
Segredos de Amante Livro 3: O Que É Meu
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Capítulo 1
Book 3: What Is Mine
“Coitada. Eles realmente deixaram você na mão, não é?”
Sentei no bar e soltei um suspiro exausto. Mexendo minha bebida, olhei para a barwoman. O nome dela era Angela, e embora tivéssemos nos conhecido há apenas uma hora, nós duas começamos uma conversa longa e amigável.
As luzes de neon da boate jogavam muitas cores em seu cabelo loiro descolorido. Seu rosto bonito parecia tão preocupado quanto a sua voz. Não que eu a culpasse.
Qualquer pessoa com um pouco de compaixão teria ficado preocupada depois de ouvir minha história. “Não é como se eu não estivesse esperando por isso. Depois que você dedura um deles, nenhum vai te contratar”, reclamei.
Angela balançou a cabeça. “Uau, esses empresários de Manhattan são mais cruéis do que eu pensava; e olha que eu achava que as gangues do Brooklyn eram ruins.”
“Os engravatados são cem vezes piores.” Terminei o último gole da minha bebida e empurrei o copo para ela com o dinheiro que eu devia. “Acho que já deu para mim. Eu não posso mais pagar por isso, de qualquer jeito.”
Angela pegou meu copo com relutância. “Tem certeza de que vai ficar bem? Eu poderia ajudar a encontrar um lugar para você dormir por um tempo. Seria muito mais seguro do que dormir em um banco de praça.”
“Não se preocupe com isso. Não é como se algumas noites lá fora fossem me machucar. Além disso, meu pai pode incomodar as pessoas com quem eu ficar se ele descobrir. Então, vou ficar na minha por um tempo até resolver as coisas.”
“Acho que sim.”
Era óbvio que ela não estava convencida, mas ela deixou para lá. Ela sabia que eu já tinha tomado minha decisão sobre isso. Além do mais, ela podia até ter as melhores intenções, mas se me colocasse com a pessoa errada, isso poderia significar ainda mais problemas para mim.
Eu tinha apenas vinte anos e poderia acabar sendo um alvo fácil para um pervertido se não tomasse cuidado. Fiz o meu melhor para empurrar tudo isso para o fundo da minha mente enquanto ia para o banheiro. Que merda.
Eu só tinha que falar sobre todos os meus problemas quando tudo o que eu queria era esquecer por algumas horas. Como muitos jovens profissionais, eu tinha vindo para Manhattan pronta para começar uma carreira de sucesso. Não era como se eu não tivesse o histórico para fazer isso também.
Meu pai era um consultor financeiro e investidor de sucesso, e minha mãe administrava uma grande imobiliária. Desde que eu era uma garotinha, eles trabalharam duro para me preparar para seguir os passos deles. E por trabalhar duro, quero dizer me pressionar para ser excelente em tudo o que eu fazia.
Não posso dizer que fui tão feliz crescendo, mesmo que minha vida estivesse cheia de todos os confortos que alguém poderia querer. Meus pais me deram muito, mas também exigiam perfeição em troca.
Tirou noventa e dois na sua prova? Não é bom o bastante. Você precisa de cem!
Ficou apenas em segundo lugar no ranking da sua turma? Você precisa estudar mais!
Nada do que eu fazia era bom o suficiente, e isso me deixou bastante cínica na época em que me formei no ensino médio. Eu não tinha amigos e, embora odiasse isso, sempre senti que era melhor ceder às exigências dos meus pais e ser a melhor.
Foi isso que me levou a este ponto da minha vida. Meu pai me ajudou a conseguir um emprego como contadora em uma das grandes empresas financeiras de Manhattan logo após a formatura. Era um ótimo trabalho, e eu era boa no que fazia.
Mas isso também levou à minha ruína. Depois de notar muitas inconsistências nos números, vi que muito dinheiro estava sendo desviado pelos meus chefes. Minha consciência não me permitiu deixar para lá, e acabei denunciando tudo para as autoridades.
Não demorou muito para que eles fossem presos e a empresa fosse fechada. Eu rapidamente percebi que minhas ações tinham consequências depois disso. Apesar das minhas credenciais, nenhuma das outras empresas me queria, sempre encontrando motivos idiotas para me ignorar.
Não demorou muito para eu entender que tinha sido colocada em uma lista negra pelo que fiz, mesmo que tivesse sido a coisa certa a se fazer. Foi isso que me trouxe aqui, parada em frente a um espelho no banheiro de uma boate e me perguntando o que fazer.
Meus olhos verdes refletiam a confusão dentro de mim enquanto eu escovava meu longo cabelo castanho-escuro. Não consegui dar um sorriso enquanto guardava a escova de volta na bolsa e ajeitava minha blusa preta.
O que diabos eu estava fazendo? Eu deveria estar em pânico agora que tinha perdido meu apartamento. No entanto, aqui estava eu, em uma boate gastando o pouco dinheiro que me restava em um esforço inútil de ignorar todos os meus problemas.
Droga, que patético. Fiz o meu melhor para engolir o choro, respirando fundo para me acalmar antes de sair do banheiro. A música alta e a conversa me receberam quando saí, e eu me infiltrei pela multidão, procurando um lugar para ficar por mais um tempo.
Acabei entrando em uma das salas menores ao lado, onde havia um segundo bar junto com sofás e mesas. Não havia tantas pessoas lá, tornando o lugar muito mais convidativo.
Acabei indo para um dos sofás escuros perto do outro lado da sala, longe de todos os outros, onde me sentei e encostei as costas na almofada. Minha frustração só crescia enquanto eu estava sentada ali.
Eu gostaria de ter dinheiro suficiente para encher a cara e esquecer de tudo isso, mas eu já estava totalmente dura. Talvez eu devesse sair daqui. Qualquer coisa deve ser melhor do que ficar aqui remoendo as coisas.
“Este lugar está ocupado?”
Eu fiquei tensa quando ouvi a voz repentina. Eu estava tão focada em meus pensamentos que nem tinha percebido que alguém tinha se aproximado de mim.
Meus olhos se arregalaram quando olhei para cima. O cara parado na minha frente era a definição de maravilhoso. Ele era muito alto, com cabelos escuros caindo ao redor de seu rosto bonito e uma barba curta combinando.
Os olhos dele eram do tom de azul mais vibrante que eu já tinha visto. Ele estava bem vestido, mas de forma casual, com calça preta e uma camisa escura que definia perfeitamente seu peito forte e ombros largos.
Ele me deu um sorriso de tirar o fôlego enquanto esperava pacientemente pela minha resposta. “Hum, não! Por favor, fique à vontade”, consegui responder, dando um tapinha na almofada.
O cara riu suavemente enquanto se sentava ao meu lado. “Desculpe se te peguei de surpresa. Você parecia estar com a cabeça a um milhão de quilômetros daqui.”
“Pode-se dizer que sim. Tenho pensado em muitas coisas ultimamente”, admiti.
“Eu entendo. Eu mesmo já passei por isso.” O cara se recostou comigo. “A propósito, eu sou o Max.”
“Eu sou a Christa. Prazer em conhecê-lo”, respondi, conseguindo retribuir o sorriso dele. Isso não era tão ruim. Pelo menos ele parecia ser alguém legal para conversar.
“Christa, é? Faz tempo que não ouço esse nome”, Max comentou. “Você é nova por aqui? Não me lembro de ter te visto antes, e tenho certeza de que me lembraria de um rosto lindo como o seu.”
Um pouco paquerador, pensei, mas acho que tudo bem.
“Eu não costumo vir a boates, mas achei que me ajudaria a escapar por um tempo. Estou com um pouco de azar e não tenho certeza de qual será o meu próximo passo”, admiti.
“Não há nada de errado nisso. Eu sei o quão dura a vida pode ser, especialmente aqui. Esta cidade é como um abutre às vezes. Ela vai te comer vivo se você não tomar cuidado.”
“Sem brincadeira.” Decidi mudar de assunto. “E você? Você parece ter uma vida muito boa, ou está apenas arrumado para a noite?”
Max riu. “De forma alguma. Eu sou exigente com a minha aparência, e para responder à sua outra pergunta, sim, eu encontrei muito sucesso nesta cidade. Mas também não sou o tipo que gosta de se gabar dessas coisas. Estou muito mais interessado em você.”
Era a minha vez de flertar. “Fico feliz em saber que eu te interesso.”
“E como interessa.” Max se recostou. “Então, há quanto tempo você mora nesta cidade? Você cresceu aqui?”
“Não. Eu cresci em East Hampton.”
“East Hampton, é? Você deve vir de uma família bem rica.”
“Meus pais são, mas não nos damos muito bem. Eles podem ser muito insistentes sobre muitas coisas.”
“Sério?” Max pareceu ainda mais interessado. “Se não se importa que eu pergunte, quem são seus pais? Eu talvez os conheça dos círculos sociais da alta sociedade.”
“Matthew e Elaine Spencer”, respondi.
“Ah, sim, os Spencers. Eu os conheço muito bem. Trabalhei com Matt em alguns investimentos, e Elaine me mostrou várias coberturas há cerca de quatro anos”, Max me disse.
Esse cara devia ser podre de rico se estava olhando as coberturas que minha mãe mostrava. Não que eu estivesse tão surpresa. Ele também podia ter nascido em berço de ouro e feito bom uso disso.
“Lembro de ir com ela a algumas dessas. Elas eram lindas.”
“Sim, com certeza são”, Max concordou. “Mas elas ficam solitárias também. Eu sempre morei sozinho, então eu sinto isso às vezes, especialmente à noite. É em parte por isso que gosto de sair e ver no que posso me meter, embora eu não seja do tipo de cara que vem a boates como esta.”
“Eu também não, mas esta aqui não é tão ruim”, concordei, virando-me de lado para me apoiar no sofá e encará-lo.
Ele fez o mesmo, aquele sorriso amigável ainda no rosto.
“Não, de forma alguma, e eu encontrei uma boa companhia aqui. Você não se importa de ficar comigo por um tempo, se importa?”
“Não. Acredite em mim, eu tenho todo o tempo do mundo.”
Acabamos passando as duas horas seguintes conversando e tomando algumas bebidas, que Max se ofereceu para pagar. Claro, as coisas não duram para sempre, e por volta da uma da manhã, nós dois nos levantamos e saímos juntos.
O ar lá fora estava mais frio do que quando eu tinha entrado, e cada respiração nossa saía como fumaça. Parei para encará-lo depois de nos afastarmos alguns metros das portas da boate.
“Foi legal passar um tempo com você. Eu queria que pudéssemos fazer isso por mais tempo.”
“Por que não? Você sempre pode vir para a minha cobertura comigo”, ele sugeriu.
Embora pudesse não ser uma boa ideia ir para casa com um cara que eu conhecia havia apenas duas horas, eu realmente não me importava. O que mais eu tinha a perder? Meu orgulho estava em pedaços e eu não tinha nada em meu nome além de algumas roupas, uma escova de cabelo e um pouco de maquiagem na bolsa. Perder minha dignidade seria apenas colocar o último prego no caixão.
“Claro. Por que não? Eu topo um pouco de diversão também, se você quiser”, respondi.
“Hmm, acho que vamos ver aonde as coisas vão dar então”, Max respondeu, me dando uma piscada paqueradora.
Nossa caminhada até a casa de Max foi de apenas alguns quarteirões, terminando em um dos novos arranha-céus perto do rio. Olhei para o prédio enquanto nos aproximávamos, sentindo um pouco de admiração. Esses lugares eram além de exclusivos. Até minha mãe raramente tinha a oportunidade de entrar neles.
Entramos por portas giratórias de vidro, chegando a um saguão grande e bonito decorado em estilo moderno, com móveis de cores escuras e tapetes, abajures e plantas muito bem trabalhados. Eu observava tudo discretamente enquanto caminhávamos em direção aos elevadores, que ficavam do outro lado do saguão.
Max apertou o botão, e as portas apitaram quando o elevador abriu, permitindo que entrássemos. Então, ele apertou o botão para o vigésimo andar.
“Este prédio é lindo”, afirmei enquanto estávamos parados lá.
“Eu concordo, embora pareça que você nunca esteve em um como este antes. Isso me surpreende, considerando quem são seus pais”, Max respondeu.
“Eu nunca entrei em nenhum desses prédios novos. Eu já estava morando sozinha.”
“Faz sentido.” Max se encostou na barra. “Sua mãe me pareceu um pouco esnobe quando a conheci, então imagino que seria um saco acompanhá-la em uma das visitas dela, de qualquer forma.”
Isso me fez dar uma risadinha. “Eu não vou negar.”
O elevador finalmente parou, e eu segui Max pelo corredor assim que as portas se abriram. Finalmente chegamos a uma das últimas portas espalhadas pelo corredor, e ele tirou o telefone do bolso, segurando-o sobre a fechadura. A luz vermelha acima dela ficou verde quando a porta destravou.
A cobertura além daquela porta só podia ser descrita em uma palavra: incrível. Era muito aberta e espaçosa, com móveis e eletrodomésticos novinhos em folha e belas decorações de pinturas, antiguidades e plantas. O chão era todo de madeira de lei, brilhando sob as luzes embutidas no teto.
“Ai, meu Deus. É aqui que você mora?” Eu disse, incrédula, olhando ao redor.
Max riu. “Você age como se nunca tivesse morado em uma casa tão legal antes.”
“Bom, já sim, mas não como esta!” Corri até as janelas para olhar a cidade. O céu noturno estava escuro, fazendo as luzes do outro arranha-céu piscarem, e eu conseguia ver o porto escuro de lá. “Quero dizer, uau! Isso é incrível! Que vista!”
“Esse foi o maior motivo pelo qual decidi comprar esta cobertura. Eu realmente amo as vistas da cidade e do porto, e o espaço é agradável. Me dá bastante espaço para decorar e ainda me movimentar como eu quiser.”
Max parou ao meu lado, colocando a mão no meu ombro. “Você gostaria de comer ou beber alguma coisa? Eu tenho bastante coisa, e duvido que algum de nós já esteja tão cansado assim.”
“Eu tô de boa. Só estou impressionada. Com tudo o que está acontecendo agora, eu não achei que fosse chegar a ver um lugar como este”, confessei.
“Você falou daquele jeito na boate também. Estou achando que as coisas foram mais difíceis para você do que você quis falar lá”, Max adivinhou enquanto nós dois nos sentávamos juntos no sofá próximo.
Olhei para o meu colo, sem saber como responder, embora achasse que um pouco de honestidade não faria mal a ninguém.
“É, as coisas têm sido uma merda ultimamente. Essa é a única palavra que se encaixa.”
“Sério?” Max se recostou. “Você quer falar sobre isso? Parece que está pesando em você.”
“Você não faz ideia”, suspirei.
“Vim para a cidade há dois anos porque meu pai tinha me arranjado um emprego em uma das empresas financeiras. Eu trabalhava como contadora e, resumindo a história, descobri que os donos estavam desviando fundos. Foi quando cometi o erro de denunciá-los. Perdi meu emprego porque a empresa fechou, e ninguém mais quer me contratar porque eles sabem o que eu fiz.”
“Espera aí. Você está falando da Eastern Financial?” Max me perguntou.
“Sim. Essa mesma.”
Max pareceu pensativo. “Então foi você quem os pegou. Eu preciso te dizer um muito obrigado pessoal por isso. Os desgraçados quase me custaram um grande projeto porque metade dos fundos dos investidores tinha desaparecido de repente.”
“É bom saber que você está me agradecendo e que isso salvou o seu projeto de negócios, mas nenhuma das outras empresas financeiras gostou de mim por causa disso. Tentei e tentei pelos últimos três meses conseguir um emprego, e ninguém quer me contratar. Eu perdi tudo por causa do que eu fiz”, informei a ele.
Max ergueu uma sobrancelha desconfiado. “Como assim, quando você diz que nenhum deles quer te contratar?”
“Exatamente o que eu disse. Eles sabem o que eu fiz, e sempre inventam uma desculpa esfarrapada para não me contratar. Agora estou presa nesta cidade, sem casa e sem nada que eu possa chamar de meu, exceto o que estou vestindo e carregando.”
“Sinceramente. Será que eles têm tanto medo do que pode acontecer que punem aqueles que os mantêm honestos? Isso me faz pensar seriamente com quais deles vou fazer negócios a partir de agora. Tenho certeza de que eles se cagariam de medo se eu tirasse todos os meus fundos de alguns deles, e estou muito tentado a fazer isso agora só para ver acontecer.”
“Parece que você tem muito dinheiro investido neles”, observei.
“Eu gosto de pensar que conquistei o título de ser um cara importante neste mundo, embora eu tenha trabalhado duro pelo que tenho”, Max se gabou.
Ele ficou um pouco mais sério quando me encarou. “Porém, não posso dizer que me sinto confortável em ouvir que você está na rua por causa deles. Você tentou falar com os seus pais sobre voltar para casa para poder se reorganizar?”
Balancei a cabeça. “De jeito nenhum. Eles nunca me aceitariam de volta se descobrissem sobre tudo isso. Tenho certeza de que meu pai está puto comigo se ouviu falar do que eu fiz. Foi ele quem me conseguiu o emprego lá em primeiro lugar, e eu acabar assim significa que eu fracassei, o que ele odeia.”
“Um desses, é?” Max murmurou.
Levantei-me lentamente. “De qualquer forma, talvez eu devesse ir agora. É o meio da noite, e eu não deveria te manter acordado se você tiver coisas para fazer amanhã.”
Max se levantou rapidamente, segurando meu braço para me impedir de ir embora.
“Espera aí. Fui eu quem te convidou para vir aqui, então você não precisa ir embora tão rápido”, ele insistiu.
“Eu sei, mas não tenho certeza se pertenço a um lugar como este.” Lutei para encontrar as palavras certas, incapaz de encará-lo. “Quero dizer, você realmente é um cara legal, e eu gosto de conversar com você. Eu só... Eu não sei...”
Max colocou a mão sob meu queixo, forçando meu rosto para cima para olhar em meus olhos.
“Não importa o que você acha que é. Você ainda é forte... e linda.”
Eu não conseguia me mover enquanto olhava em seus olhos. Uma estranha expectativa estava crescendo dentro de mim, fazendo meu coração bater mais forte no peito.
Olhos tão lindos. Um homem tão bonito e incrível. Como eu poderia resistir a ele?
Meus olhos se fecharam, e meus lábios se pressionaram contra os dele. Nosso beijo foi suave, um pouco hesitante no início. Nós recuamos um pouco antes que ele pressionasse a boca contra a minha de novo, dessa vez com um pouco mais de firmeza.
A língua dele acariciou gentilmente meus lábios, e eu abri lentamente minha boca, permitindo que ele entrasse. Foi incrivelmente excitante sentir a língua dele acariciando a minha, e eu não consegui segurar meu gemido.
Pareceu uma eternidade antes de finalmente pararmos com esses beijos, e meu corpo inteiro pulsava de prazer enquanto eu continuava pressionada contra ele. Tudo em que eu conseguia pensar era o quanto eu queria que isso continuasse, sentir cada parte dele.
A voz de Max estava baixa de desejo enquanto ele sussurrava para mim. “Por que não continuamos isso no meu quarto? É muito melhor em uma cama.”
“Sim”, sussurrei de volta.
Não levamos tempo nenhum para subir até o quarto dele. Fui puxada para outro beijo enquanto parávamos ao lado de sua cama, e descansei minhas mãos no peito dele, sentindo os contornos firmes de seus músculos através da camisa.
Eu mal podia esperar para ver mais dele, para sentir a pele dele, e comecei a desabotoar os botões, um por um.
Max segurou a barra da minha blusa, e eu parei por um momento para deixá-lo tirá-la de mim. Finalmente desfazendo o último botão, tirei a camisa dele, admirando com fome a visão de seu peito forte e abdômen tonificado.
Caramba, eu nunca tinha visto um cara com um corpo tão esculpido. Eu mal podia esperar para ver o resto dele.
Fiquei distraída enquanto ele segurava minha cintura, beijando e lambendo a lateral do meu pescoço. Minha cabeça caiu para trás, e um suspiro suave escapou de mim enquanto meu corpo formigava como se uma deliciosa eletricidade estivesse correndo pelas minhas veias a cada toque dos lábios dele.
“Tão linda”, ouvi ele sussurrar.
Minha respiração travou na garganta quando Max segurou meu seio direito, massageando-o através do meu sutiã de renda escura. Foi preciso muito esforço para eu me concentrar em abrir o botão da calça dele, e eu podia sentir um grande volume nela enquanto fazia isso.
Max beijou o topo dos meus seios. Levei alguns segundos para registrar que ele já tinha desabotoado a minha calça, e de alguma forma consegui tirá-la para ficar apenas de sutiã e calcinha.
Eu o beijei de novo antes de me ajoelhar na frente dele e abaixar sua calça. Seu pau era enorme e estava ereto quando o libertei dos limites de sua cueca.
Eu o masturbei lentamente antes de lamber ao redor da cabeça.
Max fez um som suave quando fiz isso, e eu o coloquei na boca. Seu pau tinha um gosto distinto, que me excitou ainda mais, e comecei a me mover para frente e para trás para chupá-lo enquanto massageava as bolas dele.
Os gemidos suaves de Max aumentaram enquanto eu continuava, e seus quadris começaram a se mover com os meus estímulos. Soltei um som baixo quando ele empurrou fundo na minha boca, e minha excitação aumentou.
Será que ele ia gozar assim? Eu esperava que sim. Eu queria provar aquilo.
Para o meu desespero, as estocadas dele diminuíram, e ele me afastou suavemente do seu pau.
“Ainda não”, ele sussurrou, com a voz cheia de luxúria. “Eu ainda quero provar você também.”
Dei a Max um sorriso sedutor, levantando-me para tirar lentamente meu sutiã e calcinha. Então, deitei na cama, saboreando a sensação suave do edredom contra as minhas costas nuas. Não me lembrava de já ter me sentido tão livre e ousada antes, e adorei como os olhos dele examinaram famintos o meu corpo nu.
Max deitou sobre mim, e eu abri a boca para permitir que sua língua brincasse com a minha. Minhas mãos percorreram seu peito e suas costas. A pele dele era tão lisa e macia, e o corpo dele era tão forte.
Eu podia sentir seu pau pressionando a parte interna da minha coxa esquerda, o líquido vazando dele e molhando a minha pele. Os lábios dele desceram pelo meu corpo, e ele massageou meu seio direito enquanto chupava meu mamilo esquerdo. Eu gemi e arqueei as costas, ofegando forte quando ele torceu meu mamilo direito.
“Max…”
“Eu adoro como você é sensível”, ele sussurrou de forma sedutora.
Ele passou a língua sobre e ao redor do meu mamilo direito enquanto apertava o esquerdo, arrancando mais pequenos sons de mim. Eu podia sentir a minha buceta ficando mais molhada enquanto ele fazia isso.
“Ah, meu Deus, sim! Continue fazendo isso!” Eu implorei.
Max sorriu ao se levantar, puxando-me para sentar na beira da cama. Gemi mais alto quando ele beliscou meu mamilo direito e usou a outra mão para acariciar entre as minhas pernas. Meus quadris começaram a se esfregar contra os dedos dele, e minha buceta estava praticamente escorrendo de tão molhada.
Meus mamilos estavam duros e um pouco doloridos quando ele finalmente parou de beliscá-los e torcê-los. Max parecia mais do que pronto para continuar, e a respiração dele estava um pouco mais ofegante enquanto trocávamos mais alguns beijos apaixonados.
“Deite-se para mim”, ele instruiu.
Eu concordei, deitando-me e abrindo as pernas para ele. Um leve arrepio de excitação percorreu meu corpo quando senti a cabeça do pau dele roçar na minha buceta. Eu estava tão molhada que ele escorregou facilmente, e eu senti as minhas paredes se fecharem ao redor dele enquanto seu pau grande me preenchia.
“Ah…!” Gemi em êxtase.
“Você é tão apertada. Eu adoro isso”, Max sussurrou com a voz rouca, começando a estocar dentro de mim.
Suas estocadas aumentaram rapidamente, construindo um prazer incrível em meu corpo. Eu amava como seu pau entrava e saía de mim, acariciando minhas paredes e atingindo o núcleo mais profundo de prazer dentro de mim, repetidas vezes. Era como se qualquer autocontrole que eu tivesse voasse pela janela, e eu precisava de mais.
“Ah, sim! Me fode, Max!”
Gemi baixinho quando ele saiu de dentro de mim, mas ele logo subiu na cama, deitando-se de costas para mim. Eu entendi a deixa, sentando sobre ele e abaixando-me em seu pau, gemendo quando ele escorregou bem fundo dentro de mim de novo. Max passou as mãos pelos meus quadris enquanto eu começava a cavalgar no pau dele.
As mãos dele acabaram subindo para segurar meus seios enquanto ele começava a estocar junto com os meus movimentos, apertando meus mamilos entre os dedos. Continuamos assim por mais um tempo antes que ele me colocasse de quatro. As estocadas dele agora eram rápidas e fortes, batendo dentro e fora da minha buceta com tanta força que eu podia ouvir os sons úmidos da umidade que havia começado a escorrer pela parte interna das minhas coxas.
Eu podia sentir o aperto começando no fundo da minha pélvis, e sabia que estava chegando perto.
“Max…! Ai, meu Deus! Eu vou gozar!” Consegui gritar.
“Vai! Goza para mim, bebê!” Max ofegou.
As estocadas dele continuaram fortes e rápidas, e eu senti aquele nó finalmente explodir dentro de mim. Minha buceta tremeu violentamente enquanto eu gritava em êxtase, apertando o pau dele sem parar. As estocadas de Max diminuíram enquanto ele gemia, rolando os quadris e se afundando dentro de mim.
Então o pau dele começou a ter espasmos, e eu senti a porra dele encher o meu interior. Fechei os olhos e encostei as costas nele para absorver tudo, com um gemido de satisfação saindo da minha garganta. Pareceu uma eternidade que ficamos daquele jeito, com Max pulsando dentro de mim e eu me apoiando nele.
Mas, finalmente, a realidade começou a voltar, e eu desabei na cama quando ele saiu de dentro de mim.
“Ah, sim. Eu nunca pensei que foder uma mulher pudesse ser tão bom”, ele murmurou.
Embora eu não tenha gostado muito de ouvir ele dizer algo assim, eu deixei para lá. Não era como se eu estivesse esperando nada além dessa experiência quente. Além do mais, aquela transa tinha sido incrível pra caramba.
“Isso foi maravilhoso”, consegui dizer ao virar de costas para olhar para ele. A pele dele parecia tão corada quanto a minha, e nós dois estávamos cobertos por uma camada de suor.
“Você é realmente incrível.”
“E você é uma mulher maravilhosa. Você me excitou apenas com os olhos”, Max respondeu com um sorriso convencido.
Fiquei deitada lá em silêncio por alguns minutos, tentando recuperar o fôlego com ele. O relógio digital ali perto marcava que já eram três da manhã.
Uau, para onde foi o tempo?
Soltei um suspiro suave enquanto me empurrava para sentar.
“Bom, acho que devo pensar em ir embora agora”, afirmei com relutância.
“Por quê? Não há motivo para você ir embora.”
“Você quer que eu fique?”
“Por que não? Duvido que algum de nós goste de dormir sozinho.”
“Não, eu não gosto, mas eu... Bom, é que...”
Lutei para inventar um bom motivo para não ficar. Sinceramente, havia todos os motivos para eu querer ficar aqui. Eu não tinha para onde ir e, além de transar com esse cara, agora ele estava me oferecendo uma cama boa e quente para dormir com ele esta noite.
Max se aproximou de mim, com um sorriso gentil no rosto enquanto empurrava meu cabelo bagunçado para trás.
“Qual é, Christa. Eu não me importo que você fique comigo, e eu odeio a ideia de você estar sozinha naquelas ruas. Fique comigo esta noite, e amanhã nós vemos o que podemos fazer para te ajudar”, ele argumentou.
Isso me chocou. “Você quer me ajudar?”
“Por que não iria querer? Eu te disse que você me ajudou quando foi honesta sobre o que aconteceu. Além disso, eu estava falando sério quando disse que gosto de você.” Max deu um beijo gentil em meus lábios.
“Fica comigo, Christa. Pelo menos me dê esta noite.”
Embora eu me preocupasse com o que poderia acontecer com isso, não sentia que houvesse boas desculpas para eu não ficar. Eu tinha confiado em Max o suficiente para ir para a casa dele e transar com ele. Ficar o resto da noite deveria ser a menor das minhas preocupações.
“Tudo bem”, concordei. “Acho que posso ficar.”













































