
Leighton
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Capítulo 1
O restaurante estava cheio. Por quê? eu me perguntei. Eu escolhi o meio-dia exatamente para evitar grandes multidões. Eu precisava que estivesse calmo, e era isso que eu esperava.
Na verdade, o restaurante estava mais cheio do que eu imaginava.
Depois de tirar o celular do bolso, eu olhei a hora. Eu estava pronto para encontrar Angel e esperava ela chegar.
Ela parecia ser uma garota legal e muito doce, e a foto anexada ao formulário dela chamou a minha atenção.
Eu não era um homem que ligava muito para a aparência, mas ela tinha incríveis olhos azul-bebê e um cabelo loiro-baunilha bem suave. Eu conseguia imaginá-la usando roupas em tons pastéis.
Eu conseguia me ver olhando para baixo para o seu um metro e cinquenta e sete de altura. Ela irradiava inocência. Quando conversamos por telefone, ela me cumprimentou e me deu a impressão de ser uma pessoa bem tímida.
Eu era igual ao meu pai e herdei todas as características dele, o que significava que eu era alto em comparação a ela.
Eu sempre me interessei por garotas mais baixas e não me sentiria bem se ela fosse mais alta do que eu e eu tivesse que olhar para cima. Isso seria muito estranho na minha opinião.
O que eu sabia pelo formulário é que ela tinha dezoito anos. Sete anos mais nova do que eu, pensei comigo mesmo enquanto folheava as páginas antes de olhar para a foto dela por um breve momento.
No momento em que falei com ela no telefone, eu soube que precisava encontrá-la. Eu me sentia incompleto. Eu tinha uma grande vontade de ver se ela era a garota que eu colocaria debaixo da minha asa.
Eu já tive uma sugar baby antes. Não durou muito tempo, e eu diria que levou cerca de dois meses até eu mandá-la embora.
Ela não seguiu o nosso acordo — eu a encontrei com outro homem, sendo que eu tinha dito que não queria a minha sugar baby saindo com outro daddy.
No fim, descobri que ela tinha três ao mesmo tempo, e eu cancelei o acordo.
Todos os dias, eu acordava e cuidava dos meus negócios como sempre antes de ir trabalhar com Kai e o meu pai. Em seguida, eu voltava para casa e ficava sem fazer nada até ficar entediado.
Você me encontraria na boate do Kai, me divertindo com as submissas lá tarde da noite. É verdade que eu quis ter uma submissa em um momento, mas eu não estava interessado nos problemas que vinham com isso.
Eu queria dar à minha garota tudo o que ela desejasse. Eu tinha dinheiro para pagar por isso. O dinheiro entrava na minha conta bancária como uma torneira enchendo uma banheira. Não parava, e eu tinha milhares caindo e se acumulando lá.
O que eu deveria fazer com isso? Deixar lá parado? Eu decidi que não, pois queria fazer uma garota muito especial feliz.
Eu me lembrei de ter entrado em um bar algumas semanas antes de publicar o anúncio.
***
Quando eu estava indo ao banheiro, pude ouvi-la conversando com uma jovem de cabelos castanhos atrás do balcão.
Eu sabia que as duas trabalhavam lá por causa dos uniformes pretos e vermelhos delas. Ela estava dizendo à amiga que precisava do dinheiro para ter uma vida de luxo. Eu a observei enquanto ela corria pelo bar e limpava o suor da testa.
Aquela noite estava lotada de famílias jantando fora. Coitada, pensei enquanto colocava o meu copo nos lábios, saboreando a bebida enquanto apoiava os braços na mesa.
Com um sorriso de canto, eu me diverti vendo a luta dela para pagar as contas.
Ray sentou na minha frente, provando vários tipos de queijo. Eu não era o tipo de homem que conseguia sentar ali e comer uma tábua de queijos, então fiquei sentado aproveitando o meu uísque.
Ray tomou um gole do seu vinho e olhou para mim com os lábios apertados. Eu dei de ombros e olhei para ele por um segundo antes de ver a garota de cabelos loiros cair com uma bandeja cheia de bebidas.
Eu me senti mal por ela e observei enquanto a mandavam para casa naquela noite. Naquele momento, eu soube o que ia fazer, e quando ela foi embora, eu me aproximei e entreguei os meus dados para a amiga dela.
“Para que serve isso?” ela me perguntou, parecendo confusa.
Eu olhei por cima do ombro para Ray. Ele estava sorrindo de forma maliciosa para mim antes de se entupir com mais queijo mofado. Não é algo que eu comeria, pensei enquanto me virava de novo para a amiga de cabelos castanhos dela.
“Eu não consegui evitar ouvir a conversa de vocês mais cedo. Ela quer ganhar dinheiro. Diga a ela para me procurar que eu posso dar um jeito nisso.”
“Com o quê? Virando prostituta?” Ela ergueu as sobrancelhas, cruzando os braços.
Ela estava tentando não mostrar interesse na conversa, mas eu conseguia ver a animação nos olhos dela. Ela estava radiante por sua amiga receber a ajuda de que tanto precisava.
“Eu tenho cara de ser o tipo de homem que faz isso com as mulheres?”
“Eu não sei.”
“Não. Eu quero que ela se torne isso.” Eu virei o cartão na mão dela, e a boca dela se abriu em choque ao ler as palavras “Procura-se Sugar Baby”. Ficou óbvio que ela estava sem palavras.
Piscando, eu me virei e saí do bar. Eu sabia que ela me viu indo embora. Eu precisava esperar para ver se a mulher exausta em quem eu estava de olho entraria em contato comigo.
Ray saiu do bar segurando a taça de vinho. Eu balancei a cabeça e sorri. Aquele homem não tá nem aí para porra nenhuma.
Ela nunca entrou em contato comigo. Eu decidi publicar um anúncio e esperar para ver quem eu conseguiria atrair. Quando o formulário dela chegou à minha mesa, eu olhei para a foto.
Eu soube na hora quem era e achei que ela era maravilhosa enquanto verificava todas as suas informações. Um sorriso se formou nos meus lábios.
Eu me considerava mais maduro. Espero que ela me veja como um modelo mais velho. Ela claramente precisa de um pouco de dinheiro, pensei enquanto passava a mão na minha barba rala que coçava. Eu precisava cortá-la.
Eu escrevi um e-mail e esperei para ver se receberia uma ligação de volta, o que aconteceu.
Eu pensei em como poderia mimá-la sem ter que lidar com as merdas de estar em um relacionamento sério, e eu sabia que isso funcionaria para mim.
***
DIAS ATUAIS
“Olá, você é o Leighton?” Eu olhei para cima com o meu uísque na mão. Depois de colocar o meu uísque com gelo na mesa, eu me levantei, arrumei o paletó do meu terno e sorri para ela enquanto estendia a mão.
“Eu sou, e você é a Angel.” Ela me deu um rápido aceno de cabeça, e eu a vi sentar de frente para mim antes que eu tivesse a chance de puxar a cadeira para ela. Eu gostava de me ver como um cavalheiro.
Ela parecia inocente para caralho, mas, ao mesmo tempo, parecia que conseguiria me manter sempre atento. O sorriso dela mostrava que ela era uma pessoa alegre e inteligente.
Eu me sentei de novo enquanto a garçonete trazia uma garrafa de champanhe que eu tinha pedido e a colocava dentro de um balde de gelo preto, como solicitado. Pegando uma taça, eu peguei a garrafa e a abri antes de servir a bebida para ela.
Empurrando a taça pela mesa, eu me encostei na cadeira e fiquei olhando para ela com os meus olhos verdes, que herdei do meu pai.
“Me conte um pouco sobre você, Angel. Profissão, os motivos para querer isso e a sua história.”
Eu a peguei de surpresa porque eu era um homem que queria saber os fatos, e não uma história inventada que ela pudesse ter criado durante a nossa refeição.
“Como você sabe, o meu nome é Angel. Eu nasci na América, e os meus pais se mudaram para a Sicília quando eu tinha catorze anos. Eu preciso do dinheiro para bancar o meu próprio estilo de vida, e eu trabalho em um bar.”
A minha mente não parava de imaginar coisas. Eu precisava me controlar, e lá estava eu, imaginando a Angel embaixo de mim na minha cama. Parecia uma maldição que eu não conseguia afastar.
Eu não deveria estar pensando nela embaixo de mim, mas a minha cabeça não parava. Ela era linda, e eu não podia negar isso.
“Onde você ouviu falar de mim?” eu perguntei para ver se a amiga dela tinha me mencionado.













































