descobrir como manter sua matilha, e todo o mundo sobrenatural, a salvo de uma ameaça iminente.
HAYLEY
Muita coisa mudou nos últimos oito meses. Algumas coisas foram boas, outras nem tanto.
Axton se uniu a Dylan e agora está trabalhando na papelada para adotar um filhotinho que perdeu os pais nos ataques dos renegados.
O nome do garotinho é Zou e ele tem apenas três anos, mas parece entender tudo.
Ele sabe que a mãe e o pai se foram e que Axton e Dylan o estão adotando.
Eu acho que a compreensão de Zou vai facilitar as coisas para Axton e Dylan. Eles não terão que ter aquela conversa difícil sobre o motivo de ele ter sido adotado.
Minha cerimônia de Luna foi adiada para o mês que vem. Jax e eu concordamos que queríamos fazer as coisas no nosso próprio ritmo.
Tanta coisa aconteceu desde que cheguei aqui. Eu encontrei meu companheiro, minha voz e a Aurora. Eu me casei, matei meu pai e adotei uma criança, tudo em apenas alguns meses.
Nós só queríamos um pouco de normalidade sem o estresse e a pressão de me tornar Luna. A matilha já me vê como a Luna deles de qualquer maneira, mesmo que ainda não seja oficial.
É assustador e incrível ao mesmo tempo saber que tenho mais de cem pessoas olhando para mim em busca de orientação.
Eu me tornei muito mais envolvida com as atividades da matilha. Eu vou ao Clube da Rosa toda semana para colocar o papo em dia com algumas das fêmeas.
Nós normalmente conversamos sobre qualquer problema dentro da matilha. Depois, eu discuto isso com o Jax para encontrar soluções. Eu consegui conhecer cada uma delas melhor à medida que elas se abrem sobre seus problemas pessoais com seus companheiros ou filhotes.
Eu também treino com a matilha e estou começando a controlar quando eu me transformo. Eu costumava conseguir me transformar na Aurora apenas quando estava muito emotiva, como quando estava com raiva. Mas agora eu consigo me transformar nela mesmo quando estou calma.
Nossa relação continua tão próxima quanto sempre foi. Apesar de termos ficado separadas por mais de uma década, nossa conexão ainda é fácil, pelo que sou muito grata. Eu não sou eu mesma sem ela.
A Rose ainda mal sai do quarto dela. Eu tento visitá-la todos os dias, mas quando eu vou, ela não fala muito. A morte do Luke realmente a atingiu em cheio.
Eu não acho que seja ele especificamente que a está afetando, mas sim o vínculo de companheiros. Mas o vínculo de companheiros não é algo que deva ser subestimado; ele é muito poderoso.
Eu vou apoiar a Rose durante tudo isso — eu não vou deixar que o Luke a destrua direto do além-túmulo.
A Lily teve alta do hospital há alguns meses, depois que o médico deu a liberação. O Tom disse que a Lily não corria mais risco de infecção e que ela ficaria bem.
A Lily começou a fazer terapia para ajudá-la a lidar com os pensamentos dela. Ela confessou para o Jax e para mim que se sente pra baixo e triste por ter perdido o braço e os pais.
Nós achamos que seria melhor se ela tivesse a ajuda de um profissional para lidar com esses pensamentos e sentimentos.
A Lily ainda se sente confortável para conversar comigo sobre como está se sentindo. Sou incrivelmente grata por isso. Mas, às vezes, tenho medo de falar a coisa errada. Eu acho que isso faz parte de ser mãe.
Estamos esperando a assinatura da agência de adoção. Então, o Jax e eu seremos legalmente os pais da Lily.
Nós já preparamos tudo e assinamos tantos documentos e, em apenas mais alguns dias, nós seremos pais. Eu nunca pensei que seria mãe, muito menos mãe de um filhote tão incrível.
A Lily merece o melhor deste mundo, e eu farei o que puder para garantir que isso aconteça para ela. Ela nunca deveria — e nunca vai — ter que passar por nada parecido com o que eu passei crescendo. Eu vou garantir isso.
Se alguém machucar a minha filha, eu vou matar a pessoa sem pensar duas vezes.
Eu acabei de colocar a Lily na cama para dormir e agora estou voltando para o nosso quarto, onde sei que o Jax está esperando. Eu entro no nosso quarto e vejo o Jax com a cabeça baixa, suas mãos unidas e os cotovelos apoiados nos joelhos.
Ele tem estado sob muito estresse ultimamente e está se esforçando até o seu limite. Um novo problema surgiu, e parece ser muito maior do que pensávamos no início.
Se não for resolvido logo, todos nós estaremos em perigo. O Jax está acostumado a lidar com tudo isso, pois ele é o Alfa, mas agora ele tem a mim, a sua Luna, para ajudá-lo. Nós estamos nessa juntos.
O Jax não levanta a cabeça quando eu entro no quarto, então eu aproveito a chance para entrar silenciosamente no nosso closet — eu sei exatamente o que fazer para ajudar meu companheiro a relaxar.
Tirando a minha calça jeans e o meu suéter largo, eu pego meu roupão curto de seda que o Jax tanto adora e o amarro bem ajustado na minha cintura. Ele não cobre muita coisa; é exatamente o que eu tinha em mente.
Encostada na porta, eu limpo a garganta para chamar a atenção do Jax. Deixando meu roupão de seda escorregar pelos meus ombros, eu o deixo cair lentamente, deslizando com muita suavidade pelo meu corpo até chegar ao chão.
Parada ali nua, com minhas cicatrizes à mostra, eu provoco o Jax, dizendo: “Você vem?” e faço um gesto em direção ao banheiro para tomarmos um banho. A boca dele fica um pouco aberta, mas ele se recupera rapidamente e se levanta.
Caminhando até mim em apenas alguns passos largos, ele agarra os meus quadris, puxando-me para si. Seu corpo duro pressiona contra o meu e eu consigo sentir o calor irradiando dele até as pontas dos meus dedos.
Correndo os dedos pelas minhas costas, ele agarra um punhado do meu cabelo, segurando a minha cabeça firme e se inclinando para me beijar. Mordendo o meu lábio, a língua dele entra na minha boca, reivindicando-me como sua.
Minhas mãos envolvem o pescoço dele e encontram o caminho para o seu cabelo. Eu puxo as pontas de leve, fazendo o Jax soltar um rosnado baixo.
Minhas mãos deslizam pelos braços tatuados dele. O Jax costumava ter apenas o braço esquerdo fechado de tatuagens, mas, recentemente, ele tatuou o braço direito também. Isso só me faz desejá-lo ainda mais.
Ele me empurra suavemente para trás e nós entramos tropeçando no banheiro. Sem interromper o nosso beijo, o Jax liga o chuveiro.
“Você está um pouco vestido demais”, eu murmuro, dando um passo para trás. O Jax arranca a camisa e a joga de lado, não dando a mínima para onde ela cai. Ele começa a abrir a calça, mas eu o impeço.
“Deixe comigo”, eu sugiro, com um sorriso sedutor brincando nos meus lábios. Ficando de joelhos, eu começo a desabotoar o cinto dele...











































