
O Quarteto de Inverno Livro 2: Espelhos do Motel
Author
Chad Wannamaker
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Chapters
22
Mergulho
Livro 2: Espelhos de Motel
# Análise do Glossário
Após revisar cuidadosamente o texto traduzido em português brasileiro e comparar com o glossário fornecido, **não identifiquei nenhuma ocorrência dos termos do glossário no texto**.
O glossário contém termos relacionados a universos de lobisomens/metamorfos (werewolf, shifter, pack, Luna, etc.), enquanto o texto fornecido é uma narrativa contemporânea realista sobre relacionamentos e tensões conjugais.
Como não há termos do glossário presentes no texto, **não há correções necessárias**.
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... “Ai, meu Deus, aí! Porra, não para” Terry falou alto, os dedos agarrando os lençóis caros da cama do Four Seasons Hotel com força.
Donald não diminuiu o ritmo. A língua dele se moveu mais rápido, querendo mais, saboreando ela por completo enquanto Terry se mexia embaixo dele.
Ele amava o jeito que as coxas dela apertavam ao redor da cabeça dele, os quadris empurrando contra a boca dele.
A respiração dela parou por um momento quando ele colocou dois dedos dentro dela, curvando eles do jeito certo. Ele conhecia ela agora tão bem quanto conhecia a si mesmo — a velocidade que ela queria, o toque que fazia ela desmoronar aos poucos.
“Porra, Donald, eu vou gozar” Terry disse sem fôlego, a mão puxando o cabelo dele com força.
Ele fez um som suave contra ela, a sensação no clitóris fazendo ela perder o controle.
O som de Terry era rouco e selvagem, o corpo tremendo forte sob o toque dele.
Ele não parou, aproveitando o gosto e cada batida do orgasmo dela até que ela finalmente caiu pra trás, sem fôlego e tremendo.
Devagar, ele subiu, pressionando beijos suaves ao longo da barriga trêmula dela, provando a umidade leve na pele dela.
Ela olhou pra ele, olhos turvos de felicidade e calor residual.
“Isso foi fodidamente incrível” Terry disse baixinho, um sorriso se espalhando pelo rosto corado. Ela estendeu a mão, passando os dedos pelos músculos duros do peito dele, mordendo o lábio inferior de forma provocante. “Mas e você? Acha que aguenta mais?”
Donald deu uma risada baixa, inclinando até que os lábios dele pairaram logo acima dos dela.
“Temos tempo de sobra” ele disse.
“Ótimo” ela disse suavemente, capturando a boca dele num beijo profundo e longo. “Eu tenho um gosto bom, não tenho? Hoje à noite, eu quero cada centímetro de você.”
Donald não esperou. Ele se posicionou com cuidado, observando o rosto de Terry atentamente enquanto empurrava devagar pra dentro dela.
Ela respirou fundo rapidamente, as unhas cavando suavemente nos ombros dele enquanto se acostumava com a plenitude dele. O corpo dela se ergueu pra encontrar ele, quadris se movendo sem pensar enquanto encontravam o ritmo juntos.
“Porra, você é incrível” Donald disse baixinho, a voz tensa de controle enquanto se movia mais fundo, cada investida se tornando mais urgente, impulsionada pela fome compartilhada.
“Isso, aí mesmo, amor. Não para” Terry sussurrou, envolvendo as pernas ao redor dele com força, puxando ele ainda mais perto, precisando dele completamente.
“Não vou parar. Eu amo essa buceta” ele disse com voz aguda.
O som repetido dos corpos deles se encontrando era intensificado pela umidade dela se espalhando.
Ele se perdeu no calor dela, a força se acumulando rápido, o controle escapando.
“Porra, eu vou gozar.”
“Isso, amor, me enche. Por favor, me enche.”
Com um som rouco, ele finalmente se soltou, o corpo tremendo profundo enquanto se esvaziava dentro dela.
“Isso, eu tô gozando de novo também! Continua metendo, amor.”
O prazer compartilhado caiu sobre eles como uma onda, deixando eles sem fôlego e tremendo juntos.
Uma risada curta preencheu o ar, ainda denso de sexo. A risada deles era próxima, calorosa — uma breve ilusão de calma antes do mundo real voltar.
Eles ficaram ali por um momento, entrelaçados e felizmente alheios à tempestade que tinham colocado em movimento.
Finalmente, Donald rolou de costas, um braço colocado atrás da cabeça.
“Acha que alguém no bar reconheceu a gente?”
Terry riu suavemente, se apoiando num cotovelo, olhos brilhando com travessura brincalhona.
“Se reconheceram, estão definitivamente com inveja agora.”
Donald sorriu, mas algo no peito dele apertou.
As sombras dos encontros passados deles se moveram pela mente dele — os olhares sorrateiros de Kristal, a situação desconfortável dele com Peter e o pau enorme dele.
Prazer vinha fácil entre ele e Terry, mas paz? Paz talvez nunca viesse.
Lá fora, passos se moveram suavemente pelo corredor do hotel — um sussurro silencioso, talvez risada.
Donald e Terry olharam pra porta, depois de volta um pro outro, sorrisos desaparecendo em curiosidade cautelosa.
“Pronta pra encarar a realidade?” Terry perguntou baixinho, os dedos desenhando círculos lentos e sensuais no peito dele.
Donald respirou fundo devagar, aproveitando os últimos segundos de intimidade.
“Nem um pouco. Mas essa brincadeira de faz de conta foi uma pausa boa.”
“É, foi” Terry respondeu, olhando pro chão.
***
Donald encarou o celular como se tivesse acabado de levar um soco.
Kristal
🌞 quem tá pronto pro round 2? Casa de verão, Outer Banks, vinte e quatro a trinta e um de julho. Sem desculpas. Tragam bebida, maiôs e segredos melhores. 😘
Ele leu quatro vezes. Mesmo emoji piscando. Mesma energia confiante. Mesma Kristal.
Abaixo, Terry já tinha respondido.
Terry
Aaaah siiiim. Preciso de sol e pecado. Estamos dentro.
Bom. Isso decidiu tudo.
Donald soltou o ar e largou o telefone no balcão. Logo ao lado estava um frasco branco fechado com rótulo metálico brilhante.
“Alfa Virility XL — Para o Homem Que Você Está Se Tornando.”
Parecia ridículo ali ao lado do shaker de proteína limpo e da banana meio comida que ele tinha esquecido de terminar depois do treino matinal.
Ele girou a tampa, encarou dentro do frasco como se guardasse respostas, depois fechou de novo soltando o ar.
Cinco meses.
Era quanto tempo tinha passado desde a viagem pra Maine, desde a cabana na montanha, a banheira de hidromassagem e os sons através das malditas paredes.
Ele ainda não conseguia ouvir as palavras lift ticket sem se sentir pequeno.
Donald passou a mão pelo rosto. Ele não era o mesmo cara de antes. Sério. Quinze quilos mais leve, cinco dias por semana na academia, fazendo refeições como um maromba num comercial de shaker.
Ele até raspou o peito uma vez, depois se coçou até ficar em carne viva e prometeu nunca mais.
O trabalho não era só sobre parecer melhor. Era sobre não se sentir como a piada do sonho de outra pessoa. Principalmente, do sonho da esposa dele.
Terry não tinha realmente dito nada sobre a mudança dele. Ela notou, e claro, tinha dito umas coisas vagas tipo “você tá mais magro” no meio de dobrar roupa.
Mas não era do jeito que ele precisava que ela notasse.
Ele olhou o reflexo na torradeira. Linha da mandíbula? Dava pra ver. Pescoço? Tava lá. Braços? Nada mal, se ele contraísse do jeito certo.
Ainda assim, algo estava faltando. Talvez fosse tamanho. Talvez fosse confiança. Talvez fosse só acreditar em si mesmo, e as pílulas prometiam fazer isso também.
“Você vai ficar se olhando ou vai lavar a porra do liquidificador?” A voz de Terry quebrou o pensamento dele.
Ele se virou. Ela entrou, recém-chegada da corrida, radiante, molhada de suor, linda daquele jeito fácil que deixava ele orgulhoso e preocupado ao mesmo tempo.
O top esportivo dela apertava as curvas. Os cachos escuros estavam úmidos e presos num rabo de cavalo solto. Até o suor dela parecia sexy pra ele.
“Desculpa” ele disse, pegando o liquidificador como se tivesse feito algo errado. “Só tava lendo a mensagem da Kristal. Então, Outer Banks, né? Acha que é uma boa ideia?”
“Acho.” A resposta de Terry foi simples enquanto ela abria a geladeira, pegava uma garrafa de água e se encostava na porta como uma cena de comercial de saúde. “Deve ser divertido. Praia dessa vez. Mudança de cenário.”
Então ela sorriu um pouco brilhante demais pro gosto de Donald.
“Talvez essa viagem não seja tão... intensa” ela acrescentou.
Donald forçou um sorriso.
“Certo. Diversão no sol. Terapia em grupo com protetor solar.”
Terry revirou os olhos.
“Somos todos adultos. Então, não se preocupa.”
Donald não respondeu.
Quando Terry passou por ele, os dedos dela tocaram a curva das costas dele, suave e familiar. Não frio. Não excitante. Só morno.
A brincadeira de faz de conta deles não tinha acendido a faísca que estavam perseguindo. Em vez disso, deixou uma queimadura suave, como brasas que nunca pegam fogo de verdade.
Assim que ela desapareceu no banheiro, ele encarou o balcão de novo. O celular vibrou.
Kristal
Ah, convidei dois extras dessa vez 😏 Vocês vão amar. Vai ser épico. Prometo.
Dois extras? Ele estreitou os olhos. Kristal não prometia nada a menos que estivesse aprontando.
Ele tinha a sensação de que ela tinha sacudido o porta-temperos inteiro.
Donald pegou o frasco de suplemento de novo, e o rótulo quase piscou pra ele.
Ele disse as palavras baixinho.
“Aumente sua confiança. Domine seu desejo. Dominar minhas contas, isso sim.”
Ele sorriu, depois abriu a tampa.
A academia da garagem não era chique, mas era dele. Banco ajustável. Um rack completo. Halteres. Um saco de pancada que não era usado há semanas, mas fazia ele se sentir durão só de ter ali pendurado.
Donald colocou uma música — hip-hop old school — e começou o aquecimento. Flexões, barras e algumas roscas leves no ritmo ajudaram a desacelerar os pensamentos.
Ele costumava ter orgulho do corpo. Não porque era perfeito, mas porque fazia o trabalho. Porém, Maine tinha abalado isso.
O corpo de Peter. A confiança de Peter. Tudo de Peter.
Mesmo agora, Donald não conseguia esquecer Terry observando Peter consertar aquela maldita lâmpada de calor. Os olhos dela tinham se movido e ficado. Ele tinha notado. E não fez nada.
Era isso que doía. Não ela olhar — ele entendia, Peter era muito atraente. Era o silêncio depois.
As partes não ditas. O jeito que Terry nunca tinha tocado no assunto.
Isso, e os sons de Kristal através das paredes.
Donald fez um som no meio da repetição, forçando os pesos pra cima como se pudesse supinar a memória pra longe.
Depois do treino, Donald sentou na mesa da cozinha com uma toalha nos ombros, olhando pela janela. Terry estava lá fora agora, regando as plantas.
A regata dela apertava nas costas, e ele se permitiu olhar pra ela por um momento. Ela ainda era a mulher por quem ele tinha se apaixonado. Ainda inteligente, sexy, engraçada de todos os jeitos certos.
Mas eles não estavam em sintonia há semanas, meses.
Porra, talvez mais tempo.
A viagem pra Maine só tinha mostrado as rachaduras que já estavam lá. Como uma luz forte nas coisas que eles não diziam.
Sobre atração. Sobre curiosidade. Sobre como tinham ficado confortáveis — e não do jeito sexy, mas do jeito preguiçoso.
O celular dele vibrou de novo.
Dessa vez, uma mensagem privada.
Kristal
Ah, traz sungas que realmente sirvam dessa vez. 😏 Corpos de praia vêm pra matar kkk.
Donald encarou a tela. Isso era flerte? Papo amigável? Ou ela estava insinuando o que não tinha acontecido em Maine?
De volta na cabana, houve um momento entre eles. Na cozinha, sozinhos, bebidas demais. Ela tinha se inclinado perto e sussurrado algo sobre ver potencial. Ele tinha rido, mas ela não.
Talvez fosse hora de ele parar de rir de tudo.
***
Mais tarde naquela noite, Terry estava na frente do espelho do quarto, experimentando um maiô. Ela girou pra esquerda, depois pra direita, olhando o corte. Donald observava da cama, quieto.
“É novo?” ele perguntou.
“É. Achei que ia de ousado pra praia.” Ela sorriu, mas não pra ele.
“Você tá linda nele” ele disse. Suave, honesto.
Ela parou.
“Obrigada.”
Sem continuação. Sem elogio de volta. Só “obrigada.”
Ela se virou de volta pro espelho. Donald se levantou, andou atrás dela e envolveu os braços na cintura dela. Ele beijou o ombro dela.
Ela não se afastou, mas também não derreteu.
Ele sussurrou:
“Você já pensou naquela noite? A última viagem?”
Terry ficou um pouco rígida.
“Você quer dizer a sinfonia de orgasmos do quarto ao lado?”
Ele riu.
“É. Isso. Tudo aquilo. Como... louco ficou.”
Ela encontrou os olhos dele no espelho.
“Foi um momento. Já superamos.”
“Será?” ele perguntou.
Ela segurou o olhar dele.
“Você quer voltar pra esse caminho de novo?”
“Não tenho certeza se a gente saiu dele.”
Ela se virou, colocando a mão no peito dele.
“Eu te amo, Donald. Isso não mudou.”
“Eu sei” ele disse.
Mas algo tinha mudado. Aquele amor que eles tinham não parecia o mesmo.
Naquela noite, eles deitaram na cama de costas um pro outro. Donald encarou a porta, bem acordado, enquanto a respiração de Terry se acomodava no ritmo.
Ele pegou o celular. Outra mensagem de Kristal tinha chegado horas atrás, mas ele não tinha visto.
Kristal
É a Nia e o Julian que vêm. Não é muita surpresa, eu sei, mas eles não puderam vir da última vez. Confia em mim. Essa viagem vai ser diferente.
Donald leu duas vezes. Depois de novo.
E de novo.
Algo dizia que diferente não significava mais fácil.
Terry se mexeu no sono ao lado dele. Donald escutou o ritmo lento da respiração dela, o som suave do ventilador de teto movendo o ar acima deles.
O quarto deles cheirava levemente a capim-limão e amaciante — limpo, aconchegante e silencioso. Silencioso demais.
Ele checou o celular de novo.
Meia-noite.
Ele rolou de costas, encarou o teto e sussurrou:
“O que eu tô fazendo de errado?”
O silêncio não respondeu.
Houve um tempo em que Terry teria se virado pra ele dormindo. Ela costumava descansar a perna sobre a dele, enfiar o pé embaixo da panturrilha dele como um segredo.
Agora ela ficava do lado dela, longe mas não brava — só... separada.
Eles não tinham brigado. Essa era a parte estranha. Se tivessem gritado um com o outro, talvez fosse mais fácil. Em vez disso, tinham se afastado, silenciosamente, como barcos amarrados em docas diferentes.
O celular dele vibrou mais uma vez — uma notificação do Instagram. @NiaJKnowsBest marcou você numa story.
Ele piscou. Que porra ela quer?
Ele abriu. Um vídeo selfie rápido: Kristal e Nia batendo copos num lounge de cobertura ao ar livre.
Nia, parecia, estava rindo com o celular erguido, enquanto Kristal dizia algo pra câmera.
“Os meninos não tão prontos” ela dublou de forma exagerada. “Nem perto.”
O clipe terminou com Kristal mordendo o lábio e Nia piscando.
Donald se sentou.
“Bom. Tá certo então.”
Ele clicou no perfil de Nia pra olhar mais fotos recentes dela. Uma foto era dela num biquíni dourado que não deixava nada pra imaginação. Ele leu rapidamente o perfil de Nia — uma publicitária de moda do Brooklyn.
Ele olhou algumas fotos. Havia várias dela com Terry e Kristal.
Donald fechou o app rápido, de repente sentindo calor. Não porque estava interessado na amiga de Terry, pelo menos não totalmente, mas porque sabia como esse jogo funcionava.
Kristal estava montando o palco. Puxando atenção. Preparando o drama antes mesmo de cruzarem a linha do estado.
E Terry já tinha confirmado presença com “Sim.”
***
Na manhã seguinte, Donald acordou e encontrou Terry rolando o celular ao lado dele. O cabelo dela era uma nuvem de caos lindo contra o travesseiro, e ela estava bonita, suave e descansada.
“Bom dia” ele disse baixinho.
“Bom dia” ela respondeu sem olhar pra cima.
“O que tá chamando sua atenção tão cedo?”
Ela sorriu levemente.
“Nia. Aquela garota... É louca. Ela acabou de postar um reel falando sobre orgasmos e pretzels quentes.”
Donald piscou.
“O quê?”
“Eu sei. Mas ela é hilária. Definitivamente vai ser a alma da viagem.” Ela riu suavemente. “Pode até te ensinar alguma coisa.”
Ele ignorou essa última parte e se sentou.
Terry continuou rolando, o polegar se movendo com prazer fácil.
“Tô pensando em arrumar as malas cedo” ela disse. “Quero estar bonita dessa vez.”
Donald não disse nada. O que ele queria perguntar era: Pra quem?
***
Mais tarde naquela tarde, ele estava na pia, enxaguando o shaker, sem camisa, quando viu um vislumbre de si mesmo no reflexo da janela.
Ele contraiu os músculos. A linha do deltoide pegou a luz do jeito certo. Não era o corpo de Peter, mas também não era nada.
A porta da frente abriu, e a voz de Kristal gritou do corredor.
“Toc, toc! Eu trouxe tequilaaaa!”
Donald piscou.
“Que porra?”
Terry saiu correndo do quarto.
“Ela só tá deixando uma coisa. Relaxa.”
Kristal entrou com óculos escuros enormes, shorts cortados e uma regata que exigia comprometimento real. Ela parecia que as férias já tinham começado.
“Achei que a gente podia esquentar antes da praia, metaforicamente falando” ela disse, segurando a garrafa.
Donald deu um sorriso apertado.
“Começando cedo.”
Ela olhou ele de cima a baixo e ergueu uma sobrancelha.
“Caramba. Alguém tem feito barra em particular. Olha só você.”
Terry sorriu.
“Ele tem vivido na academia da garagem.”
Donald corou, dizendo algo baixinho sobre proteína.
Kristal andou mais perto, se encostou no balcão e bateu no frasco de suplemento ao lado da pia.
“Ainda perseguindo aquela energia alfa, né?” ela provocou. “Você pode ser perigoso dessa vez.”
Donald deu um sorriso torto.
“Ou posso só estar cansado e dolorido. Vamos ver.”
Kristal se inclinou, perto o suficiente pra Donald sentir o cheiro de óleo de coco e travessura.
“Algo me diz que... essa viagem vai acender alguns fogos.”
Então ela piscou, girou nos calcanhares e deixou a garrafa no balcão antes de sair da cozinha.
Terry pegou a tequila e riu.
“Ela é o caos. Mas ela mantém as coisas interessantes.”
“É” ele disse, mais pra si mesmo. “Ela definitivamente mantém.”
Donald encarou na direção dela.













































