
War & Mayhem Livro 1: Stone
Author
Reads
396K
Chapters
17
Capítulo 1
Livro Um: Stone
STONE
O drogado estava mais estranho do que o normal hoje. Jamie falava sem parar e olhava em volta o tempo todo, como se esperasse algo acontecer ou alguém aparecer na esquina e olhar para dentro do beco.
“Olha, cara, eu não tenho o dia todo.” Dei umas batidinhas para tirar um cigarro do meu maço. “Thrasher disse que você estava com o dinheiro, então apenas me entregue e nós dois podemos seguir com o nosso dia,” eu disse a ele enquanto acendia o cigarro.
O beco cheirava mal. Claro que Jamie tinha que fazer isso bem ao lado das latas de lixo cheias. Olhei para as duas pontas do beco para ter certeza de que estávamos sozinhos.
“Certo, certo. Claro, cara. Eu tenho o dinheiro bem aqui.” Jamie não parava de balançar a cabeça antes de colocar a mão na jaqueta e parar. Ele tremia tanto que parecia quase vibrar.
Movi minha mão devagar para cima e por trás do meu kutte, tocando na minha arma. Algo parecia errado.
“Você acha que poderia falar bem de mim para eu me juntar a vocês?” Jamie perguntou, me olhando pelo canto do olho.
Soltei um pouco de fumaça. “Não.”
A raiva brilhou em seus olhos vermelhos. “Por que não? Eu fiz tudo o que ele mandou!” Jamie cuspiu as palavras e deu um passo para mais perto de mim.
“Porque você é um drogado, Jamie. Você provavelmente está injetando o produto que nós te demos.” Dei mais um trago no meu cigarro.
“Eu estou limpo, porra.”
Eu ri, balançando a cabeça. Não conseguia acreditar nesse cara. “Não, você não está. Seus olhos estão injetados e você está tremendo. Não se faça de burro comigo, cara.”
Mas ele era burro.
Jamie tirou uma faca da jaqueta e tentou me cortar. Meu cigarro escorregou dos lábios e caiu no chão enquanto eu dava alguns passos para trás, desviando dele quando vinha para cima de mim. Um tiro agora chamaria muita atenção.
“Vocês todos são um bando de lixo! Ficam andando por aí como se fossem os donos da cidade,” Jamie zombou, mostrando os dentes faltando, e seus olhos ficaram loucos. “Tem outra gangue na cidade, Stone, e eles vão pegar tudo que vocês têm!” Ele avançou contra mim de novo com a faca.
Mas sua mira foi ruim. Dando um passo para o lado, consegui acertar um gancho de direita em seu queixo. Meu punho ardeu, mas Jamie caiu no chão na mesma hora.
Balançando a mão, me abaixei e procurei nos bolsos dele. Como esperado, lá estava o envelope cheio de dinheiro. Depois de conferir se todo o dinheiro estava lá, me levantei e olhei em volta.
Sacos de lixo cobriam o beco, já que as latas de lixo já estavam cheias. O cheiro estava ficando muito ruim, e não me surpreenderia se houvesse ratos andando por aqui.
Passei por cima de Jamie e andei até a saída do beco em direção à rua. Um assobio agudo soou atrás de mim e parei no mesmo instante. Olhei por cima do ombro para ver dois homens subindo pelo beco.
Eles não eram pessoas quaisquer. Cada um usava um kutte de couro preto e seus olhares furiosos estavam voltados para mim. Notei os emblemas que usavam no peito. Parecia que o tempo tinha desacelerado enquanto cada um sacava sua arma de trás das costas e mirava pelo beco.
Bem na minha direção.
A ficha finalmente caiu, e eu mergulhei para me esconder. As latas de lixo eram melhores que nada, mas não cheguei a tempo.
Tiros soaram.
A dor encheu todo o meu corpo. Eu tinha sido atingido.
Assim que os tiros pararam, tudo o que eu conseguia ouvir eram os passos deles enquanto fugiam. Bastardos.
Segurando meu lado esquerdo, rolei no chão e usei toda a força que tinha para ficar de pé. A dor era insuportável. Cerrei os dentes e mantive a pressão no meu lado. Precisava chegar a algum lugar seguro.
Minha cabeça ficou leve enquanto eu caía contra a parede de um prédio. Pontos pretos encheram minha visão. Tentei fazê-los sumir e usei o prédio para me ajudar a equilibrar enquanto saía do beco aos tropeços.
Era meio-dia. As pequenas lojas estavam cheias de pessoas, mas agora elas fugiam da cena. Meu braço esquerdo não se movia e não consegui tirar meu celular do bolso esquerdo do meu kutte. Queria ter trazido alguém comigo para essa reunião estúpida.
A loja mais próxima era uma cafeteria, e entrei lá cambaleando. Uma mulher bonita veio até mim. Ela me segurou quando eu tropecei, me fazendo gemer de dor enquanto me guiava até uma cadeira ali perto.
“Meu Deus! Você está bem?”
A voz dela foi a única que ouvi. Todos na loja ficaram em silêncio, em choque ao ver alguém todo ensanguentado como eu entrar. Antes que eu percebesse, eu estava entrando e saindo de consciência.
O que pareceu horas depois, vi flashes de mesas e máquinas ao meu redor. Onde diabos eu estava? Tentei me sentar, mas alguém me impediu. A dor me atravessou de novo e caí para trás.
Tudo ficou escuro.
















































