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Amando Emma

Autor
Jenny Asp
Leituras
121K
Capítulos
35
Autor
Jenny Asp
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Capítulos
35
🌍 Multicultural📸Celebridades😌Segundas chances🎭Drama☯️Os opostos se atraem🏙️Contemporâneo💪🏻Macho alfa😊Inocente

Emma escapa de sua vida cotidiana e se vê envolvida em um amor que parece ousado, cinematográfico e impossível de ignorar. Quando ela conhece Can, faíscas surgem de forma rápida e intensa, e o mundo de repente parece mais brilhante, mais vibrante e cheio de promessas. A conexão entre eles é profunda, vertiginosa e totalmente avassaladora, do tipo que muda a maneira como você respira.

Então a vida intervém, deixando para trás sentimentos não resolvidos e um amor que nunca desaparece de verdade. Quando seus caminhos se cruzam novamente, as emoções afloram, as memórias ressurgem e os corações são postos à prova. Can acredita que algumas histórias de amor valem a luta, mesmo quando o passado ainda dói. Mas será que o amor é corajoso o suficiente para recomeçar quando tudo está em jogo?

1: Capítulo 1

Era ela. Ele tinha certeza. Ele olhou para Zeki, seu novo segurança, e disse: “Aquela garota ali, com o cabelo ruivo. Siga-a e, não importa o que você faça, porra, não a perca de vista. E me avise aonde ela for.”
“Senhor Can, eu tenho que ficar com o senhor. Não há apenas a imprensa aqui. Há também de setenta a cem pessoas lá fora querendo um pedaço do senhor.”
Can achou que fosse enlouquecer. Tinha sido Emma quem ele vira no clube ontem? Ele achou que sua mente o estava enganando de novo. Mas talvez fosse realmente ela. Ele sentia um frio na barriga e uma agitação ao mesmo tempo.
“Seu trabalho é fazer qualquer porra que eu mandar. E se você perder aquela garota de vista, vai ficar desempregado.”
Isso funcionou. Ele observou Zeki correr para alcançar Veronica.
Tinha que ser ela. Ele tinha certeza. E essa era a primeira pista sobre Emma em mais de um ano.
Emma.
O coração dele apertou ao pensar nela. Ele nunca se permitia pensar nela durante o dia. Os pensamentos e as memórias dela surgiam de mansinho à noite. Quando tudo estava escuro e silencioso. Mais de um ano depois, e ele ainda conseguia sentir o cheiro dela. Ele ainda conseguia sentir o sabor de seus beijos e o seu toque.
Jesus Cristo, ele ia perder a porra da cabeça. Mais de um ano e nenhuma notícia. Ele não sabia se ela estava viva ou morta. Ela simplesmente desapareceu sem deixar rastros.
Ele ainda conseguia se lembrar da última conversa deles antes de se separarem. Ela nem sequer permitira que ele a levasse ao aeroporto. Chamaria muita atenção. Ela o abraçou forte, beijou-o e sussurrou: “Não se preocupe. Me dê algumas semanas e eu estarei de volta. E nós começaremos a nossa vida juntos.”
Não tinha sido o começo de nada. Tinha sido o fim. E isso o havia destruído.
Completamente.
Não saber era quase mais difícil de suportar do que não a ter com ele. Meu Deus, ele sentia falta dela. Teria dado qualquer coisa, sacrificado sua alma, por mais um dia com ela.
Pela primeira vez em mais de um ano, ele sentiu esperança. E a esperança era uma coisa perigosa.
A esperança era a inimiga de qualquer pessoa com o coração partido por aí. Porque, mesmo que devesse, ela raramente ia embora, se é que ia. Ela morava naquela pequena parte da sua alma que você não deixava ninguém ver. Aquela pequena esperança dentro de você era a única coisa que o mantinha vivo. Mas, ao mesmo tempo, ela o destruía de novo e de novo.
Sem piedade.
Uma vez que a esperança se fosse, se você conseguisse se livrar dela, então você poderia pelo menos começar a lidar com as cinzas dos seus sonhos arruinados. Isso teria sido um começo. Mas ele nunca tinha chegado lá. Nunca tinha conseguido deixar o passado para trás completamente. E agora ele sentia aquela pequena luz se acender de novo dentro dele.
Ela dizia a ele que as coisas ficariam bem. Haveria um felizes para sempre, afinal. Não havia outro resultado possível. Não podia acabar assim. Não era para acabar de jeito nenhum.
Vinte minutos se passaram antes que a ligação chegasse.
“Zeki? Aonde ela foi?”
“Pera Palace, Senhor Can.”
“Ela estava com alguém? Uma mulher loira e baixa?”
“Não, ela estava sozinha.”
“Tem certeza?”
“Certeza absoluta. Ela entrou sozinha há cinco minutos e não saiu de novo.”
“Então fique aí. Eu já estou indo para lá. Se ela sair de novo, você a segue e me avisa.”
“Eu deveria estar aí com o senhor.”
“Eu consigo lidar com a imprensa e alguns fãs. Pode levar um tempo, mas eu consigo dar um jeito sozinho. Você só fica aí e faz o que eu mandei. Vejo você em breve.”
Com isso, ele desligou.
Pera Palace. Elas tinham voltado para o lugar onde ficaram pouco mais de um ano atrás, quando ele a conheceu. Ele iria até lá e se recusaria a ir embora até vê-la. Ele iria exigir uma explicação.
Qualquer coisa.
E então ele a teria de volta. Ele não se importava como faria isso ou o que teria que fazer.
Ele conseguia sentir a adrenalina correr por seu corpo. Ele estava muito puto da vida, incrivelmente magoado e com o coração partido. Mas, tirando todo o resto, a verdade era que ele só a queria de volta.
CATORZE MESES ATRÁS
Emma estava ficando mais frustrada a cada minuto. Elas estavam de pé perto da esteira de bagagens há mais de vinte minutos e, até agora, a mala de Veronica não estava em lugar nenhum. “Por que você teve que despachar uma mala para uma viagem de cinco noites? Por que você não podia ter me escutado e trazido só uma mala de mão?”
Veronica deu a ela aquele olhar travesso que sempre fazia quando estava prestes a ser sarcástica. “Porque eu tenho mais estilo do que você. Seria impossível colocar dez roupas, com os acessórios combinando e a maquiagem, em uma mala de mão. É por isso.”
“E por que você precisa de dez roupas? Por que você não podia ter repetido algumas? Ou melhor ainda, você ama fazer compras. Você poderia ter trazido quatro e depois comprado mais algumas aqui.”
“Nós estamos em Istambul, Emma. Como eu vou saber que tipo de lojas eles têm? Eu posso achar muita coisa, ou não achar nada. É melhor vir preparada para todas as possibilidades.”
“Bem, para começar, não entendo por que diabos você insistiu em Istambul. O que há de errado com Paris? Ou Roma? Pelo menos lá nós saberíamos o que esperar e poderíamos ter nos planejado direito.”
“Exatamente. É chato. Todo mundo de Londres vai para lá passar um fim de semana prolongado. Eu queria algo diferente, algo mais moderno. E era barato.”
“Verdade.”
“Sabe, nós não poderíamos ter ido a Paris por cinco noites. Não podíamos pagar noventa libras por pessoa, por noite, para ficar em um hotel cinco estrelas. Isso teria sido muito caro.”
“Eu sei.”
“E é barato e rápido voar para cá. Tipo, quatro horas não são nada, Emma.”
“Eu sei. Você não precisa tentar me convencer. Nós já estamos aqui. Eu só estou cansada, só isso. E eu queria que a porcaria da sua mala chegasse logo para podermos sair daqui.”
De repente, elas viram uma mala de oncinha rosa rolando na esteira. Veronica começou a pular de alegria. “Ah, olhe, Emma. Seu desejo foi atendido. Esta vai ser uma viagem incrível. Eu simplesmente sei disso.”
Emma queria compartilhar da animação de Veronica. Mas ela tinha um mau pressentimento. Talvez fosse o fato de ela estar de férias, para começar. O trabalho estava uma loucura, e ela tinha muitas coisas para fazer. Bem, dizer que tinha muitas coisas para decidir seria mais correto.
Ela vinha tentando gerenciar a cafeteria que ela e Brad haviam aberto juntos desde a morte dele, há dois anos. Mas estava ficando cada vez mais difícil. As muitas horas trabalhando sozinha estavam começando a cansá-la. Ela precisava de mais funcionários. Precisava aumentar a variedade de produtos deles, e isso exigiria quase todas as suas economias. E, por algum motivo, ela estava com o pé atrás.
Ela tinha recebido uma boa oferta do Senhor Langham. Ele queria a cafeteria desde que eles a abriram, há cinco anos. Bem, na verdade ele queria o prédio que Brad havia herdado do avô. Ela sabia o que aconteceria se cedesse e vendesse a propriedade para ele. Ela achava que nunca faria isso. Ou, mais provavelmente, se decidisse alugar o espaço para ele por muito tempo, o Senhor Langham não manteria a cafeteria aberta. Ele mudaria o lugar. Abriria uma de suas próprias lojas lá. E de quantas lojas de acessórios uma cidade precisava?
Se ela fosse sincera consigo mesma, o problema não era o que o Senhor Langham iria abrir. Era o que ele iria fechar.
O Hometown Café tinha sido o sonho dela e de Brad. Eles tinham trabalhado dia e noite para fazer aquilo acontecer, e tinham conseguido. Não era uma grande rede de lojas. Eles não tinham ficado ricos. Mas tinham construído uma vida boa juntos e um futuro seguro para os dois. E se ela concordasse em abrir mão daquilo, se parasse de trabalhar naquele sonho, pareceria uma traição.
Ou talvez ela só estivesse com medo de abrir mão daquela última ligação entre eles. Brad não estava mais aqui, mas o espírito dele continuava vivo naquela cafeteria. Ela se sentia perto dele lá e não sabia se estava pronta para deixar isso para trás.
“Emma? Você vem?”
Ela precisava parar de pensar em todas essas coisas. Ela precisava de férias. Veronica estava certa. Era hora de relaxar e se divertir. Ela estava em uma cidade nova com sua prima, que também era sua melhor amiga. Era hora de dar um tempo da realidade e se divertir um pouco.
“Sim. Vamos.”
***
Chegar ao Pera Palace foi, por si só, um momento mágico. Parecia grandioso, para dizer o mínimo. Mas entrar no prédio foi incrível. A riqueza, as cores quentes e o tamanho do lugar eram lindos. Mas, ao mesmo tempo, eles tinham conseguido deixá-lo muito acolhedor.
O serviço foi perfeito, e elas fizeram o check-in rapidamente e foram levadas ao quarto. O quarto era espaçoso, com tetos altos, e bem confortável, com as cores quentes de vermelho e dourado. A iluminação suave dava um ar elegante, ainda mais junto com as molduras antigas decorando o teto, as janelas e as paredes.
Quando elas terminaram de desfazer as malas, tomar banho e se vestir, eram sete e meia e elas estavam indo jantar. O que causou outra briga.
“Por que não podemos simplesmente jantar aqui no hotel?”
Veronica olhou para ela como se ela estivesse louca. “Porque eles não têm uma boate boa o bastante.”
Emma estava ficando mais irritada que o normal. “Por que você precisa de uma boate para jantar?”
“Para depois.”
“Mas é nosso primeiro dia. Por que não podemos pegar leve? Jantar no hotel e depois ter uma boa noite de sono e acordar descansadas, prontas para aproveitar Istambul com força total?”
“Qual é, Emma. Por favor, dizem que esse lugar tem uma comida deliciosa e uma boate incrível. Eu fiz a reserva quando compramos a viagem, e esse dia era o único disponível. As pessoas que comem lá também podem entrar na boate. Se não, a gente nunca conseguiria entrar. Eu quero muito ir.”
Às vezes, Emma se perguntava como elas se tornaram tão boas amigas. Elas eram da mesma família, sim. Mas, além disso, elas tinham uma amizade e uma intimidade únicas. E elas eram como o dia e a noite. Não tinham muito em comum e eram pessoas muito diferentes, mas, ainda assim, dava certo.
“Tudo bem. Que seja do seu jeito, mas amanhã vai ser do meu jeito.” Emma não pôde deixar de se sentir um pouco convencida com o olhar de “Estou quase com medo de perguntar” que Veronica deu a ela.
“E o que isso quer dizer?”
Emma não teve nenhum problema em deixar seu lado convencido aparecer. “Café da manhã e passeios, depois o chá da tarde aqui no hotel, seguido por um passeio tranquilo de compras. Depois disso, jantar no hotel e dormir cedo.”
Veronica fez uma cara de dor, e Emma adorou. “Eu odeio chá da tarde. É muito chato, e a música de piano geralmente me dá muito sono.”
“E eu odeio boates. Música muito alta me dá dor de cabeça.”
Elas ficaram se encarando por um tempo até Veronica começar a rir. “Fechado. Mas já que hoje é a minha noite, eu não quero ouvir nenhuma reclamação. Você vai ficar o tempo que eu quiser hoje. E amanhã, você que manda.”
“Fechado.”
***
Can Kaplan estava de pé na área VIP bem cheia, tomando seu uísque. Ele olhava para dois de seus bons amigos bebendo a quinta dose de Fireball e se perguntava: O que diabos você está fazendo aqui?
Ele estava entediado. Já estava assim há um tempo. Era engraçado como a gente mudava. Ele tinha trinta e três anos e estava ficando velho demais para essa porra. Era sempre a mesma coisa entre os trabalhos. Beber e festejar. Depois, dormir até o começo da tarde e, geralmente, acordar ao lado de alguém que ele nem lembrava de ter conhecido.
E então fazer tudo de novo. Ele tinha terminado sua última série de TV há dois meses, e tinha mais dois meses até começar seu novo trabalho.
Ele mal podia esperar.
Era cansativo trabalhar no set. Geralmente, ele ficava lá, trabalhando de quinze a dezesseis horas por dia, seis dias por semana, de nove a doze meses antes que acabasse. Mas aquela rotina funcionava para ele. Não havia tempo livre. Aquilo o deixava feliz.
Ele amava o seu trabalho. O que era bom, porque era basicamente a única coisa que ele tinha na vida. E isso estava começando a incomodá-lo.
Ele era um ator muito procurado. Ele atraía multidões de fãs animadas aonde quer que fosse. Ele ganhava muito dinheiro. Ele deveria estar feliz. Mas a verdade é que não estava. Não mais. Faltava alguma coisa. Ele estava dez anos mais velho do que quando começou nessa área, e ainda vivia a sua vida do mesmo jeito.
Não havia mudanças, nem crescimento. E isso estava começando a deixá-lo um pouco impaciente. E ele não gostava disso. Era melhor voltar ao trabalho e mergulhar naquilo por um ano do que ficar sentado pensando no fato de que ele se sentia solitário.
Solitário? De onde diabos isso tinha vindo? Ele tinha muitos amigos. Muitas mulheres. Multidões ao seu redor. Mas sim. No meio de tudo isso, ele se sentia solitário.
Jesus. Ele estava ficando emotivo. Muito tempo livre de sobra. Graças a Deus as pessoas não podiam ler mentes.
Ele sabia o que seus amigos diriam se ele algum dia falasse sobre esses sentimentos. Me poupe, porra, Can. Você é bonito, famoso e rico. Do que caralhos você tem que reclamar? E ele concordava com eles até certo ponto. E era por isso que nunca dizia essas coisas em voz alta.
Ele tomou outro gole e olhou para o andar de baixo, que estava lotado. Parecia mais divertido estar lá embaixo, mas isso causaria uma confusão do caralho. E isso seria ruim.
Ele olhou para a área de novo e seus olhos viram uma mulher que parecia tão entediada quanto ele. E isso o fez sorrir. O primeiro sorriso do dia. Ela era baixinha, loira, e estava muito irritada, mas se esforçando muito para não demonstrar.
Ela também estava sozinha. Alguma coisa nele se sentiu atraída por ela. E ele decidiu: foda-se. Ele queria conhecê-la. Enquanto caminhava para a escada, ele ouviu seus amigos perguntarem: “Aonde você vai?”
Ele nem sequer parou. Ele só respondeu por cima do ombro: “Eu já volto.”

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