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Cover image for Série Willowbrook Livro 3: Amor na Fazenda do Duque Preguiçoso

Série Willowbrook Livro 3: Amor na Fazenda do Duque Preguiçoso

Autor
Kerry Kennedy
Leituras
19.5K
Capítulos
63
Autor
Kerry Kennedy
Leituras
19.5K
Capítulos
63
🏈Disputas esportivas🏡Garota comum⚔️De inimigos a amantes🏃🏿‍♂️Atletas🏙️Contemporâneo🏡Dia-a-dia💪🏻Protetor💪🏻Macho alfa💪Mulheres fortes🥵Literatura erótica🤠Faroeste🤠Cowboys🔒Proximidade forçada🏡Cidades pequenas & zona rural

LOVE AT LAZY DUKES está pronto para roubar seu coração (e talvez dar um soco ou dois primeiro).

Ela é uma corredora de tambores selvagem com fogo nos olhos. Ele é o caubói rabugento que comanda o bar local. O histórico deles? Complicado. A química deles? Inevitável.

Quando Montana volta para a cidade, a última coisa que ela quer é confusão — especialmente do tipo que se parece com Abe Duke. Mas faíscas voam, os ânimos se exaltam e o amor pode acabar sendo o maior rodeio de todos.

Se você ama cidades pequenas, slow burn, provocações afiadas e caubóis que se apaixonam perdidamente, este livro é para você.

Ela voltou para a cidade para correr tambores — e não para cair na cama com o caubói rabugento que partiu seu coração.

Montana é selvagem, astuta e impossível de ignorar. Abe é fechado, gostoso como o pecado e dono do único bar em que ela jurou nunca mais colocar os pés. Pena que as faíscas voam mais alto que uma fogueira de verão no segundo em que eles estão na mesma sala.

Inimigos? Com certeza. Amantes? Eventualmente. Confusão? Ah, definitivamente.

Olhares tortos se transformam em pensamentos impuros neste embate picante de cidade pequena. Ele é pura resistência. Ela é puro fogo. Juntos? Eles são combustíveis.

Pegue suas botas e traga um ventilador — você vai precisar.

Capítulo 1: Bud, Tequila e uma Cara Amarrada

MONTANA

“FORA. AGORA!” ele diz em voz alta.
“Ah, cara, não começa com essa merda de novo.” Qual é o problema desse cara? Ele tá sendo um baita idiota. Eu tô com sede, cansada, e só quero uma maldita cerveja gelada. É pedir demais?
“Isso aqui é um bar, certo, imbecil?” eu digo, ignorando ele e sentando num banco do balcão. “Tá escrito Lazy Duke's lá fora, então acho que é um boteco, sim.” Eu me ajeitei no banco alto de madeira.
Tenho que admitir, ele é até bonito, daquele jeito grandão, rude e mal-humorado. O cabelo castanho-escuro está preso num coque, o maxilar quadrado com uma barba bem aparada. Hm, eu gosto de barba num homem, mas esse aqui? Esquece. A atitude dele é péssima.
“Eu pedi pra você não voltar aqui depois que fez meus clientes brigarem uns com os outros,” ele diz, me encarando com raiva, as bochechas levemente coradas. Eu inclino a cabeça, porque desde quando homem cora? Pelo menos nenhum homem que eu já conheci. E ele tá lambendo o lábio inferior. Espera um segundo, o que tá acontecendo com ele?
“Não é minha culpa se esses caipiras clientes seus querem brigar por uma coisinha bonita como eu, é?” Me aproximo mais do balcão. Todos os olhos estão em mim, eu sinto isso. Sou nova na cidade, então é claro que sou a novidade do momento. Não me incomoda nem um pouco.
“Agora, me vê uma Bud e uma dose de tequila, valeu, Bear.” Eu lanço meu olhar de “tô nem aí pro que você tá dizendo”. Uau, o queixo dele acabou de cair?
“Meu nome não é Bear. Não me chama assim.” Ele tá literalmente rosnando pra mim. Aposto que eu conseguiria fazer ele comer na minha mão em minutos. Mas ele é o último homem que eu quero comendo na minha mão.
Já sofri demais no passado pra sequer querer chegar perto de um homem agora. De jeito nenhum, eu jurei ficar longe de homens por um tempo. Especialmente desses tipos bonitos com tatuagens nos braços musculosos. Eu não desvio o olhar enquanto encaro direto nos olhos azuis-claros dele.
“Dá pra parar de me olhar feio e servir minhas bebidas logo?” Eu apoio os cotovelos no balcão. Ele observa cada movimento meu. Os olhos dele vacilam enquanto vão dos meus olhos pro meu decote. E por que isso me faz sentir algo no fundo do meu corpo? Nada bom. Nada bom mesmo. Vamos, Montana, se controla.
Que posso dizer, faz tempo que eu não transo. Talvez meus hormônios estejam agindo de alguma forma.
“Uma bebida e depois quero você fora daqui.” Ele me dá as costas, jogando o pano de prato branco sobre o ombro esquerdo. Não consigo deixar de conferir a bunda empinada dele naqueles Wranglers apertados.
“Ei, não trata a recém-chegada assim,” diz uma gracinha que para ao meu lado. Eu ergo uma sobrancelha pra ela.
“Oi, eu sou a Daisy,” ela diz, estendendo a mão.
Tá, eu também não sou do tipo simpática. Achei melhor deixar isso claro. Sou corredora de barril e estou na cidade só pela próxima corrida daqui a uma semana. Isso, e a velha Chevy que era do meu avô bateu as botas e está na oficina da cidade sendo avaliada.
Essa situação toda é muito inconveniente. Normalmente, eu fico fora das cidades, em algum hotel de beira de estrada qualquer.
“Montana,” eu digo secamente, deixando a mão dela estendida no ar.
Ela sorri docemente mesmo assim. “Adoro esse nome. Você é de Montana mesmo?” ela pergunta.
Minha bebida chega no balcão com uma batida. Caramba, qual é o problema desse homem? Tá, da última vez que eu vim aqui, alguns caras ficaram alvoroçados, o suficiente pra dois dos clientes dele saírem na porrada e ele me expulsar. Mas não tenho culpa disso. Por alguma razão, só de ser eu mesma, os homens ficam agitados.
“Não,” eu respondo de forma curta, já que não quero puxar conversa. Além disso, não quero que ninguém saiba quem eu realmente sou ou de onde venho. Montana, a corredora de barril, que está arrasando no circuito, é o nome que eu uso, e isso é o suficiente. Senão, as pessoas vão me tratar diferente.
“Tá bom, então por quanto tempo você vai ficar na nossa adorável cidade de Willowbrook?” Nossa, essa menina é insistente, hein?
“Não muito.” Ela desiste? Nem a pau.
“Bom, como eu disse, meu nome é Daisy. Aquele ali é o Deacon, meu noivo. Ele é o delegado da cidade. E aquela” — ela aponta para uma mulher bonita com cabelo ruivo — “é minha futura cunhada, Sage. Sentado do lado dela, meu irmão, Logan.”
Há uma pausa constrangedora enquanto eu aceno com a cabeça em sinal de reconhecimento e tomo um longo gole da minha cerveja gelada.
“Quer vir sentar com a gente?” A voz dela é doce, e eu já percebo que essa Daisy é uma dessas pessoas boas da vida. Aposto que ela vive juntando as pessoas, mas eu não estou interessada em fazer amizades.
“Não, tô de boa, obrigada, Daisy. Vou terminar minha bebida e sair daqui como esse grandão mal-humorado quer.”
Daisy dá uma risadinha. “O Abe não é mal-humorado, ele só tá sendo um idiota hoje. Não é, Abe?”
Abe resmunga e vai atender alguém na outra ponta do balcão. Ele me lança um olhar apertado. Eu encaro de volta, resistindo à vontade de ser infantil e mostrar a língua pra ele. Meus olhos fazem aquela coisa de novo, percorrendo os ombros largos e a cintura fina dele.
“Bom, se você mudar de ideia, a gente vai estar ali. Seria ótimo te conhecer, Montana, enquanto você ainda estiver na cidade,” Daisy diz.
Eu aceno brevemente. Ela entende o recado e se vira, me deixando sentada no balcão. Parece que vou ficar na cidade, e ainda preciso encontrar um lugar pra dormir.
Meu Deus, foi um dia longo. Com a Chevy do meu avô quebrando, a caminhada até a oficina pra pedir alguém pra ir rebocar, depois a caminhada até o bar. E eu ainda preciso achar um lugar pra ficar.
O cansaço me atinge como uma onda gigante enquanto viro minha cerveja e jogo a dose de tequila pra dentro de uma vez. O calor bate no fundo da minha garganta e o amargor me faz estremecer.
“Ei, você,” eu grito pro tal do Abe atrás do balcão, que tá conversando com uma mulher bonita lá no canto. É óbvio que ela tá dando em cima dele, pelo jeito que enrola o cabelo escuro entre os dedos. Eu reviro os olhos. Ele olha pra cima.
“O que você quer agora?” Que encanto, né? Já vi cabra com mais educação.
“Tem algum lugar por aqui onde eu possa ficar?”
Ele cruza os braços enormes na frente do peito largo. “Você precisa de um quarto?”
“Bom, obviamente. Não estou perguntando por diversão.” Idiota!
“O festival da colheita lotou todos os quartos das pousadas, pelo que eu sei. Espera um segundo.” Ele se vira pra onde Daisy e os amigos dela estão sentados.
“Daisy, tem um minuto?” ele chama.
“Claro,” ela responde, se levantando e vindo até nós com aquele sorriso doce como mel no rosto. “O que foi, Abe?”
“Essa mulher precisa de um quarto. Você sabe de algum lugar?”
Daisy franze a testa. “Tudo vai estar reservado nessa época do ano.” Eu observo ela bater o dedo no lábio, pensativa. Típico que o dia que meu carro resolve pifar é o dia que não tem nenhum quarto disponível. Eu sabia que devia ter ficado fora da cidade.
“Ei, espera. Você tem um monte de quartos sobrando, não tem?” ela diz pro Abe.
Alarmes começam a tocar na minha cabeça. Isso não vai funcionar pra mim. A julgar pela cara fechada dele, pra ele também não.
“Não são pra alugar, Daisy,” ele diz de forma direta.
“Ah, qual é, Abe. Cadê seu bom coração? Você tem que ajudar uma garota em necessidade. A Montana precisa de um quarto. Você tem de sobra.”
“Eu disse,” ele fala com uma voz grave e baixa, “que eles não estão disponíveis pra aluguel.”
Daisy solta um suspirinho. Ah, sim, dá pra ver que ela consegue enrolar qualquer homem. Mesmo assim, Abe continua ali, braços cruzados, carranca firme.
“Daisy, não,” ele diz. Ótimo, porque eu também não quero ficar perto dele. Prefiro caminhar os oito quilômetros de volta pra fora da cidade e reservar um quarto de hotel. Começo a me levantar. Daisy coloca uma mão delicada no meu braço.
“Abe, se você não deixar a Montana ficar num dos seus quartos, eu juro por Deus que vou contar pra sua mãe que velho rabugento você é. E você não quer que sua mãe saiba que você não quis ajudar uma garota desamparada. Quer?”
Os olhos dele se estreitam. Garota desamparada? Eu não sou nenhuma garota desamparada. Sou uma mulher forte e independente que arrasa no circuito de corrida de barril. Além disso, eu não quero ficar na casa dele.
“Escuta, gente, por mais bonitinha que essa cena toda seja, eu tô vazando,” eu digo enquanto deixo o dinheiro no balcão.
“Abe,” ela insiste.
“Puta que pariu, mulher, tá bom. Ela pode ficar lá em casa!”

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