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Cover image for The Skylar Rains 2: Fragmento de Sonhos Livro Dois

The Skylar Rains 2: Fragmento de Sonhos Livro Dois

Autor
E. Hereygers
Leituras
18.6K
Capítulos
63
Autor
E. Hereygers
Leituras
18.6K
Capítulos
63
👯‍♂️Harém reverso😱Suspense👩🏼‍🏫Professores🔺Triângulo amoroso🏃🏿‍♂️Atletas👩🏽‍🎓Estudantes🏍️Cafajestes🐺Lobisomens & mutantes👩‍❤️‍👨Alma gêmea💘Par prometido💪🏻Protetor🧙‍♂️Sobrenatural & fantasia🥵Literatura erótica⚔️Ação & aventura👑Realeza e aristocracia🧑🏽‍🦳Diferença de idade🧌Monstros😈Romance de bullying

Quando visitantes alienígenas caem na Terra, a vida como Lux Elmrose a conhece explode. Tendo crescido ao lado de Jax, um misterioso Rainer, ela pensou que o vínculo entre eles sobreviveria a tudo — até que ele desaparece sem aviso, deixando-a com o coração partido e confusa.

Mas a verdade por trás de seu desaparecimento é mais sombria do que ela jamais imaginou. À medida que segredos perigosos surgem de além das estrelas, Lux se vê dividida entre dois mundos, emaranhada em amor, lealdade e um mistério cósmico que pode mudar tudo o que ela pensava saber sobre si mesma, sobre Jax e sobre a linha frágil que separa seus planetas.

Capítulo 1

LUX

O verão em Moira não era brincadeira. Estava tão quente lá fora que eu ficava suada na mesma hora. Skylark me contou que eles tinham uma coisa chamada Solstício de Verão, e todos ganhavam a semana de folga para comemorar.
Eu estava feliz por ter a chance de dar uma pausa do campus e de todos os seus gloriosos moradores. Eu ia fazer uma viagem para o famoso resort de férias deles, chamado Key Mainer.
Eu estava relutantemente acompanhando os Welkins, já que um dos pais do Kai tinha me convidado para a viagem de família antes das coisas entre nós desandarem, e eles ainda estavam tentando gostar de mim — ou pelo menos os pais dele estavam. Ia ser interessante, já que Melixes e a mãe dele não gostavam muito de mim e estavam levando bem mais a sério essa história de “fase difícil com o Kai”.
Estávamos pegando o Helibus até a cidade litorânea, e quando eu estava me aproximando hesitante do Kai com a minha bagagem, ouvi uma risada aguda atrás de mim.
“Surpresa!” Skylark gritou e correu na minha direção, com os braços levantados. “Vamos passar a semana com vocês!” Atrás dela, os dois irmãos gêmeos irritantes, ambos com sorrisos parecidos no rosto, vinham caminhando na minha direção.
“Skylark, que porra você tá fazendo aqui?” eu rosnei pra ela.
“Bom, eu estava contando pra minha família sobre a viagem pra Key Mainer, e como não temos nada pra fazer a semana inteira e temos uma casa lá… A gente achou que podia ir junto com vocês.”
Claramente sem a menor noção do que estava acontecendo entre mim e os gêmeos — ou com o Kai, por sinal. Soltei o braço dela e apertei a ponte do nariz de frustração.
“Bom dia, Gostosinha.” Ash deu um tapa na minha bunda e seguiu caminhando em direção ao Helibus. Ele literalmente não dava a mínima.
“Ele não devia fazer isso,” Oak disse quase como um robô e andou mais rápido para dar uma bronca no irmão.
“A mamãe e o papai já estão em Key Mainer. Acabaram de ligar. Já estão na casa de praia,” disse Kai.
Ele me deu um beijo meio sem jeito na testa e me puxou apressado em direção ao Helibus. Mal tínhamos entrado quando as portas se fecharam, e tivemos segundos para chegar aos nossos assentos antes daquilo tudo decolar.
Não estavam exagerando quando disseram que era lindo lá. Ondas roxas quebravam numa praia de areia rosa. As palmeiras mais altas que eu já tinha visto balançavam com a brisa. E mais, me lembrava muito Miami, com o calçadão animado e os restaurantes ao longo da costa.
Estávamos ficando na casa de praia dos Welkin, duas casas de distância da casa de praia dos Briareve — e eu meio que esperava que não fosse ficar tão perto a semana toda. Mas com a minha sorte, é claro, eram só duas casas de distância.
A casa de praia dos Welkin parecia uma mansão da Barbie, edição praia. Era de novo bem grande, com duas torres rosas e uma piscina oval com vista para o oceano. Infelizmente, a casa vinha com o outro Welkin. A Welkin malvada e o namorado maluco dela.
Isso era algo que o Kai podia ter mencionado — que eu ia dividir a casa com Melixes e Sebastian nesse fim de semana.
Eu estava aproveitando os dois sóis, tentando pegar um bronzeado. Estava usando um biquíni branco pequeno. Skylark estava deitada do meu lado num biquíni vermelho, mexendo no Telvice. Kai e Melixes tinham ido ao mercado com os pais.
Eles tinham convidado os Briareves para um bom e velho churrasco. Sebastian tinha se juntado a nós na praia, sabe-se lá por quê. Ele estava conversando com os salva-vidas a poucos metros de nós. Suas tatuagens brilhavam na luz do sol, e seus calções de banho laranja, curtos demais, eram tão vibrantes que machucavam meus olhos.
“Vamos nadar, Lulu.” Skylark jogou o Telvice de lado como se não custasse dinheiro nenhum e levantou de um pulo.
“Não… Tô bem aqui. Valeu, Sky.”
“Vamos, Lulu, por favor!” Ela não fazia ideia da minha fobia de água, então continuou insistindo.
“Tá bom. Vou molhar os pés.” Fui com ela até a beira do mar sem muita vontade, já sentindo minha garganta se fechar com aquele medo que sempre aparecia quando eu olhava para a água. A água era fresca ao toque. Skylark saiu correndo e gritando de alegria, mergulhando de cabeça numa onda gigante.
“Não…” suspirei. “Nem pensar.” Eu queria dar meia-volta e nunca mais chegar tão perto de água aberta.
Fui envolvida por dois braços enormes que agarraram minha cintura e me levantaram. Eu gritei. Estava tão apavorada que mal conseguia encontrar minha voz. Sem olhar para trás — só pelo cheiro de limão — eu sabia que era Ash.
“Não, Ash, por favor, não! Você não entende! Por favor!” Eu estava implorando, cravando as unhas nos braços dele. Ele ainda achava que eu estava brincando.
“NÃO!” eu gritei, já chorando. A água estava na minha cintura agora. Pânico — um pânico gritante que consumia tudo — corria pelas minhas veias. Eu ia morrer ali.
Ele me jogou para o alto, e eu caí de cara numa onda.
Eu não tinha ficado debaixo d'água desde que quase me afoguei naquela festa do lago. A água era gelada. Eu gritei debaixo d'água. Tentei subir desesperada. Engasgando e cuspindo, finalmente cheguei à superfície. Estava tão paralisada que não conseguia nem me manter na superfície. Afundei de novo. Via pontinhos e minha visão ficava turva. Eu ia literalmente desmaiar de tanto medo.
Senti duas mãos me levantando, e fui puxada contra um corpo firme.
“Querida, o que está acontecendo?” Ash estava me segurando, sem se importar com as ondas que batiam nos braços dele. Eu estava um desastre completo, tentando me afastar dele às cegas. As ondas batendo em mim pareciam monstros tentando me matar.
Chutei ele com toda a força que pude bem no meio das pernas e saí tropeçando de volta até a areia, tendo ânsia e tossindo de quatro. Eu estava tremendo tanto que achava que não ia conseguir ficar de pé.
“M-maldito…” eu cuspi com a voz tremendo. “M-maldito…” chorei um pouco mais alto.
“Lux?” Ash apareceu na minha frente. Seus calções de banho pretos mal davam conta de segurar tudo, percebi agora, e suas mãos ainda seguravam as bolas onde eu tinha acertado ele com força. Os cabelos brancos encharcados.
Ele se agachou na minha frente. “Que foi isso? Eu só estava brincando… você estava me arranhando como se eu estivesse tentando te matar.” A voz dele parecia distante, como se estivesse num túnel.
Fiz um gesto com a mão para ele se afastar, tentando me recompor, ainda de quatro, com ânsia e quase vomitando.
“Eu não… me sinto…” Eu piscava, tentando fazer a névoa e a escuridão irem embora. Estava desmaiando. Comecei a respirar rápido e curto. Ele segurou meu rosto e me fez olhar para ele.
“Você estava apavorada,” ele disse, com choque no rosto. Eu ainda não conseguia formar frases. Percebia vagamente Oak chegando pela minha direita e Sebastian gritando alguma coisa com sotaque inglês. Minha visão ficou mais turva e eu só conseguia ver em frente, com as bordas escurecendo. Mal conseguia recuperar o fôlego.
Fui levantada da areia e levada para a casa de praia deles. Era toda branca e impecável. Provavelmente Oak mandava nessa casa. Me colocaram no sofá caríssimo, com as pernas para cima, enquanto eu protestava alto, mas não conseguia ouvir o que diziam por causa do zumbido nos meus ouvidos.
Oak me trouxe uma limonada com açúcar extra e eu bebi tudo de uma vez com as mãos tremendo. Ash me cobriu com uma toalha amarela grande. Vi Oak lançar uns olhares sérios para Ash. Ele estava furioso com o irmão. Ash, pelo menos, teve a decência de parecer envergonhado.
Acho que apaguei um pouco depois disso. Quando voltei a mim, estavam todos sentados nos sofás, apenas me encarando.
“Eu quase me afoguei quando era pequena… ou eu… eu… na verdade me afoguei. Maddox teve que me ressuscitar. Tenho medo de água desde então,” disse com a voz fraca. De repente senti vergonha de tudo aquilo. Coloquei o copo na mesa e me levantei. Eles ficaram em silêncio.
“Bom, isso foi divertido… Vou indo agora.” Levantei, cambaleei um pouco, mas me firmei rápido.
Ash me seguiu e pegou minha mão. Vi que ele estava sangrando nos braços por causa das marcas que minhas unhas tinham deixado.
“Me desculpa, tá… Eu nunca quis te machucar.” A voz dele falhou. Esse cara durão, enorme feito uma árvore, estava realmente arrependido. Eu via no rosto dele. Ele estava se acabando por dentro por causa disso. Tive a sensação de que ele estava pedindo desculpas por mais do que só o dia de hoje. O polegar dele fazia círculos na minha palma, me fazendo sentir todo tipo de coisa.
“Nunca mais faça isso comigo, Ash.” Olhei para ele com firmeza. Eu também não estava me referindo só ao dia de hoje. Ele assentiu sério, o momento carregado, me puxando de novo contra o corpo dele.
“Eu não vou. Eu prometo.” Ele me abraçou apertado por alguns minutos e depois beijou minha testa antes de me soltar.
“Te vejo hoje à noite, querida.” Eu assenti e fui embora, sentindo que finalmente tínhamos resolvido algumas coisas.

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