
Viciada em Você
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Prólogo
Livro 1: Até Eu Conhecer Você
AUSTIN
Eu podia ver a bela silhueta de Nova York do meu escritório enquanto estava de pé atrás da enorme janela de vidro, perdendo-me nas cores vivas e fascinantes do pôr do sol.
Sorri com satisfação, sentindo-me em paz e relaxado, e decidi tomar uma bebida no clube perto do meu escritório.
Eu gostava de beber sozinho e, na maior parte do tempo, preferia não ter a companhia de ninguém.
No momento, eu estava estagiando na empresa do meu pai e iria assumir o negócio de hotéis depois da minha formatura amanhã. Eu não poderia estar mais feliz por ele confiar em mim para dar continuidade ao seu legado.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.
“Senhor Williams?” Era a secretária do meu pai, Gina. Limpei a garganta e pedi que ela entrasse.
“Seu pai pediu para o senhor estar aqui cedo amanhã para discutir os documentos sobre as políticas de transição da empresa.” Ela ajustou os óculos nervosamente e continuou mexendo na pasta em suas mãos.
“Tudo bem, pode ir”, eu disse sem emoção, observando-a sair do meu escritório.
Ela era até bonita de um jeito meio nerd, mas eu nunca misturava negócios com prazer. Tudo o que eu queria era me divertir, e nunca estive interessado em ter encontros ou me apaixonar.
Eu não tinha tido um único relacionamento, e estava indo muito bem até agora. A ideia de me apaixonar e ficar junto com alguém simplesmente me dava nojo.
Me arrastei para fora do escritório e dirigi minha Mercedes preta até um clube chamado Boats. Assim que cheguei, estacionei o carro, entrei, pedi minha bebida de sempre e encontrei uma cabine no canto do clube.
O lugar estava lotado, com a música estourando nos alto-falantes, e eu podia ver as pessoas se divertindo, já que era sexta-feira.
A maioria das garotas usava roupas minúsculas e os rostos cheios de maquiagem. A mesma merda de sempre!
Como ninguém chamou a minha atenção, peguei meu celular e tentei me manter ocupado para que ninguém me incomodasse.
“EU VOU QUEBRAR A PORRA DAS SUAS MÃOS SE VOCÊ ME TOCAR ASSIM, SEU BABACA!”
Uau! Olhei na direção daquela voz atrevida e vi uma garota de cabelos loiros de comprimento médio dando um tapa em um cara que parecia um nojento. Ela estava de costas para mim, e eu não conseguia ver seu rosto.
Ela estava cambaleando, claramente bêbada de cair, e usava um vestido preto que abraçava cada curva do seu corpo, fazendo meu pau pulsar nas minhas calças.
Porra, eu nem tinha visto o rosto dessa garota, e já estava excitado.
Tentei dar uma olhada no rosto dela, mas ela não se virou. Maldição , eu tive uma vontade repentina de ir até lá e puxá-la para perto de mim. E, bem quando eu estava prestes a desistir, ela se virou, me fazendo perder o fôlego.
Ela era mais do que linda, com olhos grandes e inocentes e um rosto em formato de coração. Deslizei meus olhos por todo o seu corpo perfeito e soltei a respiração que estava prendendo.
Porra, ela era gostosa pra caralho, e eu não conseguia tirar os olhos dela.
Ela estava prestes a se afastar daquele cara nojento, mas ele a agarrou por trás. Ela pisou no pé dele, fazendo-o gritar de dor.
Eu ri da cena na minha frente e percebi que estava caminhando até ela. Ela tinha a minha atenção, e eu a queria muito.
“Sua vadia”, o cara xingou e estava prestes a bater nela. Eu a puxei para mim antes que ele pudesse acertá-la e o encarei.
Ela virou a cabeça para mim, e a expressão de raiva em seu lindo rosto desapareceu quase num instante.
Seus olhos verde-esmeralda se arregalaram de choque enquanto ela me olhava através dos cílios grossos, com os lábios entreabertos. Também notei pequenas sardas acima do nariz, que ficavam fofas nela.
“Oh, uau”, ela disse quase num sussurro. Eu dei um sorriso de lado e voltei minha atenção para aquele cara nojento.
“Eu assumo daqui. Vai se foder, seu babaca.” Falei com desdém, e ele foi embora irritado. Ela se afastou do meu aperto em sua cintura e me empurrou.
“Eu não sou uma donzela em perigo, e não preciso da sua ajuda.” Ela arrumou seu vestido curto, e eu não pude deixar de notar seu decote delicioso, que me deu vontade de fazer coisas indescritíveis com ela.
Porra! Desviei o olhar e passei as mãos pelo maxilar. Fiquei em silêncio, observando-a tentar se manter firme de pé. Os saltos que ela estava usando não ajudavam, e ela estava prestes a cair quando a segurei em meus braços.
“Ainda acha que não precisa da minha ajuda?” Ergui as sobrancelhas, e ela se segurou na minha gravata. Cristo, ela cheirava tão bem, como baunilha e âmbar misturados com o suor dela, o que me fez babar.
“Eu posso estar um pouco bêbada.” Ela limpou a garganta, e eu não pude evitar sorrir para ela.
“Você está aqui com alguém?” Perguntei por curiosidade, já que ninguém veio procurá-la.
“Ummm… eu vim com a minha amiga, mas ela foi para casa com o namorado”, ela falou enrolado e deitou a cabeça no meu ombro.
“Você tem carona?” Perguntei antes que ela pudesse desmaiar, e ela balançou a cabeça dizendo que não. Droga, eu queria muito levá-la para casa e fazer o que eu quisesse com ela, mas ela estava claramente bêbada, e eu decidi ser um cavalheiro.
“Vou te deixar na sua casa. Vem.” Eu a puxei para fora, já que ela mal conseguia andar.
“Eu não vou transar com você. Você é um es-estranho, e não me importa o quanto você seja gato, eu não sou esse tipo de garota.”
Ela tentou se afastar de mim, e eu tentei controlar o meu sorriso. Ela era divertida e diferente das garotas que se jogavam para mim.
“Relaxa, só estou te dando uma carona para casa. Não tenho a menor intenção de transar com você.” Aquilo era uma mentira óbvia. Eu queria fodê-la até ela perder os sentidos.
“Certo, estranho. A propósito, por que você está de terno?” ela perguntou fazendo biquinho.
“Porque eu trabalho?” Saiu como uma pergunta. Destranquei meu carro e a coloquei no banco do passageiro. Entrei e saí do estacionamento do clube.
“Onde você mora?” Perguntei, fixando meu olhar para a frente e tentando ao máximo não olhar para ela.
“Vou digitar o endereço no seu GPS”, ela disse, inclinando-se para a frente, e eu não pude deixar de notar sua pele perfeitamente macia e suas pernas longas. Eu queria enrolar aquelas pernas ao redor da minha cintura e—
Porra, pare com isso. Depois de um tempo, senti que ela estava me encarando, e olhei de relance, encontrando-a mordendo os lábios. Eu também queria morder aqueles lábios carnudos.
“O que foi?” Perguntei, afrouxando minha gravata.
“Você é muito gato, e eu sei muito bem que todos os caras gatos são uns idiotas. Mas você não parece ruim”, ela afirmou e cruzou as pernas, mostrando mais da sua pele.
Jesus Cristo! Eu estava muito perto de perder a cabeça e fodê-la até perder o juízo. Fiquei em silêncio e tentei pensar em outra coisa.
“Você tem namorada?” ela perguntou, e eu soltei uma risadinha.
“Eu não sou de ter namoradas, docinho”, afirmei secamente, apertando o volante com força.
“Ai, meu Deus, por favor, não me diga que você é gay.” Ela arfou, me fazendo rir alto. Ela era engraçada.
“Definitivamente, não sou gay.” Dei um sorriso de lado. Se ela soubesse o quanto eu sou hétero.
“Isso é um alívio. Toda essa gostosura teria sido um grande desperdício.” Ela suspirou e olhou pela janela. “Não acredito que estou em um carro com um completo estranho. Eu nem sei o seu nome.”
Ela deu uma risadinha, o que foi fofo, e eu não consegui evitar sorrir para ela.
“Você não pode ser pior do que as pessoas que conheço há mais de três anos. Quer dizer, quem diria que eu encontraria meu namorado fodendo outra garota.” Parecia que ela estava falando mais consigo mesma do que comigo.
Fiquei com um pouco de pena por o namorado dela tê-la traído. Quem trairia uma garota assim? Um perdedor de merda.
Ela continuou: “Talvez eu deva ser como você. Cansei dos caras e não vou mais namorar.”
Ela cruzou os braços na frente do corpo, expondo mais do seu decote. Foco na estrada, amigo. Ela ficou em silêncio quando cheguei à casa dela.
“Certo, chegamos”, anunciei, e a vi soltando o cinto de segurança.
“Obrigada pela carona, estranho.” Ela suspirou e saiu do meu carro, caminhando em direção à sua casa. Fiquei encarando a forma como a bunda dela balançava enquanto ela andava até a porta. Puta merda, eu preciso de um banho gelado.
Balancei a cabeça e dei a volta com o carro, tentando não pensar nela, mas havia algo intrigante sobre ela. Eu não conseguia tirá-la da minha mente. Isso não era bom.
Tentei me convencer de que ela era apenas uma garota qualquer, que era fofa e engraçada.
Quer dizer, não é como se eu fosse vê-la de novo, certo? Se ao menos eu soubesse o quanto estava errado.












































