
Histórias da Matilha: Greystone Ridge - Travessia
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O Encontro
Livro 5: Cross Over
Natalia
Um sentimento de inquietação preencheu o ar, como se algo sinistro tivesse se infiltrado entre nós. Alice, a quem estivemos protegendo todos esses anos, agora havia colocado as engrenagens do futuro em movimento.
A linhagem Conri estava prestes a ser revelada, e eu tinha uma missão a cumprir.
A Anciã Lexa colocou a mão no meu ombro, com a voz firme, porém gentil.
“Não podemos deixar ninguém saber que ainda estamos vivos, não ainda. Você entende o que precisa fazer?”
“Sim. Tenho algumas semanas antes que ela comece na universidade. Os humanos vão acreditar que estive lá o tempo todo, já que a mente deles é tão fácil de manipular.”
Não é sempre que tenho a chance de controlar humanos; isso é contra as nossas leis. Devemos permanecer escondidos entre os humanos e os lobisomens.
Mas logo nosso disfarce seria descoberto, e tudo por causa de Akasha.
A Anciã Lexa olhou para mim com preocupação nos olhos, mas eu a tranquilizei dizendo que estava pronta. Eu havia me preparado para este momento desde que Akasha desapareceu e soubemos que a guerra era iminente.
Desta vez, não queríamos lutar contra os lobisomens, mas ao lado deles.
Fui escolhida para essa tarefa porque sou mulher, já que um homem teria perturbado o vínculo entre Sebastian e Alice.
Lobisomens podem ser incrivelmente possessivos, e a última coisa que eu queria era que Sebastian se sentisse ameaçado por um vampiro macho trabalhando perto da sua companheira.
Fui até a universidade, tirando um momento para me inserir no sistema. Escolhi as aulas que queria e me certifiquei de que estaria perto de Alice quando ela chegasse.
Com tudo pronto, fui para o meu quarto. Meu coração bateu forte no peito quando um cheiro desconhecido invadiu minhas narinas, causando um arrepio na minha espinha.
Mesmo que os vampiros não sintam as mesmas conexões primitivas que os lobisomens, nós ainda ansiamos por sexo. Humanos são fáceis de controlar; eles nos esquecem depois.
Mas esse cheiro desconhecido estava provocando meus sentidos, tornando difícil me concentrar em qualquer outra coisa.
Fechei a porta e segui o cheiro. Era como uma droga, me puxando na sua direção. Meu corpo vibrou com uma energia estranha, e me perguntei se havia outro vampiro por ali.
Descartei o pensamento ao passar por alguns lobisomens; eles não tinham ideia de quem eu era. Eles me lançaram olhares estranhos, mas apenas porque não conseguiam sentir o meu cheiro.
O perfume que eu usava mascarava a minha falta de cheiro natural, mantendo a minha identidade em segredo.
Parei do lado de fora de uma porta e percebi que tinha ido parar no dormitório masculino. Meu coração bateu mais forte, e a sensação elétrica entre as minhas pernas acompanhava o seu ritmo.
Ao morder o lábio para conter um gemido, pude sentir minhas presas perfurando a minha pele.
Todos os instintos me diziam que eu não deveria fazer aquilo. Eu deveria permanecer escondida, passar despercebida.
Mas ali estava eu, atraída por um cheiro ao qual não conseguia resistir.
Minha audição de vampira captou grunhidos, e eu lambi os lábios. Quem quer que estivesse atrás da porta estava se masturbando.
Meu corpo ansiava por mais e, contra o meu bom senso, girei a maçaneta da porta.
Lá dentro havia um típico quarto de garoto. Apenas um garoto sozinho, o que significava que eu poderia apagar a sua memória de mim invadindo o seu momento íntimo.
Ergui uma sobrancelha ao entrar na ponta dos pés e fechar a porta. O que diabos eu estava fazendo?
O barulho cessou, e eu me perguntei se ele tinha me escutado.
Movendo-me em silêncio, atravessei o quarto até chegar à porta do banheiro dele, que estava aberta.
Lá estava um garoto, dando prazer a si mesmo com uma expressão de intenso prazer no rosto.
Com os olhos fechados, a mão livre descansava na parede para se apoiar. Os grunhidos que escapavam dos seus lábios foram o suficiente para me deixar alucinada.
Seu cheiro inebriante preenchia o ar. Minhas presas latejavam com uma fome que eu mal conseguia controlar, me empurrando à beira do desespero.
Eu queria cravar os meus dentes no seu pescoço, mas também desejava a sensação do seu pau bem fundo dentro de mim.
Enquanto ele continuava a se masturbar, meus mamilos enrijeceram, enviando arrepios por todo o meu corpo.
Um cheiro distinto pairava no ar, revelando sua verdadeira natureza como lobisomem.
Fiquei ao mesmo tempo intrigada e confusa com isso, já que ele parecia controlar os meus desejos.
Passei a língua sobre as minhas presas afiadas, soltando um gemido baixo. Naquele momento, nossos olhos se encontraram e todo o resto desapareceu.
O aperto ao redor da sua ereção ficou um pouco mais forte, e seu peito subiu enquanto ele respirava fundo.
Seu cheiro selvagem me inebriou, com minha excitação atingindo o ápice, e eu sabia que ele conseguia me cheirar.
Um sorriso malicioso se formou nos seus lábios, e ele retomou os movimentos rítmicos. Eu não conseguia desviar o olhar, cativada por sua presença imponente.
Nossos olhos permaneceram travados enquanto a respiração dele acelerava, com a mão se movendo mais rápido.
Quando sua boca se abriu, ele soltou um gemido, e eu apertei as pernas uma contra a outra.
Merda. Eu tinha que esconder quem eu era, mas ele tornava isso quase impossível.
Minhas presas se alongaram na boca e eu a mantive fechada para que ele não as visse.
Então ele gozou para mim. Seu olhar nunca deixou o meu enquanto ele jorrava porra por toda a parede à sua frente.
Puta merda!
Eu precisava sair de lá antes que perdesse o controle do meu tesão por ele. Tinha que entender o que acabara de acontecer entre nós, e o porquê. O silêncio entre nós tornou o encontro ainda mais erótico.
Com um último olhar para o seu corpo, me virei e saí do seu quarto.
A necessidade de liberar a energia acumulada pulsou em mim, e meu corpo irradiava calor. Quando cheguei ao meu quarto, tirei a roupa e fiquei sob um chuveiro frio.
Isso não ajudou muito. Deitei na cama e me dei prazer, buscando o alívio de que eu precisava. Fechei os olhos e repeti a cena na minha mente.
Após vivenciar dois orgasmos intensos, uma sensação de calma me invadiu.
No entanto, a ideia de vê-lo novamente e repetir a experiência me encheu de apreensão.
Como diabos um lobisomem me afetava daquele jeito?
Eu vinha vivendo entre os humanos e tive algumas interações com lobisomens, mas eles estavam alheios à minha presença.
Agora, por causa dele, eu precisava descobrir quem ele era.
***
Uma semana se passou, e o evitei sempre que sentia a sua presença por perto.
Rafel Ashdown, um jovem lobisomem da Matilha da Lua Azul.
Eu tinha um trabalho a fazer ali, e não estava disposta a estragar tudo por causa de um lobisomem esquentadinho.
As garotas caíam aos seus pés. Ele era um encantador, isso estava claro.
Na segunda semana da minha estadia, eu não conseguia mais evitá-lo.
Eu vinha cabulando as aulas em que ele estava. Hoje, engoli o meu orgulho e entrei na sua sala de aula.
Por que eu estava envergonhada? Ele era quem estava se masturbando para mim.
Droga!
A professora parecia completamente alheia ao fato de que eu não tinha assistido à sua aula antes. Sentei-me em uma carteira, com o coração mais leve ao perceber que ele não estava presente.
Ele estaria matando aula? As aulas eram monótonas, mas ajudavam a passar o tempo enquanto eu esperava pelo verdadeiro motivo de estar ali. Minhas esperanças de evitá-lo foram destruídas como uma casa no caminho de um tornado.
Seu cabelo era de um loiro-areia, cacheado e longo o suficiente para eu passar os dedos e puxar enquanto... Droga. Minhas bochechas queimaram quando ele entrou com uma postura confiante e ocupou a carteira vazia ao meu lado, deixando a garota com quem tinha chegado procurar outro lugar.
Meus olhos permaneceram grudados na professora na frente da sala. Não olhe para ele. Mas seu cheiro... Ah, droga. Apertei a borda da carteira e respirei fundo.
Apenas respire, Nat. Ele é um lobisomem. Você não pode dormir com ele.
“Você está bem?” A voz dele me lançou em um turbilhão de confusão.
Só consegui assentir. O que estava acontecendo comigo?
Ele se inclinou para mais perto, e pude sentir o calor irradiando do seu corpo.
“Se quiser outro show particular, é só me avisar.” Seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso.
Fiz um grande esforço para evitar o seu olhar, mas estava perfeitamente ciente da sua presença na minha visão periférica. Seus lábios eram tão cheios e tentadores que não pude deixar de fantasiar sobre como eles se sentiriam contra os meus. Senti minhas presas se alongarem e tentei manter a boca fechada.
“Você gosta de andar escondida pelo dormitório masculino, vendo os caras darem prazer a si mesmos?” ele sussurrou. “Ou sou só eu?”
Só você, pensei. Mas eu não iria confessar a ele que ele era o motivo de eu estar ali. Que o seu cheiro era inebriante, e que eu o queria.
A professora continuava a falar sem parar, mas eu não conseguia me concentrar nas suas palavras. Raff consumia todos os meus pensamentos. Virei a cabeça devagar, uma decisão da qual me arrependi instantaneamente.
Seus olhos dourados, na sua cor atual, me perfuraram como se pudessem ver cada pensamento meu. Ele respirou fundo, seu sorriso malicioso se alargou, e eu engoli em seco.
Quanto mais tempo nossos olhos permaneciam fixos um no outro, mais o calor se intensificava entre as minhas coxas. Lambi os lábios, e o olhar dele caiu sobre eles. Ele tinha me deixado totalmente excitada, e nem sequer tinha me tocado.
Isso não estava certo. Devia haver algo de errado comigo.
“Venha para o meu quarto depois desta aula”, ele disse, me dando uma rápida olhada antes de se voltar para a frente.
Ir para o quarto dele depois disso? De jeito nenhum. Se eu fosse, ele estaria arrumando problema. Eu não tinha certeza se conseguiria me controlar perto dele.
Eu ainda estava olhando fixamente para ele quando ele lançou um olhar na minha direção.
“Porque se não for”, ele declarou, com um largo sorriso se espalhando pelo rosto, “eu vou atrás de você!”











































