
Ao Cair da Noite: O Propósito do Amor, Parte 2
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Capítulo 1
BLAKE
ANTERIORMENTE
Eu vim para a Noruega porque precisava de uma mudança.
Quando me mudei para esta cabana isolada no Ártico, eu só queria me conectar comigo mesmo.
O que eu não esperava era que logo conheceria a mulher dos meus sonhos também.
Ou que ela me pediria para sermos amigos com benefícios.
Mas agora, conforme nosso relacionamento cresce, eu me deparo com uma pergunta difícil.
Podemos continuar sendo “apenas amigos”? Ou os meus sentimentos vão atrapalhar?
***
AGORA
Um sorriso suave aparece no rosto de Aria enquanto ela olha para mim. Meus dedos tocam a pele dela enquanto a neve cai lá fora.
A temperatura caiu muito, mas nós estamos quentinhos aqui. Debaixo dos lençóis, nossos corpos nus se tocam em um ritmo suave. Está tudo calmo e silencioso.
“No que você está pensando?” Aria murmura enquanto coloca a mão no meu peito.
“Em nada,” eu sussurro, olhando para ela.
Eu nunca esperei que Aria fosse tão carinhosa. No fundo, eu achava que Aria ia se afastar assim que a gente terminasse de transar.
Foi uma surpresa quando ela perguntou se a gente podia ficar abraçadinhos depois de gozar.
Eu não consegui dizer não… Eu queria sentir como é ficar deitado ao lado de alguém depois de fazer sexo.
Eu posso contar nos dedos o número de vezes que estive com uma mulher.
Eu nunca tive vontade de passar a noite com ninguém antes, e ninguém nunca se ofereceu para passar a noite comigo também.
Eu me lembro de uma vez que eu realmente gostei de uma mulher persa. Eu perguntei se ela queria passar a noite comigo no quarto de hotel. Ela apenas deu de ombros, pegou o casaco e disse: “Se você quiser me ver de novo, nós podemos marcar. Mas eu não vou passar a noite aqui.”
Ela saiu do quarto de hotel antes mesmo de eu conseguir responder… não que eu tivesse muito o que dizer. Eu era quase um novato no sexo nessa época também. Eu era desajeitado e tinha muito pouco conhecimento ou experiência em como deixar uma mulher feliz na cama.
Depois de ter dois ou três encontros rápidos, eu percebi que as mulheres com quem me envolvi não gostavam muito do meu jeito. Eu costumava ser um pouco apressado.
Eu admito que não me esforcei muito. Não é como se eu sentisse falta de estar com mulheres. Eu me sentia calmo e satisfeito, me mantendo ocupado e trabalhando para Theodore.
“Você está viajando.” Eu ouço a voz dela dizer.
Eu saio dos meus pensamentos quando Aria toca o meu rosto. O toque dela me traz paz.
“Eu tenho um pouco de pão de alho na geladeira. A gente pode esquentar com a sobra da sopa de tomate de hoje de manhã.”
“Essa é uma boa ideia. Eu vou me limpar primeiro,” eu digo, e ela balança a cabeça concordando.
Ela se senta, e as cobertas caem sobre o colo dela. Eu encaro os peitos dela. Ela veste o suéter e sorri para mim.
“Eu vou usar o banheiro do andar de baixo.”
Ela sai da cama e vai até o guarda-roupa enquanto meus olhos a seguem por toda parte. Ela fica ali, procurando nas roupas, e o suéter dela mal cobre a sua bunda nua. Ela tem celulite na bunda, e eu acho isso lindo.
Ela pega uma calcinha nova no guarda-roupa e sai do quarto enquanto eu encaro o corpo dela. É assim que a gente se sente quando está apaixonado por uma mulher? Eu dou um sorriso para mim mesmo, balançando a cabeça.
***
Aria cantarola uma música que eu não conheço enquanto arruma a mesa. Às vezes eu acho que ela inventa melodias na hora.
“Eu peguei essas flores de manhã, mas esqueci de colocar na água!” eu me lembro de repente.
“Pegue um vaso,” ela sorri, apontando para o armário. “Traga o que você quiser.”
Eu ando até o armário e abro a porta para ver vários vasos diferentes.
“Eu não sabia que você era uma colecionadora de vasos,” eu dou um sorriso.
“Ah, a coleção não é minha, exatamente. Eles são da minha avó. Ela gosta muito de flores, e o meu avô comprou os vasos para ela durante todas as viagens dele. Eles foram passados para mim e para o meu irmão.”
Eu escolho um vaso verde-jade, o que faz ela sorrir.
“O nome do seu irmão é Baug ou Borg? Eu fiquei confuso no outro dia quando alguém o chamou de Borg.”
Ela ri. “O nome do meio do meu irmão é Borg. Às vezes, pessoas próximas o chamam pelo nome do meio. Também é o nome do meio de Noah, o que eu tenho certeza que pode ser confuso. Não fique surpreso quando as pessoas chamarem os dois de Borg.”
Eu balanço a cabeça. “Eu acho que Borg é um nome comum por aqui.”
“Sim.”
Nós passamos o resto da noite comendo, conversando e aproveitando a calma de sentar juntos.
Mais tarde à noite, eu ando até a minha cabana com um sorriso no rosto. Eu penso na Aria e em como tenho sorte de ser vizinho dela.
E fico me perguntando se nós podemos ser mais do que isso?














































