
O Chamado do Alfa Livro 5
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O Começo do Fim
LYLA
A mão de Sebastian apertou a minha enquanto nos aproximávamos da Ferrari brilhante. Eu balancei a cabeça diante da clara exibição de riqueza. O tio de Sebastian, Arthur, não tinha vergonha de mostrar o seu dinheiro.
Arthur sentou na frente da Ferrari e deu um grande sorriso para Sebastian. “Entre, Runt. Nós vamos fazer uma viagem de aventura.”
“Você disse isso quando me mandou uma mensagem para te encontrar,” Sebastian resmungou.
Ele abriu a porta e franziu a testa.
Arthur levantou uma sobrancelha para ele. “Há algum problema?”
“Não há espaço suficiente para Lyla,” Sebastian disse.
Eu olhei por cima do ombro dele. Sebastian estava certo. Havia apenas dois bancos, e Arthur estava em um deles. Eu franzi a testa. Ele estava tentando me impedir de ir com eles?
“Ela pode simplesmente sentar no seu colo se você insiste que ela venha,” Arthur disse.
Sebastian soltou um grunhido e deu um passo para trás, olhando para mim. “O que você acha?”
Eu não ia deixar Sebastian ir a lugar nenhum com Arthur sem mim. Arthur podia ser o tio de Sebastian. Mas ainda havia muita mágoa causada pelo pai de Sebastian, anos atrás.
Eu não confiava em Arthur.
Quem sabia o que ele estava aprontando?
“Eu sento no seu colo,” eu disse a Sebastian.
Sebastian apertou minha mão de novo e entrou no carro.
Arthur pisou fundo no acelerador. O carro arrancou para frente com um tranco tão forte que a porta bateu com força. Eu gritei de susto e dei um pulo.
Eu caí na parte de trás da Ferrari. E quase escorreguei para fora. Mas Sebastian agarrou meu pulso e puxou com força. Eu deslizei pelo carro e caí no colo de Sebastian. Nossos braços e pernas se enroscaram, e eu bati contra o peito dele.
Arthur começou a rir. Ele não diminuiu a velocidade enquanto Sebastian e eu corríamos para passar o cinto de segurança por cima de nós dois.
“Que porra há de errado com você?” eu disparei contra Arthur, com minhas garras crescendo.
“Minha querida, nós não temos tempo suficiente para eu responder a essa pergunta,” Arthur respondeu, ainda rindo.
Sebastian rosnou. “Se você tentar fazer uma gracinha dessas de novo…”
Arthur fez a Ferrari andar quase parando e olhou para nós. “O que você vai fazer, Runt? O seu pack precisa de mim.”
“Não, nós precisamos de dinheiro,” eu retruquei. Minha cabeça já estava doendo de lidar com esse cara.
“E para ter dinheiro, vocês precisam de mim. Vocês deviam saber que, se eu morrer, todo o meu dinheiro vai para a construção de um monumento gigante para mim. Vocês não ganham nada, sendo sobrinhos ou não.”
Sebastian visivelmente mordeu a língua.
Nenhum de nós esperava que Arthur desse alguma coisa ao pack ou a nós.
Eu odiava que ele estivesse certo. Nós realmente precisávamos dele, pelo menos por enquanto. O Royal Pack estava em uma situação ruim há um bom tempo. E só agora estávamos lutando para voltar ao topo.
Arthur tinha o refém mais valioso... o futuro do nosso pack. Eu me aninhei no peito de Sebastian, dando-lhe um beijo de conforto.
Ser uma luna era diferente do que eu esperava. Mas os deveres que Sebastian tinha como alpha eram claros. Enquanto Arthur ainda oferecesse ajuda ao pack, Sebastian iria aturá-lo.
“Então, para onde nós vamos?” eu perguntei por fim.
Arthur deu um sorriso de lado. “Para o aeroporto.”
“E depois disso?” Sebastian perguntou.
“Para outro lugar,” Arthur disse.
Sebastian e eu nos entreolhamos. Nossa. Essa ia ser uma viagem longa.
“O que nós vamos fazer?” eu insisti.
Ele não respondeu.
“Você vai nos contar?” eu perguntei.
Arthur acelerou de novo. A velocidade me empurrou para trás contra Sebastian. Seus braços fortes envolveram minha cintura e eu sorri quando ele esfregou o rosto no meu pescoço.
Era mais agradável do que eu pensava correr pela estrada em alta velocidade. Isso pelo menos deu a Sebastian e a mim uma desculpa para ficarmos abraçados.
Nós finalmente paramos em um aeroporto. Arthur saiu e tirou uma mala pequena do porta-malas.
Sebastian e eu nos entreolhamos.
“Para onde estamos indo?” Sebastian perguntou de novo.
“Para o norte,” Arthur respondeu.
Eu deslizei minha mão para dentro da mão de Sebastian. “Se nós soubéssemos que íamos fazer uma viagem, teríamos feito as malas.”
“Se eu soubesse que o Runt ia trazer sua linda mate, eu teria trazido uma coisinha linda para mim também,” Arthur disse.
Sebastian rosnou.
Arthur deu uma risadinha.
“Eu não me importo se você acha engraçado provocar meu mate,” eu disse a Arthur. “Mas você precisa nos dar alguma informação sobre o que estamos fazendo.”
Arthur fez um sinal para que nós o seguíssemos enquanto caminhava em direção ao seu jato particular.
Por fim, ele deu de ombros. “Tudo bem, eu acho que posso contar algumas coisas. Da última vez, estávamos procurando pelo véu da primeira Moon Goddess. Eu ainda não te perdoei por tê-lo destruído.”
Ele me lançou um olhar furioso. Eu fiz uma careta. Eu estava convencida de que o véu era falso e o coloquei para provar isso… mas o véu acabou queimando até virar cinzas nas minhas mãos.
“Nós estamos procurando por outra coisa que a primeira Moon Goddess tinha,” Arthur disse enquanto nos levava para dentro de seu jato.
“O que?” Sebastian perguntou.
Arthur balançou a cabeça. “Ainda não. Eu vou contar o que é quando vocês precisarem saber.”
SEBASTIAN
Lyla pegou no sono nos meus braços enquanto voávamos no jato particular de Arthur. Eu tentei fazer com que ele me contasse mais coisas, mas ele se recusou.
Se eu o conhecesse melhor, eu poderia achar que ele parecia preocupado.
“Tente dormir um pouco, Runt,” ele me disse.
“Por quê?” eu perguntei desconfiado.
O Tio Arthur balançou a cabeça. “Você vai precisar.”
Não havia muito que ele pudesse fazer ali sem que Lyla ou eu soubéssemos, eu decidi. Com a minha mate bem aconchegada nos meus braços, eu peguei no sono.
Eu acordei na mesma hora que Lyla quando nós tocamos a pista. Eu bocejei enquanto olhava pela janela. Nós estávamos cercados por montanhas lindas. Meus olhos se arregalaram. Até onde nós tínhamos voado?
“Bem-vindos a Banff, no Canadá,” Arthur disse.
“Canadá?” eu repeti. “O que estamos fazendo aqui? Por que alguma coisa que a primeira Moon Goddess teve estaria aqui?”
“Você realmente espera que eu responda isso?” Arthur perguntou.
Eu revirei os olhos e liguei a TV, colocando nas notícias. Eu gostava de ficar por dentro do que estava acontecendo pelo mundo.
“Nós não temos tempo para…” Arthur começou a dizer, mas deixou a frase no ar.
Lyla ofegou.
Na TV, passava uma cena da Holy City. A basílica, onde a Moon Goddess morava, era uma pilha caída de pedras e fogo.
Meus pulmões pareciam ter congelado. Eu não conseguia respirar.
O repórter apareceu na cena, com os escombros em chamas atrás dele queimando ainda mais alto. “O ataque à Holy City na manhã de hoje resultou na destruição do templo da Moon Goddess e da basílica.”
“Destruídos,” Arthur repetiu, soando estranhamente solene.
“Não há notícias sobre a Moon Goddess. Ela é dada como morta,” o repórter continuou.
Arthur pegou o controle remoto e desligou a TV.
“Ah, não,” Lyla sussurrou. Ela se encostou no meu lado, e eu a puxei para mais perto de mim. “Quem faria uma coisa dessas?”
“Mercer,” eu disse.
Lyla ficou tensa. “Mercer… você tem razão. Ele faria isso. Ele usou a Moon Goddess pelo poder dela, tentando prender todos os half-breeds. Como ela foi quem o prendeu, e ele escapou, ele iria querer sua vingança.”
Eu me virei para Arthur e vi que sua expressão estava estranhamente tensa. Mas, quando abri a boca para perguntar se ele estava bem, ele virou o rosto.
“Vamos nos mexer,” ele disse.
Lyla e eu nos entreolhamos e o seguimos em silêncio.









































