
Capricho do Destino Livro 3
Author
M. L. Smith
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Chapters
53
Noite de Terror
Book 3: Eternally Bound
Então…
Ela estava sendo seguida.
Olhando por cima do ombro, ela não viu ninguém na escuridão. Mesmo assim, alguém a estava seguindo.
Ela podia sentir olhos encarando as suas costas. Seus dedos apertaram a alça da bolsa enquanto ela se apressava pela calçada vazia.
Amara apertou o passo, movendo-se rapidamente em direção ao seu apartamento. Era como se as paredes finas e a fechadura quebrada pudessem manter um invasor do lado de fora. Pelo menos, ela se sentiria mais segura.
Engraçado, na verdade, já que Amara nunca havia se sentido realmente segura.
Ela tinha sido uma vítima a vida inteira. Amara era quieta e reservada, características que faziam os outros se sentirem no direito de pisar nela, especialmente os homens. Chefes.
E pior ainda, ela deixava que se aproveitassem dela, do seu tempo, do seu dinheiro, do seu coração. Ela era gentil e confiante demais, e um dia isso a colocaria em sérios apuros.
Só hoje à noite, ela havia levado um bolo em um encontro.
E quando ela procurou Josh, ele teve a cara de pau de dizer que alguém melhor tinha aparecido. “Uma coisa certa”, e ele avisaria Amara se quisesse ficar com ela em outra ocasião.
Para piorar as coisas, ele havia atendido o telefone durante o sexo, com seu novo encontro gemendo alto ao fundo. Josh deu a notícia a Amara, grunhindo no telefone enquanto ela ouvia o som de pele batendo.
Ela ficou morrendo de vergonha, mas estava chocada demais para encerrar a ligação.
Ele nem sequer teve a educação de fingir que ela valia um jantar. Era apenas uma ficada que provavelmente a deixaria sexualmente decepcionada. E ele a deixou plantada mesmo assim.
Já vai tarde.
Ela olhou para trás de novo, com os alarmes disparando na sua cabeça enquanto um arrepio descia pela sua espinha.
Era tão tarde que não havia muitas pessoas na rua, não muitos humanos pelo menos. A rua onde ela estava parecia abandonada. O brilho dos postes de luz iluminava apenas uma parte da área ao redor dela.
Ela xingou a si mesma e a Josh por concordar em se encontrarem em um bar à meia-noite. Já passava da uma da manhã, e Amara não conseguia acreditar que havia esperado quase uma hora para ligar para ele e confirmar que tinha levado um bolo.
Ela prometeu a si mesma que não faria algo assim de novo. Nada de se colocar em perigo por um garoto que se chamava de homem. Nem por ele, nem por ninguém.
Ela ouviu um som bem baixo. Ela se virou completamente e começou a andar para trás, encarando a rua vazia. Amara não queria se envolver no que quer que estivesse acontecendo.
Sua respiração falhou, e sua pressão arterial disparou. Ela se sentia como uma caça.
Ela precisava chegar em casa agora.
Ela se virou novamente, com a intenção de fugir, mas foi parada por um homem em seu caminho. Ela soltou uma exclamação assustada, pulando de medo, sem saber como ele simplesmente havia aparecido do nada.
Ele era um pouco mais baixo, com uma aparência bem comum no geral. Mas a cor vermelho-sangue vazando ao redor de suas íris revelava o fato de que ele era um Other.
Ela engoliu em seco de forma audível. Sua boca ficou seca enquanto eles permaneciam ali, encarando um ao outro.
Ela precisava fugir dele. Mas, como sempre, estava com medo demais para se mover. Ela não conseguia fazer nada além de olhar para o vampiro, com o medo a mantendo paralisada. Por que ela sempre tinha uma força de vontade tão fraca?
O vampiro sorriu para ela então, exibindo bem as suas presas. Ela deu um passo hesitante para trás antes de endireitar as costas. De repente, ela se encheu de determinação.
Era falta de educação de sua parte ter medo dele. Afinal, era ilegal que um vampiro se alimentasse de alguém sem consentimento, então ela deveria estar segura.
Ela podia ser corajosa. Ela só precisava ir embora e voltar para casa. Ela não achava que seria tão fácil assim, mas o medo finalmente a fez agir. O medo a impulsionava a escapar.
“Me desculpe. Eu só preciso passar.” Ela apontou de forma apática para a calçada. O terror deixou a voz dela um pouco mais baixa que o normal.
Ele lambeu uma presa antes de chupar o canto do lábio para dentro da boca. Ele fez um som que era sexual demais para uma pessoa qualquer na rua.
“Eu vou apenas…” Ela parou de falar, pisando na rua para dar uma volta bem grande ao redor dele. Com sorte, ela poderia evitá-lo completamente. Assim, ela iria para casa e fingiria que aquela noite horrível nunca tinha acontecido.
Ele apareceu diante dela em um instante, a mão dele agarrando o braço dela com muita força.
“Nós acabamos de nos conhecer, pet. Você vai ficar aqui como uma boa garota.” A voz dele era aguda, com um ritmo estranho que a deixou hipnotizada.
Mas quando ela parou de se mover de repente, ela percebeu que ele havia usado compulsão nela, uma característica específica dos vampiros contra os humanos. Ela não conseguia se mover, ficando paralisada na rua.
O vampiro riu dela, e o som pareceu artificial enquanto ele se aproximava e se inclinava sobre ela.
Amara sentiu ele afastar o seu longo cabelo preto-azulado do pescoço. Ela sentiu os lábios frios dele passarem pela veia do seu pescoço enquanto ele tremia contra ela.
Os lábios dele se abriram quando ele soltou o ar. O ar frio deixou a pele dela toda arrepiada.
“Por favor…” Tudo o que ela conseguiu dizer foi um pedido assustado. Foi uma negação fraca do que ela sabia que estava prestes a acontecer.
“Isso mesmo, pet. Implore pela minha mordida.”
“Não!” Ela não queria aquilo. Ela só queria voltar para casa e fingir que aquela noite nunca tinha acontecido.
“Eu disse, IMPLORE.”
E, de repente, Amara abriu a boca. Ela implorou para que ele a mordesse.
O pavor tomou conta dela. Sua mente estava desesperada para fugir do inferno que encontrou com aquele vampiro. Mas ela não conseguia fazer nada, a não ser obedecer ao que ele ordenou.
Uma única lágrima caiu pelo seu rosto. Sua respiração ficou fraca enquanto ela lutava contra ele pelo controle do próprio corpo. Nada aconteceu. Seus braços continuavam soltos ao lado do corpo, e seus pés não se moviam.
“O seu cheiro é tão inebriante, um afrodisíaco para os meus sentidos.” Ele se colou ao corpo dela e passou os braços em volta da sua cintura, abraçando-a como um amante faria.
Ela ficou imóvel diante das investidas dele, tentando se forçar a lutar. Ela queria fazer alguma coisa enquanto ele movia as mãos devagar para apertar seus seios, o seu sexo e a sua bunda.
As mãos dele deslizaram por baixo da saia dela para tocar em qualquer pedaço de pele que conseguisse alcançar.
A única coisa que ela conseguiu fazer foi soltar mais uma lágrima. Ele a avaliava como se ela fosse gado em um leilão.
Ele andou ao redor dela, examinando o seu corpo antes de segurar o seu queixo e virar o seu rosto de um lado para o outro.
“Lágrimas tão lindas. Um rosto tão bonito. E nossa, que corpo delicioso. Eu só posso imaginar o seu sabor. Você será deliciosa na minha língua.”
Ele se aproximou e sussurrou no ouvido dela. “Eu poderia fazer você querer isso. Fazer você me querer. Eu vou ter você de qualquer jeito. Mas eu encontro algo,” ele suspirou levemente, “tão delicioso em ouvir minhas mulheres chorarem de dor.
“O sangue tem um gosto mais forte quando está cheio de pavor.” Ele limpou de forma carinhosa outra lágrima que caiu.
“Você fica tão linda quando chora, pet.”
Ele atacou logo em seguida. Suas mãos empurraram a cabeça dela para o lado de forma brusca para ter um acesso melhor ao pescoço dela. Então, ele a mordeu com muita força.
A dor era indescritível, algo que fez Amara gritar bem alto enquanto ele dava outra sugada violenta na artéria dela.
Ele se afastou rapidamente, tropeçando para trás enquanto limpava o sangue dos lábios. Depois, ele lambeu as costas da própria mão.
Era como se ele não conseguisse ter sangue o suficiente. O corpo dele tremeu de prazer enquanto ele a fixava com o seu olhar cruel.
“O seu sangue é maravilhoso. Você tem o sabor de algo antigo e perfeito.” Ele a pegou no colo. Os olhos dela estavam fixos bem à frente enquanto ela sentia a sua mente desligando. O medo agia como um mecanismo de defesa.
Ela conseguiu entender apenas uma palavra que mudaria o rumo da sua vida.
Antigo?
“Você será a minha garota especial, meu adorável pet.”
***
Amara abriu os olhos e olhou ao redor, bastante confusa. Tudo o que ela lembrava era do vampiro a assustando na rua, tomando o que ela não havia oferecido. Mas agora ela estava em um quarto.
Ela tentou se sentar, mas não conseguiu. Era como se o seu corpo estivesse preso à cama onde ela estava deitada. Porém, não havia nada amarrando-a.
A sua mente estava lenta. A sua cabeça quase não se movia enquanto ela tentava dar mais uma olhada ao seu redor.
Ela se sentia tão fraca e impotente. Quanto sangue ele havia tirado? Uma dor aguda surgiu no seu pescoço quando a sua cabeça finalmente obedeceu, virando lentamente para o lado.
Ela gritou, incapaz de controlar a sua reação enquanto o seu pescoço queimava e latejava de dor.
Ela tentou virar o corpo. No entanto, a compulsão dele ainda devia ter controle sobre ela, porque o seu corpo se recusou a cooperar. Ela continuou presa na cama.
Ela estava desesperada para fugir e escapar. Mas, assim como antes, o seu próprio corpo a traiu. Amara sabia que o seu fim estava próximo.
Uma porta que ela não conseguia ver se abriu de repente, batendo em algo com força. Logo depois, ela viu o vampiro aparecer lentamente.
Os passos dele eram leves, e ele quase flutuou na direção dela com um olhar louco. Ela se encolheu por dentro para se afastar daquele olhar. Ela estava morrendo de medo do que mais ele havia planejado.
“Meu pet, meu pet, meu pet. Que garota boa você tem sido para mim.”
As mãos dele começaram a despir o seu corpo. O som do zíper da jaqueta se abrindo a deixou com muito enjoo. Ela sentiu a bile subindo na garganta enquanto continuava deitada.
“Garotas boas ganham recompensas, minha doce rainha.”
Ele a levantou como uma boneca e deslizou o casaco para fora dela antes de puxar a sua blusa pela cabeça. Ela ficou apenas com um sutiã de renda e uma saia. Naquele momento, ela desejava com todas as forças que a saia fosse seis camadas de calças leggings.
“Que sorte eu tive ao encontrar a companheira do rei. E tão perto da minha casa.”
Ele tirou as botas dela e depois a saia, deixando-a vestida apenas com a sua lingerie. Ele soltou um suspiro agudo. Seus olhos escureceram com um desejo que dava nojo nela.
“O que você quer dizer?” Ela mal conseguia acompanhar. Suas emoções giravam dentro dela até que ela teve medo de desmaiar.
“É verdade,” ele respondeu todo feliz, rasgando a calcinha dela e deixando-a nua na sua frente.
Amara não sabia muito bem o que ele queria dizer, e ela também não se importava. Ela precisava ir embora. Ela precisava fugir. Seus braços e pernas continuavam parados, e sua mente gritava para que funcionassem, se movessem e a ajudassem.
O vampiro se esticou até ela, tocando em seus quadris nus.
“Por favor, pare. Eu não quero isso.”
O vampiro segurou o queixo dela com muita força. Suas unhas afundaram na pele dela enquanto a forçava a olhar para ele.
“Se o rei não fosse um filho da puta tirano, talvez eu entregasse você a ele como um presente.” Ele estalou a língua para ela. “Mas, infelizmente, doce pet, você não precisa do seu companheiro. Você tem a mim e todas as coisas que eu posso te dar.
“E pensar que eu pretendia matar você antes. Não quero mais. Você foi feita para ser minha pela eternidade.”
Ele rasgou a frente do seu sutiã. O tecido caiu pelos seus braços até que ele o puxou de vez. Seus braços caíram sem força de volta na cama.
Amara puxou o ar em estado de choque quando o ar frio tocou os seus mamilos. Ela sabia que não havia como parar aquilo. Não havia como impedi-lo. Ele era claramente um vampiro louco e psicótico, e ele ia… Oh, Deus.
“Eu não posso ser sua pela eternidade. Eu sou humana.”
Foi a sua única defesa enquanto ele a deitava de volta na cama com cuidado. Ele tirou a roupa antes de se deitar por cima dela. O corpo nu dele estava sobre o dela, sufocando-a a ponto de ela desejar que aquilo a matasse.
Talvez, se ela morresse sufocada antes de ele… antes… então não seria tão ruim assim. Ela tinha vivido uma vida boa no geral. Mas isso? Ela não tinha certeza se conseguiria suportar o que estava prestes a acontecer.
Ela mal conseguia entender o que estava acontecendo. Parecia que tudo ao seu redor acontecia em alta velocidade enquanto o seu cérebro estava em câmera lenta. Ela estaria entrando em choque?
“Uma rainha é o que você é. Eu senti esse gosto dentro de você.”
Ele mordiscou a bochecha dela, furando a sua pele. Ele murmurou no fundo da garganta quando ela choramingou de dor. Em seguida, ele lambeu o machucado, tremendo em cima dela.
“Você está destinada a ser uma rainha vampira. Minha rainha. Nós vamos nos divertir muito juntos.”
Ela não podia se tornar uma vampira. Um humano precisava concordar com isso. Ela, com certeza, não queria. E mesmo assim, era algo muito difícil. Em mais da metade das vezes, o humano acabava morrendo durante a transformação.
Havia um bom motivo para isso ser tão raro, um motivo para existirem leis de controle sobre isso.
Ele abriu as coxas dela, e ela já sabia muito bem o que viria a seguir. Ela ficou olhando para o teto, completamente encurralada enquanto ele deslizava a mão pelo seu corpo.
Lágrimas escorreram pelo seu rosto. Ela finalmente havia percebido a sua situação enquanto soluçava de forma silenciosa.
“Tão seca,” ele murmurou antes de fazer um corte na coxa dela para usar o próprio sangue como lubrificante.
Uma dormência se espalhou por ela antes que a dor forte da sua pele sendo rasgada tomasse conta. Ninguém iria salvá-la, ninguém iria impedir aquilo. Ele ia pegar e pegar e—
“Por favor, pare,” ela chorou alto enquanto ele entrava nela de uma vez em um empurrão doloroso.
Ele rosnou em cima dela antes de começar a estocar no corpo dela com força. Ele não se importava nem um pouco com o dano que estava causando.
Amara fez o possível para ficar calada enquanto acontecia. Ela não queria dar a ele o prazer de ver o seu desespero, mas, no final das contas, acabou implorando para que ele parasse.
“Eu avisei que você iria me implorar,” ele disse com raiva antes de atacar a garganta dela, rasgando a sua pele mais uma vez.
Ela sentiu a sua vida escorrer pelo pescoço, mas não conseguia sentir mais nada. Ela continuou olhando para o nada enquanto era violentada de mente, corpo e alma.
O teto texturizado acima dela era bem antigo. O seu branco estava desbotado até ficar quase amarelo por causa do tempo.
Ela se recusou a desviar o olhar. Ela não conseguia. Ela também não conseguia ignorar os sons dos grunhidos dele, nem o barulho da pele dele batendo contra a sua pélvis enquanto ele se forçava com mais força dentro dela.
Amara mal percebeu quando ele finalmente terminou, com os seus dentes saindo do pescoço dela e fazendo um som molhado de sucção.
Ele abriu os lábios dela à força e empurrou o seu pulso sangrando contra a sua boca, dizendo para ela beber, exigindo isso.
Ela não teve escolha a não ser obedecer, mantendo os olhos presos no vazio acima dela.
O primeiro gosto do sangue com gosto de cobre dele serviu apenas para aumentar o seu nojo. O segundo gosto foi… diferente. Ainda era horrível. Ainda era repulsivo. Porém, alguma coisa aconteceu enquanto ela bebia.
Ela sentiu uma leve agitação em sua mente. Era uma espécie de ser maldoso, a enchendo com um toque suave em seus sentidos. Aquilo a mantinha tão presa quanto, ou até mais, do que o estuprador em cima dela.
A presença tocou a sua mente. Uma voz masculina e sombria a deixou hipnotizada enquanto mandava que ela olhasse para baixo. Tudo o que ela precisava fazer era olhar para baixo, deixando que aquilo visse o que estava acontecendo, ele sussurrou.
Em vez de obedecer, ela fechou os olhos. Ela tinha pavor de ver o que sabia que já tinha acontecido. Por dentro, ela gritava e chorava, implorando para que alguém a ajudasse, para que a salvasse.
Em vez de acalmá-la, a presença se tornou ainda mais assustadora, forçando-a a seguir as suas ordens. Aquilo queria ver através dos olhos de Amara, exigindo a sua obediência.
Como não conseguiu lutar contra aquilo — afinal, era muito mais forte do que o vampiro que ela tinha conhecido naquela noite —, os olhos de Amara se abriram.
Os seus olhos procuraram até que se fixaram no vampiro. Ele estava bem ocupado, chupando o sangue de um corte novo no seio dela.
Ela estava em um estado deplorável. Havia sangue por toda a sua pele nua, além de manchas roxas na parte interna das coxas por causa do abuso do vampiro.
Ela soltou o ar entre os dentes, com a dor do seu corpo finalmente a atingindo, antes que a criatura na sua mente simplesmente tirasse essa dor dela.
Foi como se aquilo passasse um bálsamo curativo em sua alma e em seu corpo machucados. Isso permitiu que ela descansasse por um instante. O choro preso dentro dela foi sumindo aos poucos enquanto ela se deixava envolver pelo abraço sombrio da entidade.
A entidade — não, o homem — na sua mente falou, usando a própria voz dela. Isso acabou pegando o agressor totalmente de surpresa.
“Sebastian,” ela disparou. A voz dela estava grossa e cheia de raiva.
O vampiro olhou para cima rapidamente, muito assustado. Ele a encarou enquanto o medo crescia de forma clara em seu rosto.
Ele se encolheu. Os seus olhos se encheram de pavor quando ele reparou bem nela. As mãos e o seu membro flácido estavam cobertos com o sangue dela.
“Não, não, não. Não pode ser… Como você está aqui?” Ele pulou rápido da cama, e o seu pau pequeno e sujo de sangue balançava enquanto ele tentava vestir as suas roupas de forma apressada.
Ela teve vontade de vomitar ao ver o sangue espalhado nele. Porém, uma parte mais sombria dela tinha vontade de arrancar aquele membro imundo do corpo dele para dar de comer a ele mesmo.
Ela percebeu o próprio corpo se sentando. No entanto, ela não estava no controle dos seus movimentos.
Ele estava usando o corpo dela, não muito diferente do que Sebastian havia feito. Mas, dessa vez, ela achou a invasão muito boa. Ela queria que o homem dentro de si desse um susto terrível no desgraçado à sua frente.
Por trás do seu medo, da sua tristeza e do seu completo desespero, havia uma barreira de fúria que ela nunca havia sentido antes. Essa fúria queria se soltar, para se juntar à raiva gelada que o seu novo protetor sentia.
“Não existe nenhum lugar para o qual você possa fugir que seja longe o suficiente,” ela rosnou, “nenhum lugar seguro o suficiente para o que eu planejo fazer com você. Se você acha que o seu último castigo foi ruim, isso não é nada perto do que espera por você.
“Sua tortura não terá fim. O seu sofrimento será a sua única companhia pelos próximos mil anos. Isso nunca vai acabar para você, e eu vou ter prazer em ouvir cada som quebrado que sair da sua boca.
“Eu vou usar um colar feito das suas tripas e vou arrancar cada pedaço de você, pouco a pouco, enquanto o tempo passa, até que restem apenas os seus olhos para testemunhar a minha ira.”
“Meu rei,” Sebastian se curvou. Seus braços e pernas tremiam muito enquanto ele se ajoelhava. “Eu não sabia que ela era sua.”
Amara se assustou. A mentira que saiu da boca de Sebastian não era nada perto de toda a confusão que ela estava sentindo. Por que um rei vampiro estava dentro da sua mente?
Isso não podia significar que ela era realmente—
Sebastian avançou com tudo. Ele agarrou a cabeça dela com as mãos e torceu de uma vez.
Amara se lembrou de forma fraca de um rugido profundo dentro da sua mente antes que tudo ficasse escuro.
















































