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Casamento Oferecido, Amor Recusado

Autor
Elle Fielding
Leituras
18.4K
Capítulos
33
Autor
Elle Fielding
Leituras
18.4K
Capítulos
33
🥵Literatura erótica💍Casamento arranjado🏙️Contemporâneo💰Bilionários💪🏻Macho alfa🔒Proximidade forçada🖤Sombrio🤑Bilionários

“Você quer meu dinheiro?” Sebastian Winters se inclina para trás. “Case-se comigo.” Ele diz isso como quem pede um café, o que é... rude. Além de estranhamente atraente. Olivia Monroe entra em um escritório de paredes de vidro com uma empresa familiar falida em seus ombros e um rímel que se recusa a escorrer em público. Ela pede um empréstimo. Ele diz não. Então, ele oferece algo pior: um casamento de contrato, um casamento público e um herdeiro como se fosse uma meta trimestral. Ela deveria bater a porta ao sair. Ela não bate. Porque seu pai está na UTI e seu telefone não para de tocar, e de repente esse homem frio e lindo é o único com o poder de resolver tudo. E quando ele pressiona uma gargantilha de diamantes contra a garganta dela e murmura sobre dividirem a cama, você vai sussurrar: “Meu Deus, Olivia, não faça isso”. O manobrista abre a porta, a mão de Sebastian se apoia nas costas dela e todos os convidados se viram para olhar enquanto o champanhe toca a palma de sua mão. Quanto tempo ela conseguirá fingir que isso é apenas negócios quando ele está olhando para ela daquele jeito?

Capítulo 1: Eu Faço Qualquer Coisa

Alisando meu vestido, subo as escadas correndo para o prédio mais alto de Sydney Harbor, The Orien, onde futuros são feitos ou destruídos com uma única palavra. O meu parece estar por um fio. Meu estômago está embrulhado, minhas mãos suadas. Não posso me dar ao luxo de desabar antes mesmo de vê-lo.
Sebastian Winters não é apenas um empresário rico, bem-sucedido e poderoso de Sydney; ele é o tipo de homem que pode inclinar a balança a favor de alguém ou destruí-la completamente. E hoje, preciso lhe pedir algo que pode mudar tudo.
Ele é irmão do meu namorado, logo será meu cunhado, então isso não deveria parecer como entrar em território inimigo. Mas parece. A vergonha pinica sob a minha pele; parece errado estar aqui afinal, mas o orgulho é um luxo a que não posso me dar.
Eu estou sem fôlego quando chego à recepção no quadragésimo andar.
“Posso ajudar?” a recepcionista pergunta friamente, lançando um olhar de desaprovação sobre o meu rosto vermelho e traje social.
“Eu tenho uma reunião à uma da tarde com o Sr. Winters.”
“Srta. Monroe?”
“Sou eu.”
“Você está atrasada.”
Olho para o meu relógio. Passou apenas um minuto da uma, mas, é claro, Sebastian nunca deixaria um minuto passar batido. “Houve um acidente. Não consegui passar a tempo. Sinto muito. Vim o mais rápido que pude.” A bem da verdade, eu tive que estacionar a quilômetros daqui e vir correndo.
“O Sr. Winters não gosta de esperar.”
“Você poderia, por favor, apenas dizer ao Sr. Winters que eu estou aqui? Diga a ele, por favor, que sinto muito por estar atrasada e que eu vou embora se ele quiser, mas que eu realmente preciso falar com ele.”
Shaun me disse uma vez para não levar a frieza do seu irmão para o lado pessoal, que eles mal se falam. Algo aconteceu entre eles, algo sobre o qual Shaun não quer falar, e eu aprendi rapidamente a não perguntar.
Então, talvez Sebastian nem mesmo me receba. Mas ele concordou com a reunião, e isso tem que contar para alguma coisa.
Torcendo o rosto em uma expressão de insatisfação, a recepcionista relutantemente pega o telefone e liga para Sebastian. Pelo menos, tenho certeza de que é ele, porque o atendimento é curto, ríspido e irritado.
“O seu compromisso da uma hora chegou.” A recepcionista olha para mim antes de olhar para trás de mim. “Estou ciente disso, assim como ela. Ela diz que está atrasada por causa de um acidente.”
“Não se esqueça de dizer a ele que sinto muito e que estou desesperada para falar com ele,” eu a lembro.
Depois de desligar e não passar a minha mensagem, a mulher com cabelos loiros nórdicos presos em um rabo de cavalo severo se levanta e faz um sinal para eu segui-la. Solto um suspiro de alívio e praticamente corro atrás dela.
Caminhamos por um corredor acarpetado, passando por escritórios vazios até o escritório no final. As paredes são de vidro, mas escurecidas para que não seja possível ver através delas.
A recepcionista bate na porta e espera pelo “Entre” áspero de Sebastian, depois abre a porta e entra. Eu a sigo, notando que Sebastian nem sequer se dá ao trabalho de levantar os olhos para a recepcionista ou para mim.
“Obrigado, Nicole. Você pode nos deixar.”
“Sim, senhor.”
Nicole me lança mais um olhar de desaprovação por precaução antes de sair, deixando-me parada ali, olhando para Sebastian, que está imerso em seu computador.
Alguns dizem que o seu coração foi partido em um milhão de pedaços e que ele nunca mais amará, e é por isso que ele é tão implacável na sala de reuniões. Outros dizem que o seu pai o endureceu e o quebrou com a forma cruel como preparou o filho para esse papel.
O que quer que tenha acontecido com ele é um mistério, mas a escuridão ao seu redor é forte. Seu cabelo negro como azeviche é longo o suficiente para parecer artisticamente despenteado, mas curto o suficiente para o ambiente corporativo. Seus olhos são tão negros quanto o seu coração.
E quando ele levanta os olhos e me perfura com o seu olhar, a vontade de sair correndo da sala quase toma conta de mim.
“Você vai parar de ficar me encarando e sentar, Olivia?”
Ninguém me chama de Olivia, a não ser esse homem. Prefiro Liv ou Livvy. E o jeito que Sebastian fala parece um deboche, quase como se estivesse enfatizando a minha juventude, como se ter vinte e três anos me tornasse ingênua e insignificante.
O nome dele, por outro lado, deveria ser Plutão ou Hades, ou... basicamente, a cria do diabo. Porque, mesmo que não pareça, esse homem é o perigo e o diabo embrulhados em um só. Impenetrável. E ainda assim, estou prestes a lhe implorar por ajuda.
Ando devagar até a mesa, a única mobília no enorme e desproporcional escritório, consciente de cada um dos meus passos no carpete cinza, macio e felpudo.
“Shaun está bem?”
“Sim, ele está... ah, bem.” Ele também não faz a menor ideia de que estou aqui. Shaun quer me ajudar, mas ele não tem o dinheiro ou a posição para oferecer a quantia necessária. Ele tem falado em me pedir em casamento há meses. Espero que Sebastian veja isso como uma oportunidade de ajudar a sua futura cunhada.
Se eu tivesse contado a Shaun o que eu estava planejando, ele teria tentado me fazer mudar de ideia, e eu poderia ter deixado. Porque no quase um ano em que estamos namorando, o seu irmão nunca me fez sentir bem-vinda nenhuma vez. E parece que ele não vai começar agora.
“O que você precisa, então?” ele diz asperamente, com a voz cheia de impaciência.
Eu preferiria ter essa conversa com ele olhando para mim, mas ele parece determinado a continuar com os seus assuntos, e como me atrasei um minuto, imagino que não tenha o direito de exigir a sua atenção total.
A questão é que estou pedindo algo muito grande e, por mais difícil que eu soubesse que seria, achei que ele pelo menos estaria olhando para mim quando eu pedisse ajuda. Mesmo que seja mais fácil evitar contato visual com o diabo, se ele não olhar para mim, como posso esperar que diga sim?
Passo as mãos pela minha saia. O olhar dele sobe rapidamente, fuzilando-me, e eu estou suando.
“Estou esperando, Olivia. Você pediu essa reunião, no entanto chega atrasada, insiste em ainda se encontrar comigo e depois não diz nada.”
Pelo menos ele está olhando para mim agora. Respirando fundo, sustento o seu olhar descontente. “Vim lhe pedir um empréstimo.”
Por um momento de silêncio, ele não reconhece o que eu disse. Então, como se eu tivesse simplesmente lhe pedido para me acompanhar a um parque aquático, como se a vida do meu pai não dependesse de sua decisão, Sebastian balança a cabeça. “Não.”
É uma resposta de apenas uma palavra, nem sequer uma explicação. Talvez eu não tenha o direito de pedir uma, mas a minha garganta se aperta. Não sei como persuadi-lo, mas eu preciso. Eu tenho que conseguir. Engulo em seco.
“Eu sei que é muito, mas um empréstimo poderia nos manter à tona até que o meu pai recupere o dinheiro que perdemos. Eu sei que podemos colocar as coisas de volta nos trilhos; nós só precisamos da chance para fazer isso.”
Os olhos escuros olham dentro dos meus. “Olivia, você tem ideia do tamanho do problema da empresa do seu pai?”
“Eu trabalho lá, Sebastian. Claro que eu sei.”
“Então você entende que não estamos falando de trocados.”
Eu assinto com a cabeça. Mas, sem a ajuda de Sebastian, a minha família ficará arruinada, e não apenas financeiramente. Da maneira como as coisas estão, o meu pai voltou com as suas sessões de bebedeira de dias inteiros; a minha mãe está à beira de um colapso nervoso, e o Johnny, o meu irmão, está acumulando dívidas de jogo, tentando recuperar o nosso dinheiro.
Estou vendo a minha família desmoronar na minha frente, e eu preciso fazer alguma coisa.
“Eu não pediria, mas não há mais ninguém,” eu acrescento, o meu desespero soando alto na sala imensa.
“Então eu sou a sua última salvação?”
“Sim,” eu confirmo. “E prometo que vou pagar cada centavo de volta assim que puder.”
Ele balança a cabeça. “E se você nunca puder? E se você não conseguir o dinheiro de volta, Olivia? O que acontece se eu te emprestar esse dinheiro e não fizer diferença nenhuma?”
“Então eu vou arrumar alguma outra forma de pagamento.”
Seus olhos se arregalam, e eu coro ao perceber como aquilo soou.
“Quero dizer,” explico rapidamente, “deve haver alguma maneira de pagá-lo. Eu trabalharei na sua empresa, serei a sua assistente pessoal, serei a sua empregada. Farei qualquer coisa. Prometo a você que encontrarei um jeito de pagar a dívida.”
“Nós estamos falando de um empréstimo enorme, e eu não preciso de uma empregada, de uma assistente ou de mais um funcionário. Eu já tenho isso.”
“Deve haver algo que você precise.” De novo, meu rosto ferve com as palavras que saem da minha boca. E, claramente, tenho razão ao pensar que elas não soam inocentes, porque Sebastian levanta uma sobrancelha.
Sinto um calor absurdo enquanto o silêncio se arrasta entre nós, dando-me tempo demais para imaginar com quantas mulheres ele já esteve.
Ele é um bilionário com uma quantidade absurda de poder e, por mais que eu o ache muito sério e intimidador, com seu nariz forte, maxilar quadrado e maçãs do rosto afiadas, os tabloides adoram se referir a ele como o bilionário mais sexy do mundo.
Qualquer coisa para vender revistas. “Isso não soou inocente,” deixo escapar, com as bochechas ainda em chamas. “Eu não quis dizer dessa forma... Só pensei que deveria haver algo que você não tivesse. Algo que você queira.”
“Não há.” Ele se volta para a sua tela, dispensando-me com um olhar.
Minha boca se abre, mas a fecho rapidamente, tentando não demonstrar o meu choque. Nunca pensei que essa conversa seria fácil, mas não esperava que ele me cortasse tão rápido também.
Apesar de ser uma aposta arriscada, ainda consegui me convencer de que poderia, e iria, persuadi-lo. Agora, estou preocupada que eu talvez estivesse me iludindo.
“Por favor,” eu digo, a palavra soando como pouco mais que um suspiro.
Silêncio.
“Dinheiro não pode consertar tudo,” eu pressiono. “Deve haver algo que eu possa fazer. Algo que você precise.”
Seus olhos se estreitam. “Você não está em posição de me oferecer isso.”
As palavras caem como uma isca. “Então existe alguma coisa,” eu o pressiono, inclinando-me para a frente. “Diga-me o que é. Deixe-me ajudar. Farei o que for preciso.”
Ele me estuda por um longo momento, e a intensidade do seu olhar entra em conflito com a curva mais fraca repuxando a sua boca. “Essa é uma promessa perigosa.”
“Apenas se eu não puder cumpri-la.”
“Bem, então.” O olhar dele escurece. “Existe uma coisa que eu não tenho. Você teria que abrir mão de muitas coisas para mudar isso.”

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