
Os Viajantes de Tyr 3: A Luta Continua
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Capítulo 1
Livro 3: Continue Lutando
Vik
“Thing!” Alguém bate na minha porta.
Eu abro um olho e parece que todo o álcool que bebi ontem à noite está sendo derramado na minha cabeça, com garrafas e tudo. Porra, é por isso que eu não bebo. Eu me mexo e sinto um braço em volta da minha cintura enquanto estou deitado de bruços.
Eu me afasto de fininho e me sento na beirada da cama, segurando a cabeça com as mãos. Olho por cima do ombro e vejo uma garota nua, com o rosto virado para o outro lado, deitada de bruços com o cabelo loiro espalhado pelo travesseiro. Ela tem uma tatuagem ridícula de borboleta na bunda, mas isso não me ajuda a lembrar o nome dela.
Não que eu me importe.
Eu me levanto e vou para o banheiro. Fico em pé de frente para a privada, me apoiando com uma mão na parede. Parece que eu fico mijando por horas.
A porra do Vince e as apostas idiotas dele. Quando termino, jogo um pouco de água no rosto e me olho no espelho. Beleza, estou pior do que o normal, mas, sinceramente, não dou a mínima.
Passo os dedos pela minha barba por fazer e enfio a cabeça debaixo da água corrente para aliviar a dor de cabeça infernal. Atravesso o quarto, sem dar uma única olhada para a mulher na minha cama, e vou direto para a cozinha. Espero que algum filho da puta tenha feito café ou eu vou matar alguém.
Como os irmãos conseguem aguentar essa merda o dia todo? Se eu não tivesse perdido a porra daquela aposta... Quando chego na cozinha, fecho os olhos para evitar a luz que entra pela janela.
“Porra!” eu grito, e logo em seguida mando eu mesmo calar a boca. “Sem barulhos altos.”
O cheiro de café chega até mim e eu agradeço silenciosamente a Tyr pelas pequenas alegrias da vida. Abro um olho para analisar a área. Tem alguém aqui e, pelo tamanho e pelo fato de que tem café e algo fritando no fogão, eu aposto que é a Iris.
Sem conseguir focar a visão, decido arriscar. “Bom dia, Iris.”
“Bom dia, Vik. Café?”
“Sim, por favor.”
Eu me jogo em uma das cadeiras do grande balcão de café da manhã. Uma xícara aterrissa na minha frente, e eu espero esfriar antes de virar tudo de uma vez. Viro para a Iris e faço um gesto de agradecimento.
Ela balança a cabeça, sorrindo. A Iris é foda demais. Como um psicopata filho da puta como o Rage conseguiu uma joia como ela está além da minha compreensão.
“Festa selvagem ontem à noite?” A Iris me serve ovos e bacon.
“Seria mais fácil falar os dias em que eu não pego pesado na festa.” Minha voz está rouca, e eu tomo um gole de café. “Isso está muito bom, Iris. Você é foda demais.”
“Que porra é essa, bror?” A voz do Rage agride os meus tímpanos.
“Você não pode ser um babaca autoritário de merda em um volume mais baixo?” Eu tomo meu café.
“Quando você vai parar com a porra do hábito de dar em cima da minha mulher na maldita cozinha?” O Rage está com o rosto colado no meu.
“Eu não estava... Estava, Iris?” Eu imploro pela ajuda dela.
“Coma o seu café da manhã e vá para o Thing antes que o Tor comece a procurar por você.” A Iris sabe como lidar com o Rage.
Ele vai até ela, a pega nos braços e dá um beijo demorado nos lábios dela. Eu franzo a testa e tenho certeza de que é o álcool falando, mas, por um breve segundo, sinto inveja dele. Não por causa da Iris.
No momento em que um irmão reivindica uma mulher, ela se torna família, uma espécie de irmãzinha. Mas o jeito que ela olha para ele... Cara! Deve ser o álcool. Não é à toa que eu odeio essa merda.
“Valeu, Iris.” Eu levanto o queixo para ela.
Ela sorri de volta para mim e então dá um selinho na bochecha do Rage. Eu estreito os olhos para essa demonstração fofa de afeto. Essa merda não é para você, babaca.
Eu vou direto para o Thing — a nossa reunião para criar regras e tomar decisões — ainda com a minha calça de moletom preta e com a xícara na mão.
Eu me sento e bagunço o meu cabelo. O Tor está no lugar dele e conversa com o Daniel.
Todos os irmãos estão aqui, exceto o Erik, que virou nômade por um tempo, e o Vince com o Wood, que estão do outro lado da Baía montando um estúdio pornô com os chineses.
“God morgon, bröder.” O Tor sempre volta para o sueco quando está pensando muito. “O Daniel quer que a gente saiba de uma coisa. Daniel.”
“Eu vou ficar fora por um tempo.” O Daniel mexe na sua barba grisalha. “É pessoal e eu conto mais quando voltar. O Bjorn vai assumir as merdas que eu faço no clube.”
“Mas eu não vou chegar perto das acompanhantes, cara.” O Bjorn balança a cabeça.
O Bjorn se casou três meses atrás e vai ser pai em mais três. Eu dou uma risadinha, mas não digo nada. Ele é pau mandado da mulher, mas quem pode culpá-lo?
A Valquíria dele, Ava, é uma puta linda de morrer com um instinto assassino. Eu também não mexeria com ela.
“Eu pedi para a Ava ajudar,” o Daniel diz.
“Você fez o quê? Ela está grávida pra caralho e você quer que ela administre um bordel?” O Bjorn solta fumaça pelas orelhas.
“Cara.” O Tor sorri. “Você esqueceu que ela quem montou toda a parada? E que duas das que mais davam lucro eram as madrinhas de casamento dela?”
“Aí, filhos da puta.” Eu levanto a mão. “Tem mais alguma coisa? Porque eu tenho uma buceta disposta na minha cama, um pau que está ficando duro de ouvir vocês falarem sobre acompanhantes e uma dor de cabeça infernal que só piora com essa porra de papo chato de vocês.”
“Você ter buceta na cama e estar de pau duro não é exatamente uma novidade, Vik.” O Tor me mostra o dedo do meio. “Você está no comando do Venus Riders Studios, babaca. Algumas das garotas trabalham nos dois negócios e, da última vez que eu chequei, o Daniel também cuida da contabilidade de lá.”
“Eu vou falar com a Ava.” Eu esvazio a minha xícara.
Eu não estou de sacanagem quando digo que estou de pau duro. E o Tor não está brincando quando diz que eu sou um babaca mimado quando se trata de buceta. Eu pego todas elas, e todas elas me querem.
Não conseguem se cansar de mim.
“Thing encerrado,” o Tor declara, e eu suspiro de alívio.
Antes de ir embora, eu me aproximo do Daniel. Eu gosto desse velho filho da puta; ele é como o pai que perdi cedo na vida. Ele geralmente é tranquilo e de boa, embora os boatos digam que ele já matou alguns inimigos do motoclube antigamente.
Ele é o último da geração anterior que ainda está no jogo. A maioria se aposentou, pilotando por diversão, aproveitando os frutos do próprio trabalho. Aqueles poucos que ainda estão vivos, quer dizer.
O Daniel nunca teve uma família ou uma Valquíria, então ele tem apenas o clube.
“Daniel.” Eu paro na frente dele. “Precisa de alguma ajuda? Quer que eu vá junto?”
“Não, cara. Isso é algo que eu tenho que fazer sozinho. Eu entrei em contato com os Hammers no Arizona e eles estão me esperando.”
“Se cuida, irmão.”
“Pode deixar, irmão.”
Eu vou para o meu quarto e encontro a minha cama vazia, mas consigo ouvir a água correndo no banheiro. Eu aprecio a limpeza. Eu me jogo na cama e coloco o braço sobre os olhos para aliviar a pressão.
A água para e eu escuto passos se aproximando. Eu não olho para ela, mas meu corpo reage à proximidade dela. Meu tesão é palpável só de sentir que ela está perto.
A cama range sob o peso dela, e seu cabelo cai sobre o meu peito enquanto ela se inclina sobre mim. Se ela está esperando algum afeto, ela está sem sorte.
“Cai de boca, bebê,” eu ordeno, segurando o meu pau.
Momentos depois, um par de lábios me envolve e eu gemo de prazer. Talvez eu devesse perguntar o nome dessa daqui. Ela tem talento para isso, e isso vale alguma coisa.
Eu afundo mais na cama enquanto recebo o tratamento real, com ela tentando colocar todo o meu pau na boca dela. Um leve sorriso cruza o meu rosto. Eu amo a porra da minha vida!

















































