
Rainha Quebrada: O Final
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Folga
ARIEL
“Parece que eu fiz uma grande merda.”
Tomo um susto ao entrar no nosso quarto, piscando rápido ao ver Alex já parado ali. Minha testa se franze em confusão. “O quê?”
Na verdade, fui eu quem tinha feito merda. Meu coração ainda dói por causa do que cuspi nele com raiva, mas meu companheiro me olha como se tivesse cometido um crime.
“Me desculpe por não ter te contado sobre poder delegar.” Alex estende a mão para mim, segurando meu rosto enquanto tudo faz sentido na minha cabeça.
“Não peça desculpas por isso!” Minha ordem é recebida com um meio sorriso.
“Nunca nem me ocorreu te contar—”
“Alex.”
“E deveria! Claro que você tentaria assumir tudo sozinha e nunca nem consideraria—”
“Alex!” tento de novo, colocando minha mão sobre a boca dele quando ele continua seu falatório. Não consigo evitar a risadinha que escapa, e os lábios dele tremem sob a minha mão.
“Está tudo bem. Agora eu sei.” Embora eu duvidasse que ele ficaria muito empolgado com o fato de eu estar animada apenas porque agora eu poderia passar um pouco da minha papelada e me envolver mais com os guerreiros. Tenho certeza de que ele esperava que eu focasse mais nos meus deveres de luna e deixasse de lado algumas das obrigações de guerreira, mas eu simplesmente não tenho vocação para isso.
Alex esperou até eu abaixar a mão para se aproximar e pressionar docemente seus lábios nos meus, segurando meus quadris.
“Amanhã é o churrasco.” Traço os padrões da sua camisa enquanto falo, sorrindo com o seu suspiro pesado. “Obviamente, não podemos pular o fim de semana de acasalamento... mas talvez pudéssemos tratar isso como um encontro, em vez de uma obrigação?”
Todos os outros fariam o mesmo. Se Helena e Dom estivessem falando sério sobre nos dar um fim de semana de férias, eles o administrariam de qualquer maneira.
“Nós teremos que fazer os nossos deveres como rei e rainha”, Alex disse, mas sua expressão ficou pensativa.
“Talvez a gente pudesse apenas pausar o nosso encontro para esses momentos?” Era melhor do que correr de um lado para o outro gerenciando tudo — não nos vendo até a noite acabar e cairmos na cama exaustos.
“Isso pode funcionar”, ele concorda facilmente, e eu me arrepio quando os dedos dele roçam a minha pele nua na bainha da minha blusa.
“Tem certeza de que você não está concordando só para me fazer feliz?” Levanto uma sobrancelha, e sua expressão se torna de menino, um sorriso de lado curvando seus lábios.
“Ora, quando eu já fiz isso, minha querida companheira?”
Dando um empurrão nele, eu rio, balançando a cabeça.
“Não prevejo que isso seja um problema”, ele explica. “Dom e Helena já se encarregaram de fazer nosso trabalho, então tenho certeza de que eles ficariam felizes em manter o fim de semana de acasalamento funcionando em nosso nome.”
Ele me puxa para mais perto, nos colando e segurando meu olhar.
“Além disso, acho que te devo dessa vez, considerando o desastre que foi o último para nós.”
“Realmente ainda não havia um nós—”
Alex pressiona um dedo nos meus lábios para me interromper, e eu dou uma mordidinha na ponta, semicerrando os olhos.
“Havia, sim. Só não estávamos reconhecendo isso ainda. Deveria ter sido para nós, mas eu fiz merda naquilo também.”
Eu balancei a cabeça, mas não o interrompi.
“Então, dessa vez, nós vamos fazer do jeito certo.”
“Nunca fizemos do jeito errado”, eu rebati enquanto ele pegava minha mão e me guiava em direção ao banheiro, onde fiquei surpresa ao ver uma banheira cheia, quase transbordando de espuma.
“Esta noite, vamos ter uma noite gostosa e relaxante e, a partir de amanhã, vamos participar do fim de semana de acasalamento.”
***
ALEX
Ariel está quase vibrando ao meu lado em seu vestido de verão. Como isso era um churrasco e não o baile, nós optamos por nos vestir mais casualmente — embora ela continuasse maravilhosa enquanto conversava com Helena sobre o itinerário para o fim de semana.
“Vai! Vá se divertir com todo mundo!” A outra mulher finalmente insiste abanando as mãos, sorrindo quando Ariel geme baixinho.
“Mas—”
“Nada de mas! Pare de se preocupar e vá se divertir com seu companheiro! Dom e eu cuidamos disso.” O polegar para cima de Helena não parece acalmar Ariel, mas encaro isso como minha deixa para puxá-la gentilmente.
“Estamos em um encontro, minha rainha”, eu brinco. “Você delegou o trabalho, então deixe eles fazerem.”
“Parece errado”, ela reclama, e não consigo evitar de dar uma risadinha.
“Parece mesmo, não é?”
“Ainda bem que concordamos, então vamos—”
“Não! Nada de trabalho hoje!” Eu solto uma gargalhada quando ela se vira para lançar a Helena um olhar quase nostálgico, enquanto a mulher conversa com os guerreiros que deveriam ser a segurança do evento. Dom está ao lado dela, parecendo o típico companheiro protetor enquanto fuzila todos eles com o olhar.
“Vamos, vamos encontrar nossos amigos e pegar um prato.”
Ariel não protesta enquanto a conduzo pelo local em direção às mesas já carregadas de comida.
“Estou surpresa que ninguém esteja fazendo alarde por estarmos aqui”, ela admite, e eu dou de ombros.
“Provavelmente estariam se deixássemos os repórteres entrarem, mas fomos rigorosos quanto a isso este ano. A menos que esteja participando, todos são barrados de entrar nos locais. É por isso que montamos essas tendas ao redor do parque.” Eu gesticulo, e os olhos dela seguem o movimento, a compreensão cruzando seu rosto antes que um sorriso presunçoso se instale ali. As enormes tendas brancas estão bloqueando tudo o que as árvores e os arbustos não tapam, tornando quase impossível tirar uma boa foto pelo lado de fora.
“Ah, isso é inteligente.”
Fico orgulhoso com as palavras dela — já que a ideia foi minha, embora minha mãe tivesse reclamado da falta de imprensa — e ela me dá um empurrão, balançando a cabeça.
“Quantas pessoas vão participar?”, ela se pergunta em voz alta enquanto enchemos nossos pratos, e eu pego uma das toalhas de piquenique de cortesia, colocando-a debaixo do braço.
“Tenho certeza de que Dom está com a lista, mas deveríamos estar relaxando, minha rainha.”
Ariel suspira teatralmente.
“Entendido, meu rei.”
Solto uma risada enquanto observamos a vegetação e avistamos um lugar sombreado bem na beira do parque. Caminhamos até lá, e eu arrumo nosso lugar, estendendo a toalha e gesticulando para ela se sentar.
“Ah, esquecemos das bebidas.” Ela franze a testa, e eu me viro, avistando um dos coolers ali perto.
“Vou pegar alguma coisa para nós.”
“Só água está bom para mim.”
Eu aceno com a cabeça e me afasto, com a intenção de pegar duas garrafas de água, quando um clarão chama minha atenção. Ao me virar, vejo um repórter solitário, tendo se espremido entre duas das tendas brancas com uma câmera na mão. Antes que eu possa perder a paciência, uma mão bate com firmeza em meu ombro.
“Pode deixar comigo”, Dom promete antes de passar por mim, e o rosto do repórter empalidece ao perceber que foi pego. Eu me forço a voltar para Ariel, lutando contra o instinto de intervir no problema. A expressão presunçosa da minha companheira me avisa que ela me pegou, e eu me deixo cair ao lado dela bufando.
“Nada de trabalho hoje”, ela provoca, jogando minhas próprias palavras contra mim, e eu gemo.
“Eu sei, eu sei!”
Ariel dá uma risadinha, pegando sua água de mim com um sorriso radiante.
Não consigo evitar de rir quando vejo Dom repreendendo o homem a alguns metros de distância.
“Eu estava me perguntando onde vocês dois estavam.”
Me viro ao ouvir a voz, tentando reconhecê-la, e então sorrio.











































