
A Bola do Jogo
Autor
Ashley Constantine
Leituras
🔥41.7M
Capítulos
105
Alex Thompson está cursando seu terceiro mestrado, ela tem três irmãos mais velhos muito protetores e nunca se considerou a “amiga gostosa.” Ah, sim, e o melhor amigo de seu irmão é Knox Carter, o quarterback da NFL e o homem mais sexy do mundo. Ela e Knox sempre se odiaram, mas será que esse conflito esconde sentimentos mais profundos?
Capítulo 1
ALEX
Eu estava agachada dentro do armário do Andrew, com os joelhos apertados contra o peito, escondida enquanto esperava ele chegar em casa. Ele não fazia ideia do que estava por vir.
Não, eu não era nenhuma assassina maluca. Andrew era meu namorado há dois anos, e a gente não se via fazia dias. Provas, grupos de estudo, noites viradas estudando — eu cursava engenharia mecânica na UCLA, o que me deixava ocupada pra caramba.
Andrew estudava medicina, então encontrar tempo para ficar juntos era difícil. Resolvi tomar uma atitude, entrando escondida para um sexo surpresa. Eu estava usando nada além de um conjunto de lingerie preta de renda que tinha escolhido especialmente para ele.
Ouvi a porta da frente do apartamento se abrir e senti um frio na barriga. Eu estava tão animada para ver a cara dele quando me visse com meu look novo e sexy.
Mas então eu ouvi — a risada de uma mulher.
Observei pela fresta estreita da porta do armário enquanto Andrew e uma garota entravam no quarto dele, já se beijando. As roupas voaram. Ela empurrou ele na cama, montou nele como se já tivesse feito aquilo muitas vezes antes.
“Ai meu Deus, isso,” ela gemeu quando começaram.
Ela arqueou as costas e subia e descia, os seios balançando enquanto se movia. Assisti horrorizada enquanto Andrew segurava os quadris dela e investia com a mesma paixão e os mesmos gemidos ofegantes que usava comigo. Era tudo familiar demais — até o jeito como sussurrava o nome dela.
Ela não sussurrava — ela gritava.
“Porra, Andrew! Bem... aí!... Mmmmm, bem aí, gostoso!”
Ele agarrou os seios dela com força, as mãos cheias e gananciosas enquanto gemia com o esforço. Ela jogou a cabeça para trás, gemendo alto, depois olhou para ele com um sorriso safado. “Fala,” ela exigiu, a voz ofegante. “Fala que eu sou a melhor que você já teve. Melhor do que ela.”
Andrew não hesitou.
“Você é, você é... melhor... do que ela,” ele falou ofegante, cada palavra um gemido. “A... melhor...”
Eu não aguentava mais.
“Mas que porra é essa!?” gritei enquanto saía do armário com tudo.
“Puta merda!” Andrew gritou e literalmente jogou ela para fora dele. Ela soltou um grito quando caiu com um baque no chão.
Andrew se esforçou para sair da cama, se enrolando nos lençóis enquanto tentava se aproximar de mim. A garota se apressou para se cobrir, pegando as roupas dela.
Encarei ele com o peito subindo e descendo. “Eu vim aqui pra te fazer uma surpresa,” cuspi, a voz tremendo de raiva. “Eu estava no armário — esperando — por você. Com essa porra de lingerie. Pra você.”
Os olhos dele desceram pelo meu corpo, mesmo naquele momento, e ele ainda teve a cara de pau de sussurrar: “Você tá linda. Esse conjunto é—”
“Vai se foder,” eu cortei, enquanto pegava minha calça de moletom e puxava pelos quadris. Vesti meu moletom com as mãos tremendo.
Eu precisava ir embora. Não queria que ele me visse chorar. Fui em direção à porta.
“Alex, por favor, vamos conversar sobre isso. Eu te amo muito, mais do que tudo.” Ele ainda teve a audácia de tentar pegar minha mão.
“Não encosta em mim, seu merda traidor! Se você me amasse tanto assim, não teria uma loira burra quicando em cima de você, Drew. Não tem mais nada pra conversar. ACABOU! EU TÔ TERMINANDO COM VOCÊ!”
Minha raiva era uma bomba-relógio, e eu sabia que precisava ir embora antes de fazer alguma coisa que fosse me arrepender.
Ele se colocou entre mim e a porta, bloqueando minha passagem com aquele corpo seminu e desesperado. Os olhos dele estavam arregalados, suplicantes, e por um segundo achei que ele ia mesmo cair de joelhos.
“Sai. Da. Minha. Frente,” eu disse.
“Alex, por favor, me desculpa. Não vai acontecer de novo, eu prometo.”
Empurrei o peito dele, tentando passar, mas ele agarrou meu braço — com força. Os dedos dele se cravaram, e por uma fração de segundo, o rosto dele se contorceu com algo que eu não reconheci. Desespero? Raiva? Pânico?
Minha mão subiu por instinto e deu um tapa no rosto dele. O som estalou pelo quarto, seco e definitivo.
“Amor, eu—” ele gaguejou, tentando me alcançar de novo.
Péssima escolha.
Fechei o punho e acertei direto no nariz dele. Com força. Ter três irmãos mais velhos ensina a gente a socar de verdade.
Minha mão latejou com o impacto, mas a dor não era nada comparada à satisfação de ver ele cambalear para trás, com a mão voando para o nariz sangrando.
A outra garota, já meio vestida, se levantou e disse com desdém: “Ele anda tentando se livrar de você há meses. Ele me contou tudo. Disse que você era grudenta e entediante. Eu dou pra ele tudo que ele sempre quis.”
A voz dela era convencida, como se achasse que tinha ganhado alguma coisa. Como se achasse que eu ia desmoronar.
Em vez disso, eu sorri.
“Ah, é? Que engraçado — ele me disse exatamente a mesma coisa sobre a garota antes de mim. Disse que ela era carente. Dramática. Sugava a energia dele. Parece familiar?”
Ela piscou, a boca se abrindo levemente.
“Pelo menos eu tive a dignidade de esperar até ele realmente terminar com ela antes de começar a transar com ele,” acrescentei, cada sílaba carregada de veneno. “Mas, ei, talvez baixo nível combina mais com você.”
Bati a porta atrás de mim e corri para o elevador. Assim que as portas se fecharam, as lágrimas começaram a cair, meus soluços ecoando naquele espaço pequeno.
Saí do prédio na noite quente de Los Angeles. Andei meio quarteirão e encontrei um banco em um parque. Peguei meu celular e liguei para minha colega de quarto, Andy, mas ela não atendeu, então liguei para minha outra tábua de salvação: meu irmão.
Meu polegar tremia enquanto apertava o contato, a visão embaçada pelas lágrimas, o peito ainda apertado com tudo que eu tinha acabado de presenciar. Mas quando a ligação foi atendida, não era a voz do meu irmão do outro lado.
“Alex?” disse uma voz grave e rouca. “Por que diabos você tá me ligando?”
Minha respiração travou. “Knox?”
Claro. De todas as pessoas no meu celular, eu tinha ligado sem querer para Knox Carter — o melhor amigo do meu irmão, o cara que costumava jantar na nossa casa cinco noites por semana, e que agora era um dos quarterbacks mais famosos da NFL.
Eu não o via pessoalmente há anos, mas já tinha visto ele em capas de revista o suficiente para saber como estava: corpo musculoso, pele bronzeada, olhos azuis penetrantes e aquela barba por fazer irritantemente perfeita. O tipo de rosto que fazia as marcas jogarem contratos de publicidade nele e garotas do mundo inteiro perderem a cabeça.
E agora, esse rosto estava do outro lado da linha.
Ele parecia mais velho, mais grave — mas eu conhecia aquela voz como conhecia minha própria batida do coração.
“Alex,” ele disse de novo, a voz mais suave dessa vez, mas com um tom de preocupação. “Você tá chorando?”
Funguei, limpando o rosto depressa. “Não. Não é nada. Liguei errado. Eu não quis—”
“Não mente pra mim.” A firmeza tinha voltado ao tom dele, intensa e protetora de um jeito que fez meu peito doer. “O que aconteceu? Onde você tá?”
“Tá tudo bem, eu só—”
“Alex. Onde. Você. Tá.”
“Eu tô em L.A., Knox. Que diferença faz? Você não tá em Nova York?”
Ele não perdeu um segundo. “Tô na cidade. Sessão de fotos. Acabei de terminar. Tô indo aí.”
Meu coração falhou uma batida. “Espera — o quê? Knox, não, você não precisa—”
“Já tô no carro, baby doll. Me diz onde você tá agora.”
Hesitei, mas dei o endereço para ele.
“Fica aí. Não sai do lugar. Eu vou te buscar.”
“Knox, não precisa, eu—”
“Ninguém te faz chorar,” ele disse, baixo e perigoso. “Não enquanto eu estiver por perto. Nunca. Chego aí em dez minutos.”
A ligação caiu.
Minhas mãos ainda tremiam, mas por um motivo completamente diferente. Knox Carter — meu inimigo de infância, o cara que costumava puxar minhas tranças e me chamar de sabe-tudo — estava vindo me ver.
Mas ele não era mais uma criança. Ele era o solteiro mais cobiçado da NFL, o homem cujo sorriso de canto fazia milhões de garotas gritarem de empolgação pelo mundo inteiro.
E ele estava vindo atrás de mim.
Eu não sabia se ficava animada ou apavorada.












































