
A Companheira dos Wild Kats
Autor
Arri Stone
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Capítulos
35
Capítulo 1
KAT
Meu alarme toca e me acorda. Solto um gemido alto, a dor chata no meu estômago é um aviso claro de que minha menstruação está chegando. Que timing horrível! Eu esperava que ainda demorasse pelo menos mais uns dois dias, já que hoje é meu primeiro dia no emprego novo.
Dizem que poucas pessoas conseguem trabalhar nesse lugar, e eu tenho muita sorte de ter conseguido a vaga para ajudar nas pesquisas. Depois de terminar minha graduação em ciências e biologia, consegui uma posição na maior empresa de pesquisa científica do país, uma empresa que é extremamente difícil de entrar.
Fiz vinte e um anos na semana passada. Sou a pessoa mais jovem a conseguir essa oportunidade, pelo que eu saiba, e também é raro mulheres estarem na minha área.
Além disso, me pediram para chegar às 10 da manhã. Achei um horário bem tarde para começar, mas o dono da empresa insistiu que isso era normal para a instalação. Só posso dizer que estou feliz demais para colocar em palavras.
Faço os quarenta e cinco minutos de viagem no meu carrinho — meia hora para sair da cidade e mais quinze minutos por uma estrada secundária até o centro de pesquisa.
Não tenho a menor ideia do que vou fazer quando chegar lá. Só me disseram que tinha algo a ver com encontrar uma cura. Uma cura para quê? Não sei, só que tem algo a ver com animais e trabalhar com diferentes cepas juntas. Acho que vou descobrir mais em breve.
Só tem alguns carros estacionados na frente quando chego, o que é estranho para o tamanho do centro de pesquisa. É um prédio enorme de vidro com uma floresta linda e bem cuidada atrás. Isso me faz sentir melhor por estar aqui, já que é bem afastado e isolado. Mas é o que se espera de um centro de pesquisa.
Estaciono meu carro e desço, pegando minha bolsa com todos os meus produtos extras para a menstruação.
Caminho até a recepção, onde tem um cara jovem e bonitinho com cabelo azul bem vivo.
“Oi, estou começando a trabalhar aqui hoje. Kat Ellington.”
Sem levantar a cabeça para me olhar, ele aponta para um conjunto de poltronas brancas. “Por favor, espere ali.”
Ah, ótimo… Brancas…
Agora estou me sentindo muito desconfortável.
Enquanto fico sentada esperando, dois caras de jaleco branco passam. Não consigo evitar de olhar para eles. Eles têm os olhos mais incríveis que já vi na vida — azul e verde bem vivos. Eles ficam me encarando de volta. Uma voz ao meu lado quebra o encanto.
“Você precisa desculpá-los. Eles não estão acostumados a ver mulheres aqui.” O cara do cabelo azul está do meu lado; eu nem percebi quando ele saiu da recepção.
“Ah, sério? Então não tem muitas mulheres trabalhando aqui?”
“Você deve ter impressionado muito o chefe para estar trabalhando aqui,” ele diz, sem responder minha pergunta.
Jason é o chefe da empresa e me contratou depois que vários estudantes mais velhos e mais qualificados se candidataram à mesma vaga. Sinceramente, achei que não ia conseguir o emprego.
“Obrigada, eu acho.”
“Bom, ele já desce daqui a pouco.”
“Tá bom, obrigada,” murmuro enquanto olho ao redor procurando os dois caras de jaleco de antes. Sumiram.
Quando me viro para dizer algo ao recepcionista, ele já está de volta à mesa. Estranho. Ele deve ter se movido tão rápido e silenciosamente que eu não percebi quando saiu. Quer dizer, ele estava bem ali um segundo atrás. Deixo pra lá e fico sentada, esperando.
“Bom dia, Kat.” Jason finalmente aparece e estende a mão.
“Ah, bom dia, senhor.” Cumprimento-o com um sorriso caloroso e aperto sua mão.
“Por favor, me siga.” Sem perder tempo, ele se vira e começa a andar.
Tenho que me apressar para acompanhá-lo enquanto passamos por alguns laboratórios separados por divisórias. Consigo ver os trabalhadores atrás do vidro. Não percebo eles se movendo, mas sinto os olhos deles me acompanhando enquanto passo. Estranho demais.
E como se estivesse lendo meus pensamentos, Jason para. “Não se preocupe com eles. Eles não mordem… muito.”
Ele me leva até outra sala, onde há vários trabalhadores de jaleco branco, e me guia até a estação de trabalho. “Certo, é aqui que você vai trabalhar. Vou designar Ryan e Bambi para te ajudar no começo.”
Dois caras agora estão bem atrás de mim — dois caras muito gatos. Sinto o calor subindo pelo meu corpo enquanto eles ficam tão perto de mim. Minha cabeça está a mil.
Puta que pariu… como seria ficar espremida entre os dois? Minhas bochechas queimam.
“Desculpa, mas por que te chamam de Bambi?”
“Porque quando ele começou aqui, ele era meio desengonçado, e quando você vê ele correndo, bom, ele corre igualzinho ao Bambi,” o tal de Ryan sussurra, a voz rouca dele mandando arrepios de prazer pelo meu corpo.
Meu Deus!
“Não, eu não corro assim.” Os lindos olhos azuis de Bambi ficam indignados.
“Ele ainda fica puto quando a gente chama ele de Bambi.” A voz de Ryan é bem mais grave, e os olhos âmbar dele, tão atraentes, me puxam para dentro.
Tenho dificuldade em sustentar o olhar dele sem sentir que ele está prestes a avançar em mim ou algo assim.
“Ele também é o mais novo da nossa equipe.” A voz de Jason me traz de volta à realidade rapidamente. “Aquele ali é o Ruffalo. Tente ficar longe dele.”
Tá, então Ruffalo me lança um olhar estranho, e depois eu tenho certeza de que ele rosna ou algo do tipo. Um aviso? O que está acontecendo?
“E aqueles são James, Dallas e Brandon.”
Os três resmungam para mim ao mesmo tempo, e os olhos deles ficam grudados em mim. Fico muito constrangida.
“Vou deixar você nas mãos do Ryan. Ele vai te mostrar o que você vai fazer.” Com isso, Jason vai embora.
Quando Jason menciona que vai me deixar nas mãos de Ryan, tenho certeza de que os olhos de Ryan brilham, mudando de cor, e o nariz dele treme.
Talvez eu esteja só imaginando coisas, já que estou super sensível com todos esses caras ao meu redor.
A intensidade do olhar deles manda uma onda de excitação pelo meu corpo, uma sensação emocionante de algo selvagem e indomável acontecendo. O calor se espalha por mim, minhas bochechas ficam vermelhas enquanto fantasias inimagináveis dançam na minha cabeça.
Caramba, queria que eles parassem de me encarar. Tenho medo de que consigam adivinhar o que estou pensando.
“Aqui, deixa eu pegar isso pra você.” Ryan se inclina, pega minha bolsa e coloca embaixo da mesa. Quando ele se levanta, tenho certeza de que ele me cheira.
“E-então você é quem vai me mostrar o que fazer?” Gaguejo e fico toda atrapalhada.
Ryan olha pra mim e passa a língua nos lábios enquanto uma espécie de gemido sai da boca dele.
“Consigo sentir o cheiro dela daqui.” Uma voz do outro lado da sala me faz corar, e fico me perguntando se estou cheirando mal.
O tal de Dallas faz um barulho engraçado, tipo um rosnado.
Ruffalo, de quem me avisaram para ficar longe, resmunga. “Porra de animais.”
“Desculpa por eles. Faz um tempo que eles não ficam perto de uma fêmea entrando no cio.” Bambi soa tão doce e inocente quando fala, mas — o quê?
“Desculpa, o que você disse?”
“Cala a boca,” uma voz do fundo da sala manda Bambi calar. Isso está ficando cada vez mais estranho.
Ryan traz minha atenção de volta à mesa. “Bom, acho melhor eu te mostrar o que você vai fazer aqui.”
“P-posso ir ao banheiro primeiro, por favor?” Sinto que vou desmaiar de tanto calor.
“Vem, eu te mostro onde fica,” Bambi oferece.
Agradeço e pego minha bolsa. Um coro de rosnados vem deles, mas quando olho, estão todos ocupados trabalhando. Com uma expressão confusa, sigo o cara que chamam de Bambi até o banheiro. É unissex, provavelmente porque não tem muitas mulheres aqui, como eu descobri.
Agradeço enquanto ele se afasta, entro para usar o banheiro e me trocar, lavando as mãos depois.
Quando estou terminando, a porta do banheiro se abre e entra um dos caras que eu vi na recepção quando cheguei. Devo ter esquecido de trancar a porta. Mas ele não sai.
“Olá,” digo, sendo educada. Por que ele está no banheiro comigo?
Ele faz um som baixo, tipo um ronronar animal, e depois diz algo estranho: “Mm, agora entendo. Você tem um cheiro bom.”
“Ah, é? Hm, obrigada, eu acho.” Pegando minha bolsa, me viro para sair do banheiro quando a porta se abre na minha cara, batendo no meu rosto.
“Ai!” digo, surpresa.
É Dallas. “Me desculpa,” ele pede. “Você tem um cortezinho na bochecha. Deixa eu limpar pra você.”
Ele pega minha mão e me leva de volta à pia, onde pega uma toalha de papel, molha na torneira e passa delicadamente no meu rosto.
Os olhos dele estão tão perto dos meus que vejo algo estranho neles, mas ele logo desvia o olhar para baixo. Quando termina — o movimento é tão rápido — mas tenho certeza de que ele acabou de lamber meu rosto.
“Você… você acabou de me lamber?”
Ele se aproxima mais. “Prefere que eu te morda?” Um brilho âmbar cruza os olhos dele.
Que diabos foi isso?
Bambi entra, e ficamos todos se encarando. O silêncio que segue é carregado de constrangimento.
“Puta merda, Dallas.” Bambi parece e soa irritado com ele. “Vem, vou te levar de volta pra sua estação de trabalho.”
Ele me conduz para fora do banheiro, pedindo desculpas pelo comportamento de Dallas. Mal consigo ouvir. O ar enche meus pulmões quando volto ao laboratório. Percebo que estava prendendo a respiração lá dentro.
Esse primeiro dia está sendo bizarro, e eu nem comecei a trabalhar ainda.
Ryan fica bem atrás de mim e começa a explicar o que devo fazer. Não consigo me concentrar. A respiração dele é quente no meu pescoço, como se os lábios dele estivessem quase tocando minha pele. Arrepios tomam conta do meu corpo inteiro, especialmente quando as mãos dele guiam as minhas.
É como se eu estivesse entrando em algum tipo de êxtase orgástico. Não consigo prestar atenção no que ele está me mostrando, meus olhos ficam pesados e minha respiração fica mais ofegante.
É quase como se eu fosse o experimento aqui. Não consigo me controlar. As mãos de Ryan estão acariciando as minhas, e os lábios dele estão no meu pescoço, beijando.
“Ai, meu Deus, acho que vou gozar,” eu suspiro.
Eu disse isso em voz alta?
O barulho de vidro quebrando no chão me traz de volta à realidade, e olho ao redor, vendo todo mundo de cabeça baixa, trabalhando.
Ryan está de pé ao meu lado, e ele sorri, depois continua explicando meu trabalho. Quando termina, ele me deixa por minha conta, e eu sento, começando a trabalhar.
O que está acontecendo? Eu acabei de imaginar tudo aquilo?











































