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Cover image for A Trilogia Tucker e Olivia Livro 2: Minha Namorada Olivia

A Trilogia Tucker e Olivia Livro 2: Minha Namorada Olivia

Autor
Katie Keane
Leituras
17,2K
Capítulos
41
Autor
Katie Keane
Leituras
17,2K
Capítulos
41
🥵Literatura erótica💰Bilionários🎭Drama🏙️Contemporâneo🕵️Crime & mistério🕵🏻‍♂️Detetives

Tucker entra no mundo de Olivia esperando desconforto, mas não a atração silenciosa para se tornar alguém que ele mal reconhece. Thistle Hill brilha com charme e arestas afiadas, onde sorrisos polidos escondem expectativas cortantes e o pertencimento tem um preço.

Determinado a estar ao lado de Olivia, Tucker se remodela para caber no molde, trocando asperezas pelo refinamento e deslizando em uma vida que parece ao mesmo tempo emocionante e perigosamente fácil de se perder. Olivia observa tudo acontecer, dividida entre segurar e deixar ir, enquanto o homem que ela ama começa a perder a nitidez.

A conexão entre eles, antes vibrante e sem esforço, agora oscila sob pressão. Em um lugar onde as aparências são o que mais importa, eles devem decidir o que vale a pena manter... e o que estão dispostos a arriscar para permanecerem fiéis a si mesmos.

Prólogo

TUCKER

“É sempre com as melhores intenções que o pior trabalho é feito.” — Oscar Wilde
Olivia estava deitada quase por cima de mim, nua como veio ao mundo, sua língua deslizando contra a minha.
A umidade entre suas coxas molhava minha perna enquanto ela me montava, vez ou outra pressionando o clitóris contra minha pele.
O peito dela estava colado no meu, e uma das mãos se perdia no meu cabelo cacheado de skatista enquanto a outra se movia por baixo do lençol fino, acariciando devagar meu pau dolorosamente duro.
A palma da mão dela estava quase encharcada de pré-gozo, então deslizava com facilidade por toda a extensão do meu membro.
Ela sabe que eu preciso de um pouco mais de velocidade na maioria das vezes pra gozar, então está sendo nada mais que uma provocadora safada.
“Você tá me matando, Ollie…” “Achei que estava gostoso.” “Está. Esse é o problema.”
Juro que ela está fazendo de propósito pra me deixar no limite, pra que no minuto em que eu finalmente entrar dentro dela, eu exploda.
A porta branca do nosso quarto se abriu de repente. Malcolm entrou sem cerimônia, segurando uma folha de papel.
Olivia arrancou a mão do meu membro e rolou pro lado, puxando o lençol cinza-carvão sobre os seios em pânico.
“Cara!” Apoiei-me no cotovelo e olhei para Olivia, que estava, felizmente, coberta. Direcionei minha expressão frustrada para Malcolm.
“Limites, cara…” O papel na mão de Malcolm era mais importante que qualquer preocupação no quarto e a regra de bater na porta que tínhamos combinado.
Sua polo branca contrastava com a pele escura, e o cabelo raspado parecia uma sombra permanente e escura na cabeça dele.
Seus óculos de leitura retangulares, de armação preta, estavam apoiados na ponte do nariz enquanto ele segurava a carta à sua frente.
“Eu sei, eu sei, desculpa…” ele murmurou com olhos castanhos cheios de preocupação.
Olivia franziu as sobrancelhas enquanto se sentava no colchão, segurando o algodão que cobria seu peito. “O que aconteceu, Mal?” “Estamos sendo despejados.”
“O quê?” eu disparei. “É, olha…” Malcolm se aproximou da nossa cama, me entregando a mensagem que tinha causado toda a confusão.
O papel amassou quando arranquei da mão dele e comecei a ler desde o início.
A pele quente do rosto de Olivia se pressionou contra meu ombro enquanto ela lia junto comigo, mantendo o lençol apertado no punho contra o peito.
Não acredito nisso. Malcolm tem toda razão. Olivia mora aqui há quase seis meses, e tudo estava indo tão bem.
Era de se esperar que as coisas não podiam continuar tão perfeitas assim. Por que continuariam?
“Outra pessoa comprou a casa, e quer que a gente saia até o primeiro dia do mês,” Malcolm explicou.
“Eu… eu nem sabia que estava à venda,” Olivia disse. Malcolm deu de ombros. “Eu também não.” Isso não podia ter acontecido em hora pior.
Se nem o nosso corretor de imóveis consegue achar um lugar pra gente, como é que nós vamos conseguir? “O que a gente vai fazer?” Olivia perguntou, com a voz carregada de ansiedade.
“Nosso corretor não encontra uma casa na cidade perto da UPenn ou do hospital. Ninguém está vendendo nessa economia.”
“Acho que meu amigo me deixa ficar com ele, mas o apartamento dele é minúsculo, então…” A frase de Malcolm se perdeu no ar. Então, sem espaço pra Olivia e pra mim…
Espera um pouco… Eu não tenho família, mas a Olivia tem.
O relacionamento dela com os pais é complicado, mas que tipo de pais não ajudariam a própria filha numa hora de necessidade?
Mesmo que isso signifique nos deixar morar lá por um tempo curto enquanto procuramos a casa dos nossos sonhos. Olhei para Olivia.
Seus cabelos longos e ondulados caíam pelos braços, quase batendo nos quadris, graças às extensões capilares feitas profissionalmente — seja lá o que isso for.
O cabelo natural castanho-escuro de Olivia ia até entre as omoplatas, desde que ela cortou meses atrás, mas parece que sentiu falta do comprimento e não quis esperar crescer de novo.
Seus olhos azuis cor de oceano se arregalaram, os pequenos pontos brancos espalhados por suas íris se intensificando como espuma de onda, como se ela tivesse lido meus pensamentos. “Tuck…” Ela balançou a cabeça.
“Não.” Franzi as sobrancelhas. “A gente não tem muita escolha, Ollie.” “Por favor, qualquer coisa, menos isso…”
“Você disse que os dormitórios estão cheios, e o nosso corretor não está conseguindo nada.”
A respiração dela tremeu entre nós, os olhos tomados pela ansiedade, e ela ficou sem palavras.
O abuso emocional que ela sofreu nas mãos da mãe manteve o relacionamento das duas sempre à distância, e com razão.
Porém, talvez essa situação dê a elas a chance de ficarem perto uma da outra por mais de cinco minutos e curar feridas antigas.
Olhei para Malcolm, que observava tudo com olhos confusos.
Ele sabe que a gente vai lá tomar café da manhã às vezes, mas Olivia nunca falou dos problemas com a mãe na frente dele.
Ela sempre reserva essa conversa pra mim, a portas fechadas. “Ei, M.J., dá licença?” pedi, apontando para a saída do quarto. Ele assentiu.
“Claro, cara.” Malcolm se virou e saiu pela porta, fechando-a com um clique.
“Vou ter que me livrar de algumas roupas…” Olivia murmurou, olhando para o lençol sobre meu colo.
“Eu nunca imaginei morar debaixo de uma ponte, mas acho que poderia… poderia dar certo, né?” “Ollie, Ollie…” Levantei o queixo dela, forçando-a a me olhar nos olhos.
“Só liga pros seus pais.” “Tuck, eu não consigo.” Ela virou na minha direção.
“Você não entende. Uma coisa é quando a gente vai lá pro brunch no domingo, mas morar lá?”
“Eu acho que, depois de tudo que eles te fizeram passar, podem te ajudar dessa vez.”
“Tuck, é justamente por causa de tudo que eles me fizeram passar que eu não quero voltar pra lá.”
Acredite, se eu tivesse passado pela metade do que ela passou com os pais, eu também não ia querer voltar pra casa da infância.
Pelo menos é uma mansão num terreno enorme. Devemos conseguir nos afastar quando precisarmos. “Dessa vez vai ser diferente,” eu disse. “Como?”
“Porque, dessa vez, eu vou estar com você…” “Tucker, você não conhece eles como eu conheço.” Ela tem razão, não conheço.
Estaria mentindo se dissesse que não me incomoda o fato de que eles adoravam o ex-namorado dela, o Reggie, e o conheciam bem, enquanto eu ainda estou do lado de fora, só olhando.
“Eu vou conhecer eles,” garanti a ela. “E quem sabe, talvez sua mãe também seja diferente dessa vez.”
“Ela é assim há quarenta e cinco anos. Isso não vai mudar.”
Apesar da nossa conversa, a beleza dela me puxou de volta ao pensamento de que estava nua debaixo daquele algodão fino, e isso ativou minha testosterona.
Ela se segurava no lençol, mas sem perceber, ele estava escorregando do seio direito, mostrando metade do mamilo bronzeado.
Apertei levemente os lábios e olhei pra ela com olhos maliciosos. “Nem vem,” Olivia avisou. Levantei uma sobrancelha. “Nem vem o quê?” “Você sabe…”
Ela passou a odiar quando olho pra ela desse jeito, especialmente durante uma conversa séria.
Ela sabe o que vem a seguir, porque isso a transforma em massa de modelar nas minhas mãos.
“Tá, e que tal isso aqui?” perguntei, afastando os cabelos longos por cima do ombro dela.
Me enfiei na curva do pescoço dela e pressionei os lábios contra sua pele.
Já aprendi que aquele ponto delicado logo acima da clavícula é a chave para a buceta dela. “Tuck…” ela gemeu. Murmurei contra a pele dela, “Hmm?” “Para.”
“Por quê?” sussurrei. “Você sabe por quê…”
Mantive os beijos constantes, abrindo levemente a boca, deixando ela ter uma prévia da carícia sensual da minha língua que a esperava.
Um gemido suave escapou dos lábios dela apesar da resistência. Meus beijos subiram, e lambi delicadamente a curva da orelha dela.
Ela estremeceu e gemeu mais alto com a provocação. “Faz a ligação,” sussurrei.
“Faz a ligação, e eu faço aquela coisinha especial com a minha língua que você gosta…”
Afastei-me da orelha dela, deixando-a úmida, com nada mais que minha promessa, antes de dar um único beijo demorado nos lábios dela.
“Ai,” Olivia rosnou, revirando os olhos. “Tá bom.”
Ela se jogou de costas e rolou de lado, esticando o braço para pegar o iPhone na mesa de cabeceira.
Se sentou, a ansiedade reaparecendo em sua expressão enquanto rolava os contatos.
O polegar pairou sobre o número deles, mas em vez de clicar, ela olhou pra mim. “Tem certeza?” Dei um aceno tranquilizador.
A ponta do polegar dela caiu sobre o nome deles, e ela encostou o celular na orelha em que minha boca tinha estado. Isso vai ser uma coisa boa. Eu acho…

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