
O Passado Perigoso
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Capítulo 1
ANGELA
Respirei fundo, observando o sol se pôr no horizonte. Um pequeno sorriso se formou em meus lábios enquanto eu olhava para o céu azul e sentia a brisa de verão.
Minha pele formigou com o leve frio, e arrepios apareceram em meus ombros nus. Braços fortes envolveram o meu corpo, e eu fechei os olhos, aproveitando aquela sensação de paz.
“Eu senti a sua falta na cama”, Xavier sussurrou no meu ouvido, me abraçando mais forte por trás. Encostei a cabeça no peito dele e entrelacei os meus dedos nos seus.
“Está quase na hora do jantar”, respondi, pressionando o meu corpo contra o dele e sentindo o seu calor irradiar.
“Você é a minha sobremesa favorita.” Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha com cuidado, e as lembranças de quando fizemos amor recentemente tomaram conta de mim, fazendo um incêndio de faíscas percorrer o meu corpo.
“Nós temos uma reserva.” Mordi o lábio quando ele começou a beijar o meu pescoço, parecendo não se importar com as minhas fracas objeções.
A mão dele apertou o meu seio, brincando com o meu mamilo, enquanto a sua boca descia devagar até o meu ombro, lambendo todos os pontos sensíveis que ele sabia que me deixariam louca.
“Xavier”, eu gemi, esticando o braço para trás. Apertei a coxa dele e senti o seu membro duro pressionando contra o meu corpo através da camiseta fina dele que eu estava usando, percebendo que ele estava completamente nu atrás de mim.
Ele não perdeu tempo com formalidades. Colocou a mão no meu pescoço e me curvou sobre a grade com força, me penetrando por trás. Eu ofeguei, arqueando as costas.
Olhei para as pessoas na rua sob a varanda. Nós estávamos no sétimo andar, mas se eu gritasse, elas me ouviriam facilmente.
Eu choraminguei, prendendo um gemido alto, quando Xavier segurou os meus quadris e começou a meter em mim. Fechei os olhos com força, respirando ofegante enquanto o prazer se espalhava do meu íntimo por cada célula do meu corpo.
A pressão no meu pé da barriga cresceu, e quando o meu marido moveu a mão para o meio das minhas pernas e começou a esfregar a área do meu clitóris, esqueci de tudo ao meu redor.
Alguns sons ruidosos escaparam dos meus lábios antes que Xavier agarrasse o meu cabelo com força e me puxasse para cima, enquanto continuava metendo dentro de mim.
“Silêncio, querida”, ele murmurou no meu ouvido, puxando o meu cabelo, “nós não precisamos de testemunhas, não é?”
Apertei os lábios, gemendo quando ele meteu com mais força. Meu corpo inteiro tremeu, e minhas pernas bambas mal aguentavam o meu peso enquanto ele continuava nos levando ao clímax.
Cheguei ao ápice, sufocando um grito e vendo estrelas no céu claro. Ele gozou depois de mais algumas estocadas, apoiando a testa entre as minhas omoplatas.
“Agora nós podemos sair, querida.” Ele beijou o meu ombro, segurando o meu corpo trêmulo.
Eu ainda estava aproveitando a delícia do pós-orgasmo, sem conseguir pensar direito e, felizmente, ele não estava com pressa, muito pelo contrário, na verdade. Ele me pegou no colo e me levou de volta para a cama.
Deitando-se ao meu lado, ele beijou de leve as minhas costas, ombros e braços enquanto eu me concentrava no formigamento gostoso dos seus lábios macios na minha pele.
Naquele momento, eu não poderia estar mais feliz. Nosso casamento precisava dessas férias — sem nossos filhos, pais e amigos.
É claro que amávamos muito a nossa família e adorávamos os nossos filhos, mas também sentíamos falta da nossa intimidade e conexão.
No entanto, estávamos em um ótimo caminho para recuperar a harmonia e o equilíbrio no nosso relacionamento. Bastou um dia neste paraíso, e nós já tínhamos voltado a ser como antes.
“Estou com fome.” Resmunguei contra o colchão quando minha barriga roncou de desconforto. Estávamos na suíte do hotel desde que chegamos do aeroporto, e eu só tinha comido frutas no café da manhã.
“Então se vista.” Xavier deu um tapa na minha bunda de brincadeira, rindo porque ela balançou. Rolei de costas, esticando os braços acima da cabeça. Eu me sentia ótima, e mal podia esperar para ver a beleza da ilha de Capri.
“Isso é um convite para mais uma rodada?” Meu lindo marido se aproximou, beijando meu mamilo, e eu suspirei de satisfação.
Era uma oferta muito tentadora ficar na cama a noite toda, fazendo amor e trocando carinhos, mas o meu estômago era totalmente contra essa ideia.
“Jantar primeiro”, eu disse, colocando as mãos no rosto de Xavier e unindo os nossos lábios num beijo rápido antes de sair da cama confortável. Ele fez bico, franzindo a testa para mim, mas eu apenas dei de ombros e corri para o banheiro.
Meu vestido novo, comprado especificamente para esta ocasião, estava pendurado na porta, e eu toquei o tecido preto e macio, sorrindo de felicidade.
Tomei um banho, levando o meu tempo para me lavar e me vestir. Eu queria estar linda ao sair do quarto, e consegui atender perfeitamente às minhas próprias expectativas.
O vestido abraçou o meu corpo como uma segunda pele, mostrando uma boa parte do meu decote. Ele terminava um pouco acima dos joelhos, mas a fenda alta nas costas poderia causar problemas se eu me curvasse demais.
Uma foto da minha calcinha preta seria um prêmio maravilhoso para os paparazzi.
Deixei o meu cabelo castanho cair solto pelas costas em grandes ondas, e decidi não usar maquiagem por causa do calor.
Eu não queria passar metade da noite no banheiro checando se tudo estava no lugar. Um leve toque de rímel foi a única coisa que eu estava disposta a passar.
“Você está deslumbrante, Angela”, Xavier exclamou quando me juntei a ele na sala da nossa suíte de hotel, e um grande sorriso apareceu no meu rosto.
“Você também não está nada mal”, elogiei, observando o homem na minha frente. Meu marido era o homem mais lindo e sexy do planeta, e nada nem ninguém poderia mudar a minha opinião sobre isso.
Encarando a pura perfeição de quase um metro e noventa diante de mim, lembrei-me do primeiro dia em que o encontrei no Central Park para a nossa sessão de fotos de casamento.
A aparência dele não mudou muito desde então. Ele ainda era alto, moreno e incrivelmente lindo. Olhar para ele era como olhar para o sol; a intensidade insuportável de sua presença às vezes era avassaladora.
Mesmo estando juntos há anos, nunca me acostumei com a energia forte que o cercava.
O terno preto feito sob medida servia perfeitamente nele, e a camisa branca sem gravata marcava o seu peito musculoso. Por um momento, eu me arrependi de estarmos prestes a deixar o santuário do nosso quarto.
Estávamos longe de casa, mas os repórteres estavam sempre atrás de nós. Não podíamos ser nós mesmos do lado de fora da porta da suíte do hotel.
“Pronta, querida?”, meu marido perguntou com um sorriso, esticando o braço na minha direção. Segurei o braço dele sem hesitar, concordando com a cabeça, e saímos juntos.
A descida no elevador foi silenciosa porque Xavier estava respondendo às mensagens que tinha ignorado durante o dia. Olhei-me no espelho, ajeitando os últimos detalhes do meu vestido e do meu cabelo.
“Vamos.” Xavier me ofereceu o braço, e eu entrelacei o meu no dele, deixando que ele nos guiasse até o grande restaurante do hotel.
A sala grande e redonda tinha várias mesas com toalhas brancas e estava cheia de pessoas aproveitando o clima elegante e as refeições sem dúvida deliciosas.
Nossa mesa ficava do lado de fora, no terraço, com uma vista espetacular do oceano, dos barcos e do píer. Eu não conseguia parar de olhar na direção da água, hipnotizada por ela.
“Você gosta daqui, meu amor?”
Me virei para o meu marido, dando-lhe um sorriso largo e sincero. “É maravilhoso.”
Peguei a mão dele em cima da mesa. Ele entrelaçou os nossos dedos, e um sorriso satisfeito apareceu em seu rosto. Foi ele quem escolheu essas férias para nós, e escolheu perfeitamente.
Passamos uma ótima noite juntos, comendo e bebendo, brincando e rindo, e lembrando dos nossos altos e baixos. Tínhamos muito o que colocar em dia.
Durante os últimos meses, nós tínhamos ficado separados quase o tempo todo por causa do trabalho de Xavier, e eu nem tinha percebido o quanto sentia a falta dele. Odiei ter quase me acostumado com aquele estilo de vida quando ele estava longe e eu era uma dona de casa.
Prometi a mim mesma nunca mais aceitar isso. Eu amava o meu marido e queria estar com ele não importava o que acontecesse.
“Vou até o bar pagar a conta”, Xavier sugeriu quando a garçonete claramente se esqueceu de nós, e ele se levantou.
“Tudo bem.” Eu queria ir embora e descansar porque o nosso primeiro dia aqui foi muito cansativo, embora de um jeito muito gostoso. Bebi um copo de água para refrescar a boca e olhei em volta.
O lugar estava lotado, então não era surpresa que os funcionários tivessem muito trabalho. Eu não estava brava nem irritada por não nos darem atenção; na verdade, estava feliz com isso.
Quinze longos minutos se passaram, e meu marido não voltou. Tentei procurá-lo com os olhos, mas havia muitas pessoas por perto, então decidi ir atrás dele.
Finalmente o encontrei no bar, conversando animado com outro homem. Pelo jeito que eles falavam, presumi que fossem velhos amigos. Xavier tinha passado um tempo na Itália antes de nos casarmos, então não era surpresa que ele conhecesse pessoas aqui.
“Boa noite”, eu disse educadamente, parando do lado direito do meu marido. Ele se virou para mim, sorrindo. Ele parecia muito feliz e, claro, isso provavelmente era resultado da garrafa quase vazia na frente dele e do cara misterioso.
“Olá, querida”, ele respondeu, se inclinando e beijando a minha bochecha. Quase revirei os olhos quando ele riu no meu ouvido, claramente bêbado.
“Você me deixou lá”, eu acusei, franzindo a testa para ele, e as suas sobrancelhas se ergueram.
“Me desculpe”, ele murmurou, me dando aquele olhar irresistível de cachorrinho sem dono. “Encontrei um velho amigo que não via há muito tempo.”
Ele se virou para o homem desconhecido que nos observava, e quando olhei para os olhos verdes e frios do estranho, um arrepio desceu pela minha espinha — e não foi um arrepio bom.
Foi como olhar para olhos mortos. O homem estava sorrindo, mas o seu olhar era vazio; não havia vida nele, nem alegria.
Mas o meu marido estava tão animado em ver o velho amigo que eu não queria estragar o bom humor dele com o meu mau pressentimento sobre alguém que eu tinha acabado de conhecer.
“Conheça Aston, meu amor. Nós fomos para a universidade juntos.” Tentei sorrir, mas a minha boca se recusou a cooperar, e o meu rosto provavelmente se contorceu em uma careta desagradável enquanto eu olhava para Aston, que esticava o braço na minha direção.
“Olá, eu sou Angela”, consegui dizer, e coloquei a minha mão pequena na dele.
“É um prazer finalmente conhecê-la, Sra. Knight.” Para o meu choque, ele beijou as costas da minha mão enquanto mantinha contato visual comigo o tempo todo.
Olhei para o rosto dele, tentando não ter medo. Ele não era assustador nem nada disso — muito pelo contrário, na verdade.
Ele era muito bonito, forte e, obviamente, podre de rico. Suas roupas de grife gritavam luxo, o relógio de ouro em seu pulso brilhava, e seu rosto poderia chamar a atenção de todas as mulheres na sala.
No entanto, algo nele não parecia certo. Eu só não conseguia descobrir o que era.
“Eu só estava tentando convencer o seu marido a jogar pôquer comigo.” Aston piscou para Xavier.
Olhei para o meu marido, que me deu um sorriso inocente, e eu rangi os dentes.
Eu não gostei da ideia de ele ir a algum lugar com aquele homem.
“Ele disse que precisava da sua permissão”, Aston continuou, claramente zombando do nosso casamento com aquele comentário idiota.
“Xavier não precisa da minha permissão para nada”, afirmei, lançando um olhar furioso para Aston.
Ele ergueu as sobrancelhas, mas ficou em silêncio, então eu continuei a falar. “Ele apenas me ama e me respeita o bastante para não simplesmente desaparecer sem avisar.”
“Qual é a graça disso?”, Aston perguntou, levando o copo de bebida aos lábios. Eu já não gostava nada dele.
“Não ligue para ele, meu amor”, Xavier se aproximou de mim, passando o braço pela minha cintura. A boca dele estava perto do meu ouvido quando ele falou de novo. “Só um jogo e eu estarei de volta.”
Suspirei fundo, odiando a ideia de ele me deixar sozinha no hotel. Eu estava cansada e provavelmente dormiria, então não era um grande problema, mas estava preocupada com o amigo dele. Eu tinha um mau pressentimento sobre aquilo.
“É a nossa segunda lua de mel”, destaquei, tentando impedi-lo de sair. Meu marido era uma pessoa teimosa, e eu não era de proibi-lo de fazer as coisas. Nós confiávamos um no outro, e um mau pressentimento não era um bom motivo para fazê-lo ficar.
“Eu vou compensar você, eu prometo.” Ele beijou as minhas bochechas e olhou nos meus olhos. “Vou ficar com você pelos próximos dez dias. Você vai me odiar.” Ele riu, seus olhos castanhos brilhando com malícia.
“Eu nunca poderia te odiar”, murmurei, colocando as mãos no peito dele. “Você realmente quer tanto ir?”
Minha voz soou como a de uma garotinha choramingando; eu sabia muito bem disso, mas não consegui evitar, eu não queria que ele fosse embora.
“Eu não vejo ele nem os outros caras há anos. É apenas uma pequena festa de reencontro.”
“Tudo bem.” Suspirei, um sentimento triste apertando o meu peito. Eu já tinha sobrevivido a coisas piores do que ele sair com os amigos, mas dessa vez era diferente.
Havia algo no ar; o meu sexto sentido estava me avisando. Eu só esperava que isso não envolvesse o meu marido encrenqueiro.













































