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O Alfa Destinado

Lua Branca

Dez anos depois

ADARA

Eu estava sentada no refeitório, mexendo sem vontade no meu café da manhã enquanto observava os membros da Matilha entrando.
“Bom dia, querida” minha mãe, Luna Kendra, sorriu ao se aproximar de mim.
“Oi, mãe” eu disse baixinho.
Ela sentou ao meu lado e me lançou um olhar questionador. “Você está bem?”
Dei de ombros. “Só me sentindo meio estranha hoje.”
Aquilo era mentira. Eu sabia o que estava errado. Estava entediada. Muito entediada. Tinha vinte anos e estava cansada de fazer a mesma coisa todo santo dia.
Estava quase terminando meu treinamento como enfermeira e faltavam três meses para eu completar vinte e um anos — a idade em que finalmente encontraria meu companheiro.
“Bem, então por que você não tira um dia para você? Vai correr um pouco” minha mãe disse.
As orelhas da minha loba se levantaram. Uma corrida?!
Se acalma... Vamos correr mais tarde pensei comigo mesma enquanto sorria para minha mãe.
“Talvez. Acho que agora vou só me deitar um pouco” eu disse para minha mãe antes de me levantar da mesa.
Subi as escadas até meu quarto no apartamento do Alfa. Quando me deitei na cama, senti meu irmão tentando invadir minha mente.
O QUÊ?!
Nossa, não precisa ficar brava! Só queria saber se você viu o pai? Não consigo encontrá-lo em lugar nenhum meu irmão Austin gritou na minha mente.
Não sei, Austin. Você olhou no escritório dele?
Sim ele disse todo animado.
Bem, então acho que você dançou eu disse, antes de bloqueá-lo novamente. Fechei os olhos e tentei dormir.
O sono não veio. Minha mente estava cheia de pensamentos sobre o futuro. Virei de lado me sentindo irritada e soltei um suspiro antes de fechar os olhos novamente e tentar deixar o sono me levar.
Sem sucesso.
Desisti e decidi que talvez devesse ir correr como a mãe tinha sugerido, antes do meu turno na clínica. Como ainda não tinha terminado a escola, eu só trabalhava algumas horas por dia com o médico da Matilha.
Peguei roupas confortáveis antes de sair pelos fundos da casa da matilha e virar para oeste em direção à floresta.
Quando cheguei na linha das árvores, me transformei, minha loba ruiva combinando com a cor do meu próprio cabelo.
Eu era menor que meu irmão, mas muito maior que a maioria das fêmeas por causa da minha família Alfa. Minha loba era forte e rápida e ela gostava de correr livre.
Corremos rápido pela mata, nos movendo entre rochas e árvores e passando por cima delas.
Estamos inquietas porque tem muita coisa que vai mudar em breve minha loba disse enquanto corríamos.
Eu sei. Estou mais é nervosa. E se ele for mau ou transar com um monte de mulheres como meu irmão? respondi.
Eu amava meu irmão, mas ele transava com muitas mulheres e podia ser irritante às vezes.
Minha loba fez um som raivoso. Bom, se ele for mau, vamos arrancar as partes de homem dele e dar para ele comer. E se ele transar com um monte de mulheres então... Bem, acho que nos dois casos vamos arrancar as partes de homem dele
Eu ri ao imaginar minha loba enlouquecendo em cima de algum cara porque ele não nos tratava tão bem quanto ela queria.
Eu te protejo, querida minha loba disse com um sorriso.
Continuamos correndo entre as árvores, correndo rápido até chegarmos ao riacho na fronteira oeste.
Tomei um pouco de água e descansei debaixo de uma árvore por um tempo antes de voltar para casa, sabendo que se ficasse fora até muito tarde teria problemas.
“Teve uma boa corrida?” meu pai, Alfa Mason, perguntou ao me ver entrar pela porta dos fundos. Eu estava enlameada, com as bochechas vermelhas e respirando com dificuldade enquanto me recuperava da longa corrida.
“Tive, na verdade” eu disse com um sorriso. “Parece que foi exatamente o que eu precisava.”
“Ótimo” ele disse com uma piscadela antes de voltar para o escritório.
Tomei banho, me troquei e fui trabalhar. Entrei pela porta com meu scrub roxo e sorri para a recepcionista. “Oi, Frankie.”
“Oi Adara! Como você está esta manhã?” a mulher idosa perguntou com um sorriso.
“Estou bem. Como está o George?” perguntei.
“Ah, ele está bem. Esperando se aposentar logo da oficina. Acho que ele está ficando velho” ela disse baixinho de forma brincalhona, como se eles terem quase setenta e cinco anos fosse um segredo.
“O Dr. Adams está ocupado?” perguntei enquanto caminhava para os fundos.
“Não, pode entrar, querida” ela disse com um aceno.
Pisquei para ela antes de ir até o escritório do Dr. Adams. Bati na porta antes de entrar. “Oi tio Rick, trouxe muffins.”
Rick se virou na cadeira com um sorriso. “De maçã com farofa?”
Dei um pequeno sorriso. “Existe outro tipo?”
Ele me chamou para dentro, pegando o saco de muffins quentinhos de mim e dando uma mordida em um. “Mmmm... A Chelsea faz os melhores muffins.”
Eu ri. “Ela é sua companheira... Você não poderia simplesmente pegar alguns em casa?”
Ele deu de ombros. “Ela fez depois que eu saí e eles são melhores quentinhos mesmo.”
Balancei a cabeça antes de olhar a agenda. “Precisa que eu prepare a sala de exames?”
Ele assentiu com a cabeça. “Por favor. Os gêmeos Jenkins vão vir logo e eles sempre aprontam alguma.”
Balancei a cabeça com um sorriso antes de ir até a sala de exames e preparar tudo. Ele era irmão da minha mãe e uma das minhas pessoas favoritas, sem dúvida.
De repente senti a conexão mental da Matilha enlouquecendo. Me concentrei na voz mais alta, gritando comandos. Não consegui ouvir muito, só gritos e ameaças. Então ficou em silêncio.
Entrei no escritório do tio Rick. “Você ouviu...”
“Sim, ouvi. O que foi aquilo?” ele perguntou.
“Não sei... Isso foi estranho” dei de ombros.
Voltei ao meu trabalho, sem saber o que tinha acabado de acontecer a alguns quilômetros de onde eu estava.
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