
O Quarteto de Inverno
Author
Chad Wannamaker
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20
A Abertura
TERRY
Here's the revised version of the text, adhering to Brazilian Portuguese (PTBR) standards:
— Ah, caramba... sim!
Donald fazia barulhos altos e se apressou para colocar seu membro dentro de Terry. Ele já estava chegando ao clímax. Um pouco entrou nela, mas muito caiu nas pernas e barriga dela.
Foi uma boa quantidade, ela pensou, olhando sem muito entusiasmo. Talvez um pouco mais que o normal.
— Ahhh, isso... nossa — Donald disse enquanto expelia as últimas gotas. Então, ao ver a bagunça que fez nela, seu sorriso feliz desapareceu. — Desculpa.
Terry olhou para ele, forçou um sorriso e tocou sua perna.
— Tudo bem, amor. O teste de ovulação deu positivo há uma hora, e temos o fim de semana todo pra continuar tentando.
Eles estavam tentando engravidar há meses, sem sucesso. Terry se esforçava para continuar gostando de sexo, mas ultimamente parecia apenas um meio de engravidar, como se só importasse o esperma encontrar o óvulo no momento certo.
— Achei que ia durar mais. Aí aconteceu de repente — disse Donald, ainda segurando seu membro flácido.
— Sério, tá tudo bem — ela disse, olhando pro teto. — Não se preocupe. Precisamos arrumar as malas mesmo. — Mas ela não fez menção de se levantar.
Donald deitou ao lado de Terry, também olhando pro teto.
Eles estavam casados há quatro anos, e namoraram por cinco antes disso. Embora ainda se amassem muito, a vida juntos estava entrando numa nova fase.
Queriam ter filhos. Pelo menos dois. E isso significava que logo parariam de ir a baladas, festas noturnas e viagens de última hora.
Donald também estava ficando um pouco fora de forma, de maneiras que ela tentava não notar. Ela olhou para seu rosto agora: o cabelo escuro e bonito, os olhos castanhos calorosos e a barba bem-feita que ela gostava de tocar.
Mas então olhou para sua barriga mole, e o membro flácido abaixo. Ele não estava gordo, com certeza, mas mal ia à academia ultimamente, e seu corpo mostrava isso.
Ela se repreendeu por pensar assim. Amava Donald. Ele era amigável, engraçado e muito gentil. Era seu par perfeito. Ela só estava pensando demais.
— Eu realmente preciso desse fim de semana fora — ela disse, se espreguiçando e se forçando a sentar. Sua intimidade se sentia vazia; aqueles poucos segundos de Donald dentro dela mal tinham ajudado.
— Faz muito tempo que não viajamos — ela continuou. — E vai ser bom passar um tempo com Kristal e Peter. Aqueles dois com certeza sabem se divertir.
— Claro — disse Donald. Ele não parecia convencido.
Terry se virou e olhou para ele com cara de insatisfeita.
— O que foi?
Donald deu de ombros.
— Nada. Só que Kristal é mais sua amiga do que minha, e eu mal conheço o Peter. Espero que não seja desconfortável dividir uma casa o fim de semana todo. Especialmente se a gente precisar transar toda noite pra continuar tentando engravidar.
Terry balançou a cabeça.
— Você se preocupa demais. Tenho certeza que vocês vão se dar bem. Se não der certo, vai ter bastante álcool pra facilitar as coisas. E sobre o sexo... posso ficar quietinha se você ficar. — Ela tentou piscar.
Donald riu, sem mencionar que ela quase nunca fazia barulho quando transavam.
— Dá pra acreditar que um desses vai ser nosso bebezinho? — Terry disse enquanto segurava um pouco de sêmen na mão.
Donald olhou e sorriu.
— Claramente não esse, né? — ele brincou.
— Vai ficar aí deitado ou vai me trazer uma toalha? — Terry disse e empurrou Donald de brincadeira até ele se levantar.
DONALD
— Oi, pessoal! — ela gritou enquanto corria para o lado do carro onde Terry estava. Donald tentou não reparar nos seios fartos dela quando ela se inclinou para abraçar Terry pela janela aberta.
Kristal tinha pele morena e macia, cabelos pretos e olhos verdes grandes, e seus seios eram difíceis de não notar. Mas Donald lembrou a si mesmo que sua esposa também era muito bonita. Na verdade, ela era boa demais para ele.
Ele sabia o quanto era sortudo por ter Terry. Com 1,65m, ela era apenas um pouquinho mais baixa que ele, o que era perfeito para ele colocar as mãos em seus quadris quando caminhavam juntos.
Donald adorava a pele morena clara de Terry e seu bumbum arredondado. Seu corpo era forte devido às aulas semanais de ginástica, e seus seios também eram ótimos. Donald nunca queria ser pego olhando para outra mulher, especialmente a melhor amiga de Terry.
— Estou tão empolgada! — disse Kristal enquanto eles saíam do carro. — Oi, Donald!
— Oi, Kristal! — Donald respondeu antes de começar a descarregar o carro. Peter já estava tirando os esquis do teto.
— E aí, Peter — Donald disse ao se aproximar dele, carregando duas malas.
Diferente de Donald, Peter era alto, com mais de 1,80m, musculoso, ombros largos e mãos grandes. Ele sempre parecia confiante.
Nas poucas vezes em que haviam se encontrado antes, Donald se sentira um pouco intimidado por ele, e sentia o mesmo agora.
— Gente, esperem até verem quanto álcool compramos! — Kristal disse com um sorriso de orelha a orelha. Ela correu até o carro dela e de Peter e abriu o porta-malas.
Dentro havia seis caixas de cerveja, duas caixas cheias de garrafas de vinho, vodka, tequila e uísque. — Vocês acham que isso é suficiente para quatro pessoas? — ela perguntou.
— Isso dá para um batalhão! — disse Terry enquanto Kristal tomava um gole da cerveja que já estava bebendo. — Por favor, me diz que você não estava bebendo isso no caminho para cá.
Kristal deu de ombros enquanto tomava outro gole. — Eu não estava dirigindo — ela disse piscando para a amiga.
Terry suspirou, e Donald percebeu que ela estava prestes a dar uma bronca. — Não importa se você não estava dirigindo. Se tivessem te parado...
— Vamos lá — Donald interrompeu, querendo evitar uma discussão entre as amigas logo no início do fim de semana. — Vamos ver a casa!
Ele não precisava fingir estar empolgado. Mesmo do lado de fora, dava para perceber que a casa era enorme. Ela estava construída na encosta da montanha, e ele sabia que o aluguel incluía os passes para o teleférico.
Todos entraram, soltando "uau" para tudo que viam. A sala de estar tinha um pé-direito altíssimo com uma lareira enorme. Havia também uma cozinha grande e moderna, com um forno de pizza de tijolos e uma cafeteira.
Havia ainda um grande deck saindo da sala de estar, com uma banheira de hidromassagem e uma área de estar com grandes aquecedores.
— Este lugar é incrível! — gritou Kristal, correndo de cômodo em cômodo. — Olha, uma banheira de hidromassagem!
Um momento depois, Peter subiu do porão. — Ei, pessoal, tem uma sauna lá embaixo!
— Tipo, uma sauna de verdade? — perguntou Kristal.
Peter assentiu. — Loucura, né? Este lugar é demais.
Depois que todos guardaram suas coisas em seus quartos, os dois casais começaram a relaxar e conversar em frente à lareira. O fogo estava baixo e quente, e a madeira de freixo branco dava um cheiro agradável à cabana.
Depois de algumas cervejas, Donald não pôde evitar olhar para Kristal algumas vezes. Ela era realmente bonita, de uma maneira diferente de Terry. Ela estava sentada de lado em uma poltrona com suas longas pernas penduradas, rindo enquanto conversavam. Donald achou fofo.
— Já são quase seis horas. Vou me arrumar para o jantar — Kristal disse depois de um tempo, interrompendo as risadas de todos com a história de Peter sobre a vez em que seu colega de time de basquete acidentalmente começou a jogar para o time errado.
— Mas... o jantar é só às sete e meia — disse Donald, confuso.
— Os meninos nunca vão entender o que é preciso para ficar tão bonita — disse Kristal enquanto posava brincando como se fosse para uma foto.
Donald aproveitou a oportunidade para olhar o corpo inteiro de Kristal, parada ali.
— Bem, eu também vou subir para me arrumar — Terry disse enquanto se levantava.
Donald demorou um momento para olhar para ela. — Tudo bem, querida — ele disse. Ops. Ela parecia chateada. Talvez ele não tivesse sido tão discreto quanto pensava ao olhar para Kristal.
Terry seguiu Kristal escada acima para se arrumar enquanto Donald e Peter ficaram sentados perto da lareira, bebendo suas cervejas em silêncio.
— Como está o trabalho, cara? — Donald perguntou depois de um minuto, tentando puxar conversa.
Peter hesitou. — Está... bem. Mantendo-me ocupado, sabe. E você?
— Ah... mais ou menos a mesma coisa — Donald disse olhando para sua garrafa de cerveja antes de tomar outro gole. Era difícil conversar com Peter.
— Na verdade... — Peter virou-se na cadeira para encarar Donald. — Eu perdi meu emprego há algumas semanas.
Donald sentiu seu queixo cair. — Puxa vida. Sinto muito, cara, isso é terrível. O que aconteceu? — Peter tinha sido gerente em uma grande empresa, com opções de ações, carro da empresa, tudo.
O maxilar de Peter se moveu algumas vezes. — É uma longa história. Estou pensando em processá-los por demissão injusta.
Então Peter tinha sido demitido, não apenas dispensado. Donald olhou esperançoso para as escadas caso as garotas já estivessem prontas e viessem salvá-lo dessa conversa.
— Me avise se houver algo que Terry ou eu possamos fazer para ajudar — ele disse cuidadosamente.
Peter balançou a cabeça. — Esqueça que eu disse algo. Este fim de semana é só para ser divertido e louco. Sei que Kristal vem falando disso há muito tempo. Ela precisa de uma folga, agora mais do que nunca.
— Terry também — disse Donald, pensando nos meses de testes de gravidez negativos.
— Você e Terry... — Peter parou, inclinando a cabeça. — Quão loucos vocês querem ficar neste fim de semana?
— Bem, eu definitivamente quero tomar mais algumas bebidas e experimentar aquela banheira de hidromassagem mais tarde — disse Donald, sem ter certeza do que Peter queria dizer.
— Claro, claro — disse Peter. — Mas tipo. Vamos todos ficar bebendo juntos por dias. E eu vi você olhando para Kristal mais cedo.
Donald ficou muito nervoso. — Opa, ei, eu...
— Tudo bem — Peter disse com uma risada. — Minha esposa é muito bonita. Eu sei disso. E Terry também é.
— Terry é a mulher mais bonita que já vi — disse Donald, sentindo que precisava defendê-la agora.
— Claro. — Peter sorriu preguiçosamente, tomando um gole de sua cerveja. — Nós dois temos esposas lindas. Então a questão é, o que vamos fazer com elas nos próximos dias?
Donald engoliu em seco. Havia um olhar estranho nos olhos de Peter. — Esquiar? — ele sugeriu fracamente.
Peter olhou para o rosto de Donald, então recostou-se em sua cadeira, deixando a intensidade desaparecer. — Claro. Esquiar. Vai ser incrível, cara. Então, os Bucs estão bem este ano, hein? — ele disse, tomando outro gole de sua cerveja.
Donald sentiu-se aliviado. Futebol americano era o único assunto seguro sobre o qual ele e Peter podiam conversar.
— Com certeza. Aquele time é realmente bom, e Brady está jogando como se tivesse vinte e cinco anos também. É meio louco que ele ainda esteja jogando aos quarenta e três — disse Donald enquanto bebia sua própria cerveja. Eles continuaram conversando, ignorando quaisquer questões maiores enquanto escurecia lá fora.









































