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Game On: Uma Série de Romance Esportivo Livro 1: Touchdown

Autor
Mia Carmichael
Leituras
16,1K
Capítulos
55
Autor
Mia Carmichael
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Capítulos
55
🏈Disputas esportivas📸Celebridades🕯️Romances lentos🎭Drama🏃🏿‍♂️Atletas☯️Os opostos se atraem💔Romance proibido🏙️Contemporâneo💕Romance💪Mulheres fortes😂Comédia🏈Jogadores de futebol americano

Alessia é conhecida por resolver o tipo de confusão que ninguém mais consegue lidar, e ela faz isso com estilo, inteligência afiada e zero paciência para bobagens. Por isso, quando é designada para gerenciar Jace, um quarterback que vive nas manchetes e tem um talento especial para se meter em problemas, ela encara a missão como apenas mais um trabalho.

Só que Jace não é apenas um problema a ser resolvido. Ele é charmoso, implacável e está interessado demais em tirá-la do sério. Alessia prefere manter as coisas estritamente profissionais, mas quanto mais tempo passam juntos, mais difícil se torna ignorar a faísca entre eles.

Entre aparições na imprensa, respostas perspicazes e olhares demorados, o jogo cuidadosamente controlado dos dois começa a se transformar em algo que nenhum deles planejou.

Capítulo 1: Protocolo de Contenção de Quarterback

Prólogo
Se há uma coisa que Alessia Sterling aprendeu crescendo na NFL, é que amor e lealdade não se misturam com vestiários.
Dizem que o futebol americano é uma religião aqui no Sul. É cheio de rituais, adoração e homens que acham que Deus usa fone de ouvido no dia do jogo. Mas, para ela, o futebol americano era família. Eram os jantares de domingo à noite com as estatísticas depois dos jogos. Eram as histórias de ninar cheias de passes longos e viradas no placar. E um pai que demonstrava carinho apenas com um aceno de cabeça depois de uma vitória.
Ela costumava achar que isso era mágico.
Até ela se apaixonar por um desses jogadores.
Até ela aprender o que acontece quando seu coração é apenas mais uma coisa que um jogador acha que pode jogar fora.
As manchetes chamaram isso de “um escândalo”, mas elas nunca contaram a verdade. Nunca disseram qual é o gosto da humilhação quando ela acontece em rede nacional. Como as pessoas esquecem o seu nome rápido quando não é você quem veste o uniforme. Como o homem que jurou que você era tudo para ele te trocou por uma loira oxigenada e um contrato de patrocínio de seis dígitos.
Então não, ela não se envolve mais com atletas.
Ela conserta os problemas deles. Ela gerencia as reputações deles, esconde as bagunças deles debaixo de tapetes bilionários e vai embora antes que os pedidos de desculpas virem promessas. Ela mantém seus saltos afiados, seus padrões mais altos ainda e seu coração mais trancado do que um livro de jogadas antes do Super Bowl.
E então surgiu Jace Donovan.
O quarterback bad boy, que cria manchetes e adora câmeras, com um sorriso de lado que parecia um pecado e problemas tatuados em seu rosto.
Seu cliente mais novo.
Seu pior pesadelo.
E, que Deus a ajude...
...seu próximo erro.
***
O centro de treinamento do Nashville Vipers cheirava a suor, testosterona e péssimas decisões. Em outras palavras, era exatamente como Alessia Sterling se lembrava.
Ela não pisava naquele prédio há mais de dois anos. Não desde que jurou ficar longe de tudo que envolvesse chuteiras, contratos e homens que achavam que um acordo de patrocínio de seis dígitos os tornava deuses. Mas ali estava ela. De volta ao covil da fera. Seus saltos agulha estalavam no chão de concreto polido, e seu cabelo estava preso em um coque liso que indicava negócios, não nostalgia.
Ela estava ali para limpar uma bagunça.
E a bagunça tinha nome: Jace Donovan.
Ela não precisou levantar os olhos para saber que ele a observava no segundo em que ela entrou. Ele sempre fazia isso. Nos jogos, em eventos de caridade e até mesmo uma vez no jantar de fim de temporada do pai dela. Naquela ocasião, ele piscou para ela do outro lado da mesa. Agiu como se soubesse exatamente o que fazer com uma mulher que não estava correndo atrás da camisa dele.
“Sabe”, Jace arrastou as palavras atrás dela, com uma voz baixa e preguiçosa, “eu reconheceria esse andar em qualquer lugar.”
Alessia fechou os olhos por meio segundo. Respira. Então ela se virou, devagar, já irritada.
Ele estava encostado na parede como se não tivesse um lugar melhor para estar. Como se o mundo não estivesse a dois segundos de cancelá-lo de novo. A camisa preta do Vipers estava esticada sobre o peito dele. O cabelo escuro estava úmido do treino, e aquele sorriso de lado clássico estava voltado diretamente para ela.
“Donovan”, ela disse friamente.
“Você veio de tão longe só por mim? Estou lisonjeado.”
Ela levantou o tablet. “Você deu um soco num cantor country, chamou um árbitro de ‘diva chorona com complexo de deus’ e mostrou o dedo do meio para um fã. Eu não vim por você. Eu vim por causa do desastre que você deixou no seu caminho.”
O sorriso dele aumentou. “Então isso são negócios, não prazer. Entendi.”
“Por favor, não me confunda com alguém que um dia já achou você prazeroso.”
“Ai.”
Ela girou nos calcanhares, os saltos ecoando de forma aguda enquanto ela passava por ele. “Vamos deixar uma coisa clara. Eu não flerto, não puxo o saco e não me importo com quantos touchdowns você já lançou. Você é um pesadelo de relações públicas, e eu estou aqui para consertar isso. Ponto final.”
Jace a seguiu, com as mãos nos bolsos e cheio de arrogância divertida. “Que bom. Eu não trabalho com gerentes de crise que têm complexo de superioridade. Nós vamos nos dar super bem.”
O treinador Sterling, o pai dela, apareceu bem nessa hora. A expressão dele estava tão ilegível quanto sempre. Alessia deu a ele um sorriso tenso. Ele acenou de volta, ignorando a tensão que pairava no ar como fumaça.
“Que bom que os dois estão aqui”, ele disse. “Essa situação com o Donovan está saindo do controle. Os patrocinadores estão putos. A mídia está de olho.”
Alessia não precisava do resumo. Ela tinha lido as manchetes. Ela praticamente as escreveu, considerando como o nome dele virava tendência semana sim, semana não, por causa de alguma idiotice.
“Eu quero que você cuide disso pessoalmente”, o pai dela acrescentou.
Jace pareceu muito satisfeito com a notícia. “Acho que isso significa que vamos passar um tempo de qualidade juntos, afinal.”
Alessia não perdeu o ritmo. “Perfeito. Vamos começar revisando a longa lista de motivos pelos quais você está a apenas uma citação ruim de ir para o banco de reservas.”
Ela passou direto por ele novamente, com o tablet já aberto no escândalo mais recente.
Atrás dela, Jace apenas riu.
Que Deus a ajude. Ia ser uma temporada longa.
***
A sala de conferências tinha paredes de vidro e estava impecável. Ficava no segundo andar, com vista para o campo de treinamento interno. Alessia entrou primeiro. Cada centímetro da sua postura era tenso e autoritário. Seu tablet estava apoiado no quadril como um escudo. Ela não precisava de anotações para essa reunião. A bagunça que era Jace Donovan já estava gravada na sua memória.
Jace entrou caminhando atrás dela como se tivesse todo o tempo do mundo. Seu andar era casual, e o sorriso de lado continuava no rosto. Ele se jogou na cadeira de frente para ela e apoiou o tornozelo no joelho. Colocou os braços abertos no encosto da cadeira como se fosse o dono da porra do prédio todo.
O treinador Sterling ficou perto da porta e limpou a garganta. “Jace, esta vai ser sua gerente de crises oficial pelo tempo que for necessário para limpar essa sujeira.”
“Falando assim, até parece que eu atropelei um ônibus cheio de freiras”, Jace murmurou.
“Não”, Alessia disse de forma ríspida, desviando os olhos da tela. “Você só atingiu a tríade de relações públicas: violência, arrogância e uma completa falta de noção. Sinceramente, é impressionante.”
O treinador suspirou. “Alessia, seja boazinha.”
“Eu estou sendo boazinha”, ela respondeu, digitando algumas notas no seu tablet. “Se eu não estivesse, estaria postando a sua foto da polícia no Instagram com um link de uma vaquinha online para pagar a sua maturidade emocional.”
Jace deu uma risada baixa. “Você é engraçada, Sterling.”
Ela olhou para ele, com a voz suave, mas mortal. “Eu não estou brincando. Você está por um fio. A liga está de olho. Os patrocinadores estão inquietos. A renovação do seu contrato depende de você virar menos manchete e mais uma marca. E agora? A sua marca é de um ‘cara gostoso inconsequente com problemas de raiva’.”
Ele piscou. “Você acha que eu sou gostoso?”
“Eu acho que você é inconsequente”, ela rebateu.
O treinador apertou a ponte do nariz. “Eu vou embora antes de presenciar um homicídio.”
Ele saiu. Deixou os dois sozinhos na sala com nada além de tensão e uma parede de vidro entre eles e o resto do centro de treinamento.
Jace se inclinou para frente. Agora ele estava com os cotovelos na mesa, mais sério do que ela esperava. “Olha, eu entendo. Eu cometi erros.”
Ela ergueu uma sobrancelha. “Erros? É assim que você classifica chamar um árbitro de ‘hobbit desesperado por fama’ ao vivo na TV?”
O sorriso de lado dele voltou. “Tá, essa foi engraçada.”
“Você é cansativo.”
“Você ainda nem começou a trabalhar comigo.”
Alessia respirou fundo e devagar. Foca. Ela não estava ali para bater boca com ele. Ela estava ali para proteger a equipe e proteger a marca. E talvez, de um jeito distorcido, proteger o legado do pai dela.
Ela abriu o plano que tinha feito antes de chegar à sede dos Vipers. “É assim que as coisas vão funcionar. Primeiro, você vai pedir desculpas de forma sincera. Sem sorrisinhos, sem piadas e sem sarcasmo malfeito. Vai ser uma declaração pública clara, curta e humilde.”
Ele bufou. “Eu não sou do tipo humilde.”
“Agora você é.”
“Não sabia que eu tinha assinado um papel abrindo mão da minha personalidade.”
“Você não abriu mão de tudo. Você só abriu mão da parte que te coloca em problemas.”
Ele se encostou para trás de novo, movendo um pouco o maxilar. Por um momento, ele não disse nada. E quando finalmente falou, havia algo mais calmo na voz dele. “Você acha que já me decifrou inteiro, não é?”
Alessia sustentou o olhar dele de igual para igual. “Eu não preciso decifrar. Eu já lidei com atletas como você umas cem vezes. Talentosos, esquentadinhos e sempre acostumados a ser perdoados só porque sabem lançar uma bola.”
Algo mudou na expressão dele. “É? E do que exatamente você acha que está me protegendo?”
“De você mesmo”, ela disse simplesmente, ficando de pé. “Você pode não se importar se destruir a sua própria carreira. Mas existem novatos nesse time que se espelham em você. Existem fãs que aparecem vestindo a sua camisa. Tem a reputação do meu pai. A credibilidade da minha empresa. E não vamos esquecer da mídia, que está louca para você dar a eles mais um motivo para acabar com você.”
Ela andou devagar até a janela, observando alguns jogadores se movendo pelo campo de treinamento lá embaixo. Ela os reconhecia. Eram rostos que ela via quando era criança. Eles eram mais novos na época, com rostos inocentes. O futebol americano sempre fez parte da vida dela. Mas nunca tinha parecido tão pesado quanto agora.
Atrás dela, a voz de Jace estava baixa. “Você costumava amar esse jogo.”
Ela se virou, surpresa. “O quê?”
“Eu já vi você antes, nos jogos. Anos atrás. Você estava sempre na arquibancada, gritando mais alto do que os torcedores.”
O maxilar dela ficou tenso. “Isso foi há muito tempo.”
“O que aconteceu?”
Os olhos dela encontraram os dele, afiados e sem hesitar. “Não é da sua conta.”
Ele acenou com a cabeça, mas havia algo na expressão dele agora. Não era pena, não era arrogância. Apenas... curiosidade. Talvez até arrependimento.
Alessia se recompôs rapidamente. “Nós vamos fazer um evento de caridade na próxima sexta-feira. Vai ser uma escolinha de futebol para jovens, e as câmeras estarão lá. Você vai sorrir, vai treinar as crianças e vai ficar de boca fechada, a menos que eu aprove o que você for dizer.”
“Já está servindo de babá para mim?”, ele perguntou com um sorriso.
“Acredite em mim”, ela disse, caminhando em direção à porta. “Se eu fosse babá, pelo menos eu ganharia um dinheiro extra para lidar com esse tamanho de ego.”
Ela abriu a porta, fazendo uma pausa na entrada para dar uma última olhada nele. “E, Donovan?”
“Que foi?”
“Na próxima vez que tentar flertar comigo, tente não deixar tão na cara. É vergonhoso.”
Ela saiu andando, deixando Jace ainda sentado. Ele ficou olhando para as costas dela com uma expressão que não costumava ter.
Como se talvez, apenas talvez...
Ele finalmente tivesse encontrado alguém à sua altura.

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