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Correndo Contra Ela, Arruinando-a

Autor
Eileen Winters
Leituras
16,0K
Capítulos
37
Autor
Eileen Winters
Leituras
16,0K
Capítulos
37
🏈Disputas esportivas🏃🏿‍♂️Atletas🎭Drama🏙️Contemporâneo💰Bilionários💪🏻Macho alfa💕Romance

Isabella tem buscado velocidade, glória e a chance de provar que pertence à liga de corridas mais feroz do planeta. Ela é rápida, destemida e está pronta para tomar o pódio do homem que o domina há anos. Cada volta leva seus limites ao extremo, cada rival testa sua coragem, mas nada a prepara para o próprio homem. Carismático, dominador e impossivelmente irritante, ele não a desafia apenas nas pistas — ele desafia o seu coração. As noites juntos confundem o desejo e a ambição, e Isabella percebe que, para vencer, ela deve lidar com muito mais do que a velocidade; ela precisa sobreviver ao calor de desejá-lo sem se perder no processo.

Apenas um Beijo

Isabella ficou na ponta dos pés e pressionou seus lábios contra os de Noah.
Por uma fração de segundo, nada aconteceu. Os lábios dele eram quentes e macios, com o gosto suave de uísque persistindo ali. Então, tão repentinamente quanto ela o beijara, a realidade voltou com tudo e ela começou a se afastar —
Mas Noah foi mais rápido.
A mão dele disparou para o alto, os dedos embrenhando-se no cabelo úmido dela, puxando-a de volta antes que ela pudesse escapar. Seu aperto era firme, não forçado, mas o suficiente para enviar uma mensagem clara: você não vai fugir disso.
O beijo que ele deu nela foi completamente diferente do dela.
O dela tinha sido impulsivo e rápido.
Mas o dele foi profundo, inflexível, cheio de uma intensidade que enviou um arrepio pela espinha dela, como se ele estivesse lutando contra algo tanto quanto estava se entregando àquilo.
Sua outra mão subiu, apoiando-se na parede ao lado da cabeça dela, prendendo-a ali. O calor emanava dele, misturando-se ao leve cheiro de cloro que ainda grudava em sua pele.
A respiração de Isabella falhou enquanto seus dedos instintivamente agarravam o braço dele, o músculo sob seu toque flexionando levemente.
Por um momento, não havia mais nada — apenas a pressão da boca dele, o gosto de uísque e algo totalmente Noah, a atração vertiginosa de algo que ambos não conseguiam nomear.
Então, tão de repente quanto ele a beijou, ele se afastou.
Noah exalou lentamente, os olhos mais escuros que antes, algo quase tempestuoso se formando neles. Mas, quando ele falou, sua voz estava calma novamente. “Não pense demais nisso”, ele disse.
Seu olhar a percorreu, absorvendo a pele corada e os lábios entreabertos. Então, em um tom tão neutro que quase a fez rir, ele acrescentou: “Apenas uma distração.”
Isabella piscou, o peito ainda subindo e descendo mais rápido do que ela gostaria de admitir. Então, apesar de tudo — a tensão, o calor ainda grudado na sua pele —, ela sorriu.
Ela deixou sua língua passar brevemente sobre os lábios, lenta e intencionalmente. “Ainda bem que eu não me importo com distrações.” E, com isso, ela girou nos calcanhares e saiu da sala.
Noah ficou imóvel por um instante, encarando o ponto onde ela acabara de estar. Seu maxilar travou, os dedos flexionando-se ao lado do corpo como se tentassem se livrar do que quer que tivesse acabado de acontecer entre eles.
Então ele soltou um palavrão baixo, pegou a camiseta jogada no chão e a puxou pela cabeça, fechando a cara para o calor indesejado que ainda permanecia sob sua pele.
OITO HORAS ANTES
A sala de imprensa do Dubai International Circuit estava lotada. Câmeras enfileiravam-se na frente do salão, suas lentes focadas na longa mesa onde vários dos melhores pilotos do mundo estavam sentados.
A nova temporada começaria em poucos dias, e essa era a primeira coletiva de imprensa oficial do IVC (International Velocity Council). O ar zumbia com a expectativa.
Isabella Quinn estava sentada entre eles, com a jaqueta da equipe NovaLux totalmente fechada e o cabelo preto preso em um rabo de cavalo perfeito.
Seus olhos cinza-claros tinham uma qualidade nebulosa, quase distante, como se ela visse algo além deles. Combinado ao seu sorriso confiante, isso criava um contraste intrigante — um que atraía as pessoas sem que elas sequer percebessem.
Aos vinte e dois anos, ela havia acabado de se tornar a primeira mulher a conseguir uma vaga no VRC, um fato que deixara o mundo do automobilismo em chamas.
O VRC (Velocity Racing Championship) era o nível mais alto do automobilismo internacional.
Doze equipes, cada uma colocando dois pilotos na pista, batalhavam em vinte e sete corridas realizadas em cidades ao redor do mundo. Mas apenas dez equipes com vinte pilotos conseguiam se classificar para a prova final em cada evento — a corrida final de alto risco onde os pontos eram concedidos.
Isso significava que, em cada fim de semana de corrida, duas equipes eram eliminadas antes mesmo que as luzes da largada se apagassem.
A competição era implacável. A vaga de ninguém estava a salvo. Pilotos, engenheiros, diretores — todos viviam sob a ameaça constante de eliminação.
Em cada Circuito Final, os dez primeiros colocados ganhavam pontos que contribuíam tanto para o Campeonato de Pilotos quanto para o de Equipes. Quando a temporada terminasse, o piloto e a equipe com mais pontos seriam coroados Campeões Mundiais.
Esses vencedores ganhariam muito mais do que apenas títulos — eles iriam para casa com centenas de milhões de dólares em prêmios.
A coletiva de imprensa vinha sendo rotineira até agora — perguntas direcionadas a Noah Ashford sobre sua defesa do título, a Lucien Hale sobre sua perspectiva em relação ao novo carro da Orion Apex, e a Theo Archer sobre o progresso da Aether Dynamics.
E então, o foco mudou. “Próxima pergunta”, disse o mediador, apontando para um jornalista na primeira fila.
O homem ajustou o microfone. “Isabella, entrando no Velocity Racing Championship em uma idade tão jovem, e sendo a primeira mulher a fazer isso, você sente uma pressão extra para provar o seu valor?”
Isabella deu um pequeno sorriso e bateu os dedos na mesa. “Pressão? Claro. Eu sinto pressão todos os dias, a cento e noventa milhas por hora.”
Murmúrios percorreram a sala. Outro jornalista se inclinou à frente, um sorriso de canto brincando nos lábios. “O Velocity Junior Racing Circuit é uma coisa, mas o VRC é um monstro completamente diferente. Você realmente acredita que pode competir neste nível, ou isso é apenas outra jogada de marketing?”
As câmeras focaram bem no rosto dela, esperando uma falha em sua compostura. Isabella não demonstrou nenhuma. “Acho que você vai ter que assistir à corrida para descobrir”, ela disse calmamente. “A menos que você queira entrar em um carro e me testar você mesmo?”
Uma risada veio da direita dela. Jack Marlowe, seu colega de equipe da NovaLux, estava sentado duas cadeiras ao lado. Ele deu um sorriso largo. “Eu já gostei dela.”
A próxima pergunta não foi para ela. Um jornalista se virou para Noah, inclinando-se com um sorriso ensaiado que não chegava aos olhos.
“Noah”, ele começou, “quando você tinha vinte e dois anos, já tinha ganhado o seu primeiro campeonato mundial no VRC. Você tem algum conselho para a Isabella, que está começando a carreira no VRC com a mesma idade?”
Houve um momento de silêncio. Todas as cabeças se viraram para ele. Noah piscou devagar e pegou o microfone. A voz dele estava calma.
“Claro”, ele disse. “Todo mundo já teve vinte e dois anos uma vez. Alguns de nós só não tinham uma sala inteira tentando fazer uma manchete com isso.”
Um silêncio chocado tomou conta da sala. Depois, algumas pessoas riram baixo.
Jack soltou um assobio baixo. Theo disfarçou uma tosse na manga. Noah colocou o microfone de volta na mesa, com o rosto sem emoção.
O repórter que havia feito a pergunta enrijeceu. Ele não ousou revidar. Não contra o homem sentado atrás do microfone — o tricampeão mundial de olhos frios que redefinira o domínio na era moderna.
Noah Ashford tinha entrado no VRC aos dezoito anos. Aos vinte e dois, já tinha garantido seu primeiro título mundial. Agora, aos vinte e seis, ele era o atual tricampeão.
Sua equipe, a Solaris, também usou a consistência e a precisão dele para conquistar os Títulos de Equipe da Velocity. Seu domínio era inquestionável. Os repórteres sabiam que era melhor não provocar Noah. Ele não jogava o jogo da mídia — e quando provocado, não errava.
Então a sala mudou o foco. Eles não podiam cutucar o rei, mas podiam alfinetar a novata. A pergunta seguinte veio mais afiada dessa vez. “Então, Isabella, nenhuma piloto feminina jamais obteve sucesso verdadeiro no VRC. O que a faz pensar que você será diferente?”
Isabella inclinou a cabeça, pensando cuidadosamente por um momento. Então ela respondeu com seriedade: “Bem, para começar, sou canhota. Isso é bem raro. Mas se está perguntando sobre corrida — o mesmo motivo de todos os outros aqui. Eu fiz por merecer.”
Uma pequena onda de diversão passou pela mesa dos pilotos.
Theo abaixou um pouco a cabeça para esconder o sorriso. Lucien soltou uma risada baixa. Jack sorriu de lado, mostrando que estava gostando do show.
Mas, na fila de pilotos, houve um que não reagiu a nada. Noah Ashford. Ele não se moveu. Não piscou. Não sorriu.
Era como se ele tivesse se desligado completamente — os olhos fixos em algum lugar muito além da sala de imprensa, em um lugar que ninguém mais poderia acompanhar.
A coletiva de imprensa continuou, mas o tom estava estabelecido. Isabella não estava ali para ser uma nota de rodapé na história — ela estava ali para correr.
E o mundo estava assistindo.
***
A coletiva de imprensa terminou, e os mediadores chamaram os pilotos para a sessão de fotos. A mudança de atitude foi quase engraçada.
Isabella havia passado a última meia hora sendo interrogada, mas agora, a mesma mídia que questionara suas credenciais estava de repente ansiosa para capturá-la no ângulo perfeito.
Ela se virou para o clarão das câmeras, os olhos cinza-claros capturando a luz de uma forma que os deixava quase etéreos.
Mesmo na jaqueta estruturada azul e branca da equipe NovaLux, que deixava pouco espaço para feminilidade, seus traços marcantes e a postura natural a tornavam impossível de ser ignorada.
Os fotógrafos clamavam por mais, o entusiasmo crescendo, ansiosos para tirar algumas fotos extras da piloto mais comentada do grid.
“Isabella, olhe para cá!”
“Aqui, Isabella! Dê um sorriso para nós!”
Então, uma voz falou mais alto que a conversa. “Ei, Isabella, que tal abrir um pouco essa jaqueta para as fotos?”
A sala ficou imóvel por uma fração de segundo. Não uma pausa longa, mas o suficiente para ser notada. Os outros pilotos ouviram. Não havia dúvida sobre isso.
Mas eles mantiveram a compostura — Theo sustentou seu sorriso fácil, Lucien continuou calmo, e Jack nem sequer piscou. O foco deles permaneceu nas câmeras, deixando o momento passar sem alimentá-lo.
Apenas Noah se moveu, muito levemente. Sua cabeça inclinou-se na direção dela, os olhos voltando-se para ela.
Isabella não perdeu o compasso. Seu sorriso continuou no rosto enquanto ela levantava os braços, os dedos encontrando o zíper — não o da sua gola, mas o de suas mangas.
Com um pequeno puxão, ela abriu um pouco os zíperes e empurrou as mangas para cima, expondo os antebraços com um movimento fácil e prático. “Eu concordo”, ela disse levemente, abrindo um sorriso encantador. “Acho que fico muito melhor com as mangas para cima.”
Algumas risadas percorreram a linha de imprensa, aliviando a tensão que pairava no ar poucos instantes antes. As câmeras continuaram a disparar, e os fotógrafos seguiram em frente rapidamente, pedindo mais poses como se o momento constrangedor nunca tivesse acontecido.
Por um breve segundo, os lábios de Noah se contraíram — apenas o mais leve toque de diversão antes que sua expressão voltasse à calma habitual, indecifrável como sempre.

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