
Do Universo da Profecia: Um One-Shot Erótico
Author
Daphne Anders
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Chapters
2
Capítulo 1.
ANNA
Ah, como adoro a primavera! As flores que desabrocham nos campos e colinas são um verdadeiro encanto. E o efeito que a primavera tem em mim é algo realmente especial.
Deixa-me com um fogo intenso.
Para nós, lobisomens, a primavera é temporada de acasalamento. Isso acontece mesmo quando já temos parceiros, ainda mais quando são dois Alfas poderosos como Ares e Apolo.
Estamos no início de abril. Choveu bastante nesta estação, mas esta semana deu uma trégua.
Ares e Apolo estavam ansiosos para fazer nosso primeiro piquenique da primavera esta semana. Fiquei empolgada com a ideia. Sempre adorei piqueniques e aquele amasso gostoso que rola depois, que da última vez resultou na nossa pequena Ártemis.
Mesmo agora, a gente acasala como coelhos - ou no nosso caso, lobisomens - na primavera.
Já faz seis meses que tive a Ártemis, e me surpreende não estar grávida novamente.
Mas estou curtindo ter a barriga lisa e me sentir normal. Embora, no fundo, eu saiba que há grandes chances de engravidar de novo depois desse piquenique.
— Apolo, Ares, vocês estão prontos? — gritei.
Dei uma última olhada no espelho, ajeitando meus cachos loiros compridos e passando um batom rosado. Estava de calça jeans e um suéter leve. Um vestido teria sido mais fácil de tirar, mas eu queria que eles suassem um pouco. Fazê-los esperar é parte da diversão.
Respirei fundo, virei-me e saí do banheiro.
— Estou pronta! — falei animada, na esperança de que Ares ou Apolo elogiassem minha aparência.
— Você está deslumbrante! — disse Apolo, com seus cachos castanhos caindo sobre o rosto, emoldurando seus olhos azuis. Ele era um gato, com aquele rosto forte, olhar gentil e corpo sarado.
Ares sorriu, seus olhos verdes me devorando. Ele empurrou o cabelo preto para trás com uma mão.
— Você está linda, como sempre. Mas prefiro você com menos roupa — disse ele, piscando para mim.
Revirei os olhos e fui até o armário pegar uma jaqueta leve.
Apesar de ser abril e não estar tão quente, o sol brilhava forte. E nós, lobos, não sentimos frio como os humanos.
— Cadê a cesta de piquenique? — perguntei, olhando para Ares com cara de poucos amigos. Era tarefa dele garantir que estivesse pronta.
Ares abriu um sorriso. — Relaxa, querida. Está tudo arrumadinho lá embaixo na sala da frente.
— Bom menino — provoquei, esperando fazer o coração dele disparar. Eu adorava deixá-lo todo aceso. Nossas provocações faziam parte da brincadeira.
Ares piscou para mim de novo antes de se aproximar. Suas mãos tocaram minhas costas e espinha. Seu toque era suave, mas firme.
Fechei os olhos, curtindo a carícia.
Pigarreei, percebendo que estávamos ficando muito animados antes mesmo de chegar ao piquenique.
— Vamos nessa, rapazes — pisquei para Ares e Apolo antes de sair do quarto, descer o corredor e as escadas em espiral.
Eles me seguiram como filhotes empolgados, querendo carinho e atenção.
Meus parceiros. Meu coração se encheu ao pensar em como nosso relacionamento era profundo e como tinha crescido com o tempo e depois de termos nossa bebê.
Eu não poderia ter pedido dois homens melhores para dividir minha vida. Eles eram pais, maridos e parceiros incríveis.
A conexão deles me dava uma confiança nova.
Ares pegou a cesta de piquenique, seus músculos se movendo sob o suéter. Tive que me esforçar para desviar o olhar, fingindo não estar hipnotizada por como ele era atraente.
Mas minha cabeça já estava no amasso e em curtir o tempo com meus dois parceiros. Então é claro, continuei admirando o corpo sarado de Apolo.
— Hum — Ares pigarreou, notando meu olhar fixo.
Eles ainda podiam ficar com ciuminhos às vezes.
Desviei o olhar dos dois homens e me concentrei à frente. Eu tinha que pelo menos fingir esperar até chegarmos ao piquenique, não é?
A caminhada foi difícil, principalmente porque o ar fresco não tornava seus cheiros fortes menos perceptíveis. Seus aromas especiais de acasalamento me atraíam. O cheiro de madeira fresca e pinho estava no ar, e me peguei apertando as pernas para combater o forte desejo que sentia.
Apolo perguntou: — Você está bem? — Ele parecia preocupado, mas eu podia sentir seu desejo emanando dele.
Agora estávamos subindo uma colina, atravessando os campos verdejantes até nosso cantinho de piquenique.
Fiz que sim com a cabeça, sem conseguir falar direito. Se eu tentasse falar, temia que minhas palavras saíssem emboladas, muito baixas ou muito altas. Eu não conseguia controlar meus sentimentos ou a excitação crescendo em mim só de eles estarem perto.
Apolo perguntou de novo: — Você está bem, querida? — Sua pergunta me deixou toda arrepiada.
Sua voz grave me fez ronronar. Tentei olhar feio para ele, mas não me sentia brava, só com um tesão danado.
Finalmente, chegamos ao nosso cantinho de piquenique, uma colininha cercada por grama verde e flores novinhas da primavera - lírios e florzinhas roxas do mato.
A vista era de tirar o fôlego - ampla, aberta e linda. Era meu lugar favorito em todo o nosso reino.
Apolo estendeu a toalha xadrez azul, achatando a grama embaixo enquanto Ares colocava a cesta de piquenique do lado.
Ares sentou, se apoiando no cotovelo e brincando com uma florzinha roxa do mato.
Apolo olhou para mim, seus olhos azuis gentis ficando mais suaves enquanto me dava um sorriso caloroso.
Os dois deram tapinhas no espaço vazio ao lado deles, me convidando para sentar entre eles.
Um sorriso suave se espalhou pelo rosto de Apolo, chegando aos olhos. — Vem, relaxa.
— Senta aí — disse Ares do jeito mandão de sempre. Ares sempre gostava de dar ordens.
Sentei entre meus dois parceiros, sentindo o calor dos corpos deles e ficando mais acesa ainda.














































