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Entregue aos Alfas

Autor
Jen Cooper
Leituras
🔥37,0M
Capítulos
92
Autor
Jen Cooper
Leituras
🔥37,0M
Capítulos
92
👯‍♂️Harém reverso🥵Literatura erótica🌼Virgem🔒Proximidade forçada🎭Drama🐺Lobisomens & mutantes🧙‍♂️Sobrenatural & fantasia💪🏻Macho alfa💞Poliamor🔺Sexo a três🐺Sobrenatural

Nikolai. Braxton. Derik. Três alfas que prometeram proteger os humanos em seu território. Tudo o que pedem em troca é uma noite com as virgens das aldeias, uma noite para levá-las sob a lua de sangue e completar o ritual. Este ano é a vez de Lorelai. Nascida no inverno, amaldiçoada – ou abençoada – com poderes raramente vistos, Lorelai foi evitada pelos outros aldeões durante toda a sua vida. Depois de ser levada para a mansão dos lobos, ela resolve o problema com as próprias mãos. Afinal, e se uma noite não for suficiente?

Classificação etária: 18+

A Aldeia

Livro 1

Todo ano eles vinham. Todo ano eles atormentavam. Todo ano eles encaravam com olhos escuros e corpos enormes as oferendas da vila.
Este ano era o meu ano.
Fazer dezoito anos deveria ser uma experiência incrível, algo que a vila considerava uma honra por causa deles.
Como se ser um brinquedinho de morder para um bando de alfas babacas por uma noite fosse motivo de comemoração. Como se guardar minha vagina para ser destroçada por eles significasse que eu deveria ser eternamente grata àquelas bolas grandes e peludas. Tá bom, viu.
A vila costumava ser silenciosa, mas não esta noite. Esta noite era a lua de sangue. A noite das oferendas. Estava viva com música e o rugido de uma fogueira enquanto a vila se preparava.
Olhei para o vestido branco que minha mãe tinha deixado separado e torci o nariz.
Eu tinha pensado em escapar de tudo isso destruindo minha “pureza” com o filho do padeiro na vila dos homens, mas da última vez que ofereceram uma não virgem, os alfas perderam a cabeça e queimaram quase todas as cabanas até o chão, violentando a infratora como uma puta na frente das chamas.
Estremeci com a lembrança dos membros abertos dela sendo fodida para a vila inteira ver. A pior parte era que ela tinha gostado. Eles eram bons assim com seus paus de lobo.
A garota achou que era algum tipo de sacrifício para eles, entregando seu corpo de bom grado, deixando que a tomassem em cada buraco na terra e na lama, gritando de prazer por horas.
Estremeci e afundei na água da banheira onde eu estava. A água já estava quase fria, e eu tinha esfregado cada parte do meu corpo até ficar limpa, mas não conseguia me obrigar a sair.
Eu não estava apenas em exibição para os alfas esta noite. Meu pai viria para a oferenda. Eu não o via há anos — desde a puberdade. Ele morava na vila dos homens com meu irmão e vivia lá há anos, como era a tradição.
As garotas da vila faziam dezoito anos, se entregavam aos alfas, e voltavam no dia seguinte como “mulheres.”
Os homens podiam escolher uma esposa, mas ser esposa era um termo vago. Significava apenas que tinham sido escolhidas para reproduzir. Meu pai tinha escolhido minha mãe porque ela tinha peitos bonitos.
Dei uma bufada e olhei para os meus, revirando os olhos, afundando mais para não ter que vê-los. Eu tinha herdado aquilo e estava temendo os homens nojentos que viriam inspecioná-los.
Eu não fazia ideia de quem seria. Os homens e as mulheres não podiam ter nenhum contato antes dos dezoito para evitar a tentação, mas eu estava ansiosa para conhecer meu irmão.
Ele era meu gêmeo, e eu nunca o tinha conhecido. Era uma merda, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Nada além de sair da banheira e vestir aquele vestido idiota.
Estava prestes a sair quando minha mãe entrou. O rosto dela desabou quando me viu ainda na banheira.
“Lorelai! Anda logo, menina! Precisamos levar você para a fogueira com as outras oferendas!” ela disse aflita, ajeitando o cabelo loiro de volta na piranha.
Ela usava um vestido azul royal deslumbrante que combinava com nossos olhos, com uma fenda na coxa e um decote profundo em V que abraçava sua cintura fina.
O batom vermelho escuro estava perfeito em seus lábios cheios, e eu sabia que ela tinha se esforçado porque ia ver meu pai de novo.
Romântica sem remédio que era, ainda acreditava que ele a amava.
Sorri. “Você está linda, mãe.”
“Obrigada, querida.” Ela corou antes de apertar os lábios e me apressar para fora da água.
Afastei as mãos dela quando tentou me secar. Peguei o pano da mão dela e enrolei em volta de mim.
“Eu saio em um minuto,” prometi, e ela hesitou antes de assentir e sair.
Eu precisava de mais do que um minuto, mas já estava atrasada.
Isso não era surpresa. A maioria das tarefas que me davam pareciam sem importância e chatas, não mereciam minha pontualidade. As mulheres da vila já tinham desistido de me dar lição sobre chegar na hora.
Vesti o vestido branco de seda com uma fenda de renda subindo pela coxa até a lateral do meu seio. Caía solto, mostrando tudo o que eu tinha a oferecer.
Peguei a calcinha branca de renda e olhei para ela e depois para minhas cuecas boxer. Eram brancas e infinitamente mais confortáveis. Mordi o lábio em indecisão. Iam sair de qualquer jeito, então fazia diferença?
“Nem ouse, Lorelai. Vista as roupas que te deram,” minha mãe disse, abrindo a porta com uma cara firme de reprovação. Ela me conhecia bem demais.
Bufei e vesti a calcinha fazendo careta. Ela abriu um sorriso radiante e veio com uma escova. Sentei na penteadeira de madeira enquanto ela escovava minhas ondas úmidas, negras como asa de corvo, igual às do meu pai.
“Você está nervosa?” ela perguntou, e era a primeira vez que falava abertamente sobre a oferenda.
Balancei a cabeça. “Não. É só sexo.” Dei de ombros, e ela sorriu com carinho.
“Então você é mais corajosa do que eu era na sua idade.”
“Doeu?”
Ela assentiu, os olhos brilhando com a lembrança. Obrigada, mãe. Agora eu estava com medo.
“Mas não se preocupe. Os alfas de agora são muito mais gentis. Mais delicados.” Ela me deu um sorriso reconfortante, mas eu não acreditei. Os alfas eram tudo, menos delicados.
“Quantas oferendas tem este ano?” perguntei, sem saber por que me importava.
“Sete. Você é a última, por ter nascido no inverno.” Ela sorriu, mas era um sorriso tímido, e eu estava cansada daquela encenação.
Virei para ela, agarrando o encosto da cadeira enquanto ela parava a escova no meio do movimento.
“Ah, eu esqueci, nascidas no inverno são amaldiçoadas,” eu disparei. “Talvez eu tenha sorte e eles já estejam cansados quando chegarem em mim.”
Minha mãe engoliu em seco, depois deslizou a palma da mão pelo meu rosto, apoiando meu queixo entre os dedos. “Não funciona assim, Lori,” ela sussurrou, e eu franzi a testa.
“E como eu vou saber? Você não me explicou nada,” bufei e virei de volta para que ela pudesse terminar meu cabelo.
Precisávamos ir, ou eu não poderia oferecer minha preciosa pureza às bestas que viviam na cidade. A escova passou pelo meu cabelo mais devagar antes de minha mãe parar.
“Eles vão chegar e inspecionar todas vocês. Depois vocês entram nas carruagens. As favoritas entram na carruagem pessoal deles.
“Vocês vão para a cidade, até o complexo deles. É lindo, uma mansão maravilhosa cheia de todas as comodidades, comida e luxos que você nunca mais vai ver na vida. Vai ficar de queixo caído, e então eles vão separar vocês em grupos. Uma por alfa,” minha mãe disse, parecendo distante, mas eu estava hipnotizada.
Ela nunca tinha entrado em tantos detalhes, e eu não sabia o quanto queria saber.
“Espera, não precisa ficar com os três?” perguntei, sentindo um alívio enorme, até ela me dar um sorriso triste.
Os três alfas governavam as três partes diferentes do reino, mas todos viviam na cidade.
Nós vivíamos nas Pradarias, onde colinas e terras de cultivo se estendiam por quilômetros, interrompidas apenas pelas estradas de cascalho. As outras duas eram a Floresta e a Água.
“Não de uma vez. Você vai ser colocada no grupo com as oferendas das Pradarias primeiro. Depois eles vão barganhar,” ela disse, e sua voz falhou.
Apertei os olhos para ela. “Barganhar?”
“Trocar e negociar quais virgens — oferendas, quero dizer,” ela se corrigiu, mas eu tinha ouvido, “eles terão primeiro. Qual alfa será o primeiro a tomar sua pureza.”
“E depois que os grupos forem escolhidos?” Eu tinha medo da resposta, mas minha mãe suspirou e se levantou, passando o polegar na minha bochecha.
“E então eles vão aceitar você como parte do Território Lobisomem, tomando sua pureza como oferenda.”
“Você quer dizer como pagamento,” eu disse com desprezo, e minha mãe me fuzilou com o olhar.
“Eles nos protegem, Lorelai. Se não fossem os lobos, nossa vila teria sido destruída durante a grande guerra, os vampiros seriam donos dos humanos, e nós seríamos apenas bolsas de sangue ambulantes,” ela lembrou.
“Ao contrário de escravas sexuais ambulantes?” eu provoquei, e o olhar dela ficou ainda mais duro.
“Chega, Lorelai. As coisas são assim. Somos humanos, cercados por criaturas muito mais assustadoras do que nós. Temos que aceitar as bênçãos que recebemos, e essa bênção é a proteção dos alfas,” ela disse, e saiu do quarto, esperando que eu a seguisse.
E eu segui — bem na hora em que a corneta ecoou da fogueira.
Os olhos da minha mãe se arregalaram. “Lorelai, corre!”

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