
O Anjo Secreto
Author
Melanie Gomez
Reads
1,6M
Chapters
108
"Cami, se você quiser sair dessa, eu te tiro de lá!"
Ela é maltratada por pais alcoólatras e viciados em drogas. Só me encara, tentando entender qual é a minha intenção. Mas, finalmente, pega o celular e deixa eu salvar meu número nos contatos dela.
Eu sou o Jace. Tenho uma família poderosa da máfia nas minhas costas. E acho que a Cami é a minha deusa. Preciso salvá-la...
Capítulo 1: A Vida Solitária
CADEN
Que tipo de vida você tem quando é milionário e não consegue encontrar uma garota decente? Uma bem solitária, eu acho. Claro, com um metro e noventa e oito de altura e cento e treze quilos, sou grande e forte.
Toda vez que saio, tenho garotas se jogando em cima de mim. Elas são até legais, mas não são garotas decentes. São vulgares demais, e as roupas que usam combinam.
Elas só fazem isso por causa de quem eu sou. Pele bronzeada, cabelo preto como carvão, olhos azul-bebê, mandíbula marcada e sem namorada.
Bem, eu tinha uma, ou pelo menos achei que tinha. Então, deixa eu te contar o que aconteceu. Levei minha garota, Natalia, com quem estava saindo há uns cinco meses, num encontro legal. Garota boa e nunca me causou drama nenhum.
Levei ela pra jantar e decidi voltar pro meu apê. Agora, já fizemos isso várias vezes, sem problemas... bem, até ontem à noite.
Ontem à noite, começou a esquentar rápido, e antes que eu percebesse, estava metendo nela feito um animal. Ela estava gemendo alto e claramente curtindo. Eu estava rosnando feito um lobo até que... ela gritou o nome de outro cara.
Isso mesmo. Ela gritou Rick. Cara, parei aquela merda na hora. A expressão no rosto dela era de choque e medo. Vesti minhas roupas de volta e joguei as dela nela.
Enquanto ela estava ocupada se vestindo, peguei o celular dela e olhei nos contatos. E lá estava, um tal de Rick. Então pode apostar que liguei pro desgraçado.
Ele atendeu perguntando se ela estava com saudade do pau dele. Ela está gritando pra eu desligar, enquanto ele quer saber o que está acontecendo. Eu disse a coisa mais gentil que consegui...
“Sua vadia safada está indo até você andando pela Fifth Avenue. Pode ficar com a bunda nojenta dela!”
Desliguei o telefone rapidinho e joguei nela. Mandei ela cair fora e nunca mais falar comigo. Ela estava tentando dar uma história triste, sobre como quer ficar comigo e não com ele, blá blá blá.
“Há quanto tempo você está fodendo com o Rick?”
Ela olhou pra mim e não me deu resposta nenhuma.
“Há quanto tempo você está fodendo com ele?”
“Um ano.”
“Como assim, você já estava num relacionamento? Por que você saiu comigo então?”
“Bem, ele não tem dinheiro, mas você tem, então vou terminar com ele, eu juro!”
“Você acha que isso resolveria o problema? Pensa de novo, querida... Você precisa ir embora... AGORA!”
Então, chutei a bunda dela pra fora, e ela foi buscada por — adivinhou — Rick. Então, agora estou sentado no meu escritório que fica embaixo do meu apartamento, já que sou dono e moro no prédio da Maxwell Industries na Fifth Avenue.
Não somos um prédio alto, só trinta andares, mas minha casa fica nos dois andares de cima. Tem seis quartos, sete banheiros, uma sala de jogos, uma sala de entretenimento e uma academia.
Tenho vários seguranças que ficam aqui o tempo todo. A maioria fica na mansão fora da cidade. Geralmente só vou lá nos fins de semana quando preciso relaxar do trabalho.
Sentado aqui só olhando pela janela pensando em como agora tenho vinte e oito anos e estou solteiro de novo. Estou pensando no meu próximo passo quando sou interrompido pela minha secretária, Connie.
“Sr. Maxwell, tem um Sr. Canton no telefone.”
“Tudo bem, obrigado, Connie.”
“Jack, cara, o que está rolando, mano? Não falo com você há meses! Como você está?”
“Bem, cara. E você?”
“Ah, sabe como é. Mesma coisa, dia diferente.”
“Ainda saindo com aquela garota Natalia?”
“De jeito nenhum, cara, isso já era!”
“Cara, sinto muito! Por que você não passa aqui mais tarde hoje, e a gente relaxa com umas cervejas na minha varanda? Igual aos velhos tempos!”
“Fechou, cara! Você sabe que eu topo!”
“Massa! Te vejo mais tarde!”
Desliguei o telefone, e mal posso esperar pra ver o Jack! A gente sempre senta e conversa por horas. Sempre acabamos entrando e assistindo o jogo de futebol americano. Tento colocar minha cabeça no lugar quando saio até a mesa da Connie.
“Está tudo bem, senhor? Os telefones não estão funcionando de novo?”
“Não, não, está tudo bem. A gente tem algum cartão de visita em branco por acaso? Tipo sem nada escrito?”
Ela procura por um minuto. “Claro, aqui estão alguns, mas você quer eles em branco?”
“Sim, só em branco.”
Enquanto ela me entrega os cartões, ouço a voz da Natalie vindo de trás de mim. Viro devagar em direção a ela e instantaneamente sinto meu estômago revirar.
“Amor, sinto muito. A gente pode conversar sobre isso, por favor? Eu não quis dizer aquilo!”
“Não há nada pra discutir. Eu te disse pra não entrar em contato comigo de novo. Agora, você pode sair com o orgulho que te resta, ou vai ser escoltada pra fora deste prédio pela segurança.”
“Sabe de uma coisa, foi...”
“Segurança então! Connie, por favor chame a segurança pra tirar o lixo.”
“Com prazer, senhor!”
Em minutos, a segurança chega e marcha até ela.
“Você não pode fazer isso, Caden!”
“Acabei de fazer!”
Volto pro meu escritório, batendo a porta. Aquela vadia tem uma coragem danada de aparecer aqui. Que história é essa? Ela realmente acha que vou voltar com ela? Cara, preciso daquela cerveja.
Consigo passar pelo resto do dia devagar sem mais drama. Logo antes de sair, vou até meu banheiro e troco de roupa, colocando jeans e uma camiseta.
Coloco minhas armas nos coldres nos meus quadris e saio. Minha camisa as cobre perfeitamente então não chamo atenção pra mim.
Pego meu celular, chaves e os cartões de visita em branco. Não consigo lembrar por que pedi eles, mas talvez eu lembre depois de umas cervejas.
Saio do meu escritório e vou em direção ao elevador pra descer até o carro. Meus caras, Tank e Frankie, são meus melhores amigos desde que éramos crianças. Eles são meus braços direitos e vão comigo pra todo lugar.
São assassinos treinados e estão sempre armados. Sempre tenho uma ou duas armas o tempo todo, já que tenho muita gente que quer me derrubar. É por isso que tenho segurança.
Vamos até minha SUV, e eu entro atrás enquanto Tank dirige. Ele faz jus ao nome. Eu sou um cara grande, mas Tank — ele é uma fera.
Frankie não fica muito atrás e é assustador do seu próprio jeito com sua cicatriz descendo pelo rosto. Ele está no banco do passageiro.
Saímos de ré e deixamos meu prédio pra sair da cidade em direção à casa do Jack. Leva uns trinta minutos pra chegar lá, e quando paramos, Tank e Frankie saem pra verificar a área. Eles levam o trabalho muito a sério e são pagos muito bem por isso.
Cuido deles e de suas famílias que moram na mansão. Até mudei os pais deles pro terreno e construí unidades anexas só pra eles. Recebem cuidados 24 horas da minha equipe e simplesmente amam suas casas.
Tank vem e abre a porta, significando que está liberado pra sair. Quando saio da SUV, vejo Jack parado na varanda dele com as cervejas. Subo e dou um abraço grande nele. Pego uma cerveja dele e sento na varanda. Ele entrega cervejas pro Frankie e pro Tank, e eles ficam nos degraus observando a rua.
“Caramba, cara, faz muito tempo!”
“Eu sei, cara, tempo demais! Como está tudo?”
“Bem, bem, só seguindo com a vida.”
“Cara, o que aconteceu com a Natalia? Tenho que perguntar, cara.”
“Porra, cara, ela gritou o nome de outro cara enquanto a gente estava transando.”
Tank e Frankie cospem cerveja ao mesmo tempo e só ficam me encarando incrédulos.
“Isso, esse é o namorado dela com quem ela está há mais de um ano.”
“Caramba, cara, isso é foda. E agora o que você vai fazer?”
“Não sei? Só tenho que encontrar a garota certa, sabe. Ei, o que aconteceu com a Sra. Roberts, sua vizinha? Ela ainda está lá? Não vejo o carro dela em lugar nenhum. Ela faz os melhores biscoitos!”
“Não, cara, ela faleceu há um tempo. Os filhos dela alugaram a casa. Tem um casal lá agora. Ela tem um garotinho de cinco anos, mas não é dele. Honestamente, tem algo errado lá.”
“O que você quer dizer?”
“No começo, eles eram legais, sempre cumprimentando... parecia que estava tudo bem. Ela não tem família e ele também não. São só eles e o garoto. Mas há meses, ele está gritando com ela. Não tanto com o garoto.”
“Ultimamente, juro que ele está batendo nela. Fico ligando pra polícia, mas ela fica mentindo pra fazer eles irem embora. Não sei, cara, tem algo errado.”
Tomo um gole de cerveja e só olho pra rua, pensando cara, que coisa. Quem poderia fazer isso com uma mulher está além de mim.
Minutos se passam e, de repente, Jack me cutuca no braço.
“Cara, lá está ela. Queria que ela tivesse um jeito de fugir daquele babaca.”
“Acho que sei o que posso fazer... Tank, me dá uma caneta!”
Pego os cartões de visita em branco e rapidinho escrevo meu número de telefone.
“Cara, o que você está fazendo?”
“Ela vai conhecer o anjo dela hoje.”














































