
Prometida ao Rei
Author
Reads
482K
Chapters
33
Capítulo 1
“Esta história é uma nova versão de The Lycan’s Queen. Ela foi criada com a permissão da autora.”
***
IZA
Depois da Grande Guerra, os Novos Reais assumiram o controle de uma terra destruída.
Divididos em dois clãs vitoriosos chamados de Ouro e Prata, eles se complementavam perfeitamente e dividiam a terra entre vários domínios.
O Ouro governava todo o Reino, mas a Prata podia controlar seus próprios domínios desde que dobrasse o joelho.
Para garantir que a Grande Guerra nunca mais acontecesse, o noivado foi ordenado.
Ao nascer, cada criança dos Novos Reais devia ser marcada com um símbolo único. Em todo o Reino, por todos os domínios, apenas um outro membro da Realeza seria marcado com o mesmo símbolo. Essa pessoa seria seu prometido.
Aquela pessoa que eles amariam e cuidariam acima de todas as outras, sua outra metade por toda a eternidade.
Se tornaria a missão de vida de cada membro da Realeza buscar seu prometido desde o dia em que completassem dezoito anos até o dia em que finalmente se abraçassem.
A maioria dos Novos Reais encontra sua outra metade dentro de seus próprios domínios. Para muitos rapazes, isso acontece no exato dia em que atingem a maioridade e revelam sua Marca Real para o mundo.
Mas alguns homens levam anos de desgosto e tristeza, buscando pela Terra sua outra metade.
Mas cada jovem Príncipe sabe que vale a pena toda a dor para encontrar a sua Princesa.
Pois quando ele a encontra. Ah, Deuses, quando ele a encontra...~
No espaço de um único olhar, o universo dele se reorganiza.
E lá está ela, no centro de tudo. Seu sol. Sua lua. Seu certo. Seu errado. A pessoa pela qual ele viverá e a pessoa pela qual ele morrerá também.
Nenhuma paixão é maior.
Nenhuma conexão é mais forte.
Nenhum êxtase é mais avassalador.
Como eu sei disso, você pergunta?
Porque, contra todas as probabilidades, meu Príncipe me encontrou.
E ele me fez sua rainha.
***
Os membros dos Novos Reais sabiam que fofocas se espalhavam como fogo em pólvora, e os sussurros corriam pelos canais incessantemente.
Algumas notícias eram mais valiosas que outras. Notícias sobre o rei estavam acima de tudo.
Narcissus Andrei Stone.
Com a reputação do diabo e o rosto de um deus, era difícil não ficar intrigada.
Eu tinha ouvido rumores de que o Rei Andrei frequentemente entrava em ataques de fúria terríveis e precisava ser contido por seus guardas.
Outro boato dizia que ele odiava fotos. Eu só tinha visto três — uma de quando ele nasceu, outra de quando seus irmãos nasceram, e a última de quando ele assumiu o trono no ano passado.
“Iza”, Siya sussurrou do outro lado da mesa da biblioteca, com o celular na mão. “Você já ouviu a última fofoca?”
Siya era a prometida do meu irmão Ari. Assim como eu, ela era estudante na faculdade do nosso domínio. Mesmo sendo um domínio de Prata, ainda tínhamos algumas das melhores escolas da Terra.
A garota sentada ao lado dela pediu que fizéssemos silêncio.
As provas finais estavam chegando. Eu estava estudando para ser médica, algo que sempre quis fazer. Infelizmente, isso significava que eu passava horas incansáveis na biblioteca, com os olhos grudados nos meus livros.
Por causa da cor da minha pele e dos estereótipos, eu costumava ser zoada quando dizia que queria ser médica.
Todo mundo achava que era a carreira perfeita para mim, já que eu era indiana. Aparentemente, todos nós éramos médicos, advogados ou contadores. Isso costumava me incomodar, mas agora eu aceitava.
Siya revirou os olhos para a garota e então sussurrou para mim: “Banheiro, agora!”
“Desculpe”, eu articulei sem som para a garota irritada que estudava, enquanto me levantava para seguir Siya, mas ela nem levantou o olhar do livro para a minha direção.
No banheiro, eu me sentei na pia. “O que foi agora, Siya?”
Ela sorriu maliciosamente.
“Desembucha”, eu exigi, agora realmente curiosa.
“Aparentemente”, ela disse, “o rei está enlouquecendo porque ainda não viu a marca de sua prometida. Ele tem procurado entre os de Ouro e de Prata por anos, mas não consegue encontrá-la. Dizem que ele se trancou em sua torre e se recusa a sair.”
“Isso soa terrível”, respondi. “Mas dificilmente é uma notícia urgente...”
“Espera”, ela interrompeu. “Eu ainda nem cheguei na melhor parte. O conselho dele está insistindo para que ele encontre uma prometida até o final do Baile Real. O Baile Real para o qual recebemos convites esta manhã.”
Esta manhã eu tinha sido acordada pelos meus pais me sacudindo freneticamente com o convite na mão.
Eu tinha perdido o último baile porque estava doente com gripe. Todos, menos eu, puderam dançar a noite toda e conhecer os outros domínios e o próprio rei. Minha melhor amiga, Alessia Mills, tinha até encontrado seu prometido. E um Ouro, ainda por cima. Eles eram inseparáveis desde então.
Agora eu tinha uma segunda chance.
“Como se fosse ser eu”, eu bufei.
“Iza Singh, não se atreva a se colocar para baixo assim. Poderia ser você.”
“Aham, sei.” Eu pulei da pia, pronta para sair. “Vou voltar a estudar.”
Siya me parou. “Espera. Tem mais uma notícia que pode ser do seu interesse.”
Eu congelei onde estava.
“Notícias sobre um certo Mão do Conselheiro voltando do internato.”
Meus músculos ficaram tensos.
“Dizem por aí que o diretor deles os dispensou mais cedo”, Siya continuou. “Resumindo, Coleman Cress está voltando para casa esta tarde.”
Meu coração começou a acelerar de expectativa.
Eu não ouvia aquele nome há quase quatro anos.
Eu ainda me lembrava do dia em que ele foi embora. Os lindos olhos azuis de Coleman perfuraram os meus, e ele me disse para esperar por ele. Eu tinha apenas quinze anos na época, mas eu sabia que esperaria.
Afinal, eu era completamente apaixonada por Coleman. Ele foi o meu primeiro beijo. Eu ainda conseguia lembrar da sensação dos lábios dele contra os meus.
A maioria de nós, sortudos o suficiente por nascer na Nova Realeza, encontrava nossos prometidos aos dezoito anos. Até lá, usávamos roupas para esconder nossas Marcas Reais. O Conselho Real sempre achou que as crianças se distrairiam se encontrassem seus prometidos antes de atingirem a maioridade.
Mas no nosso aniversário de dezoito anos, quando os jovens da realeza finalmente revelavam suas Marcas... Ah, eu mal podia esperar por isso.
Eu tinha certeza de que Coleman também tinha a linda Árvore de Carvalho dourada que eu tinha, tatuada na lateral de seu pescoço. Mas ele tinha ido para o internato antes de completar dezoito anos. Então eu nunca tive a chance de ver por mim mesma.
De repente, a gravidade do momento me ocorreu.
Coleman Cress, o lindo Mão do Conselheiro que havia roubado meu coração, estava voltando para casa.
Hoje.
***
Por sorte, o campus ficava perto do castelo do nosso domínio, onde o Conselheiro Real e seu Mão moravam com suas famílias. O Conselheiro Real era como o líder do nosso domínio, e seu Mão era seu segundo em comando, então era muito importante que morassem perto um do outro.
No momento em que cheguei lá, o carro deles estava encostando.
Respire fundo, Iza, pensei. Você consegue. Está tudo bem.
Siya não soltou minha mão em nenhum momento enquanto percorríamos a curta distância até os carros. Meu coração estava batendo tão rápido — eu só queria ver Coleman.
Eu estava me sentindo muito nervosa enquanto nos aproximávamos.
Minhas preces estavam prestes a ser atendidas? Meu prometido finalmente estava aqui?
Meus sonhos estavam se tornando realidade. Coleman sairia daquele carro e saberia que éramos prometidos. Quando ouvi a porta do carro abrir, todos os meus sentidos ficaram aguçados.
Primeiro, nosso Conselheiro Real, Andrew Lorde, saiu. Ele não tinha mudado nada — bem, exceto por ter ficado mais musculoso.
Seus olhos verdes brilhavam com malícia e felicidade.
Sim, o bom e velho Andrew.
Ele tirou um pouco do cabelo loiro do rosto antes de abraçar os pais e o irmão mais novo. Observei enquanto ele cumprimentava a todos antes de parar ao meu lado.
Eu tinha sorte de nosso novo Conselheiro Real querer ser meu amigo. Durante a escola, Andrew sempre esteve lá por mim. Isso não tinha mudado em nada quando o pai dele o indicou como líder do nosso domínio.
Eu o considerava um dos meus melhores amigos, junto com Alessia.
Um sorriso contagioso floresceu em seu rosto, e me peguei sorrindo também. Quando dei por mim, Andrew havia me pegado no colo e me girado. Os adultos riram.
“Iza! Ah, como eu senti sua falta! Você mudou bastante. Puberdade, hein?” Andrew brincou.
Eu revirei os olhos e o abracei. “É bom te ver também, Andrew. Você não mudou nada. Não se preocupe, às vezes as pessoas demoram a desabrochar”, eu brinquei, arrancando mais uma risada dos pais de Andrew.
Andrew sorriu e me abraçou novamente. “Eu realmente senti sua falta, Bobinha.”
Eu sorri com o apelido que Andrew me deu. Ele não tinha esquecido. “Também senti sua falta.”
Ao ouvir a porta do outro carro se abrir, olhei por cima do ombro de Andrew e vi uma figura familiar surgir. Ele estava de costas para mim, então não sabia que eu estava ali atrás.
Eu queria ver os olhos azuis dele cheios de amor e adoração por mim. E eu queria ver aquela linda Árvore de Carvalho em seu pescoço.
Andrew saiu do caminho e parou ao meu lado, o que eu achei um pouco estranho.
Certamente Andrew já deveria ter ido cumprimentar os outros?
Talvez ele quisesse ver o momento em que Coleman e eu nos reconheceríamos como prometidos.
Observei o cabelo castanho-claro de Coleman esvoaçar ao vento. Ele ainda estava de costas para mim. Eu só queria que ele se virasse.
Prendi a respiração, esperando pelo momento em que ele perceberia que eu era dele.
Por favor, vire-se.
O que ele estava esperando?










































