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Minha Garota Livro 2

Autor
Evelyn Miller
Leituras
17,2K
Capítulos
18
Autor
Evelyn Miller
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Capítulos
18
🏡Cidades pequenas & zona rural🏡Dia-a-dia💪🏻Protetor🏙️Contemporâneo🤠Cowboys

Tag, um fazendeiro trabalhador, vê sua vida virar de cabeça para baixo com a chegada de uma nova bartender, Amelia. Enquanto lida com as complexidades de seu divórcio ainda não resolvido e o reaparecimento de sua ex-esposa, Tag se sente atraído pelo charme e resiliência de Amelia. Em meio às fofocas da cidade pequena, dinâmicas familiares e confrontos inesperados, o relacionamento nascente entre Tag e Amelia enfrenta inúmeras provações. Será que a conexão entre eles resistirá à turbulência dos segredos do passado e aos desafios do presente?

Capítulo Um

Livro 2: A Esperança Ainda Vive

TAG

Eu amo trabalhar na fazenda. Não sei se é o fato de estar com os animais, ou no calor usando praticamente todos os músculos do meu corpo, ou a cerveja gelada que tomo quando chego em casa.
Não tenho certeza de qual dos três é, mas imagino que seja a cerveja.
"Tag, você ainda está aqui?” minha avó me chama do celeiro enquanto escovo meu cavalo favorito, Sid.
"Estou aqui dentro,” respondo.
"Que diabos você fez o dia todo?” ela pergunta, coçando Sid atrás das orelhas. "Você nem veio almoçar." Ela diz, estalando a língua para mim.
"Fui dar uma volta quando terminei." Dou de ombros.
"Pois é melhor você ir se lavar e vir jantar,” ela ordena.
"Não estou com pressa,” eu lhe digo enquanto ela tenta tirar a escova da minha mão.
"Pensei que você ia sair com o Bugs e o James" Vovó franze a testa.
"Porra!" exclamo, lembrando-me de que marquei de encontrar com os caras no bar.
"Vá para casa. Eu cuido disso." Ela ri, me afastando.
"Você é a melhor do mundo. Te amo!,” digo, beijando o topo de sua cabeça antes de correr para a casa dela.
Meu jantar está servido, e eu engulo tudo o mais rápido que posso antes de entrar no chuveiro.
Visto uma calça jeans, uma camiseta branca lisa e, por cima, uma camisa quadriculada vermelha, e desço correndo de volta para a cozinha, onde vovó está guardando as sobras.
"Quer que eu durma aqui hoje?" Pergunto. Sempre morei com ela e com o vovô mas, quando me casei, nos mudamos para uma casa na cidade.
Depois que nos separamos, ou melhor, depois que ela foi embora, comprei uma casa pequena de um quarto na mesma rua da vovó.
No fim das contas, acabo ficando metade do tempo aqui, metade lá. Seja porque estou cansado e não consigo dirigir de volta para casa, seja porque a vovó está sozinha. Se o vovô ainda estivesse vivo, eu não viria para cá com tanta frequência.
Na verdade, acho que nada teria mudado.
"E lidar com você bêbado em um horário inconveniente? Não, obrigada,” ela provoca.
"Sendo assim, venho buscá-la para tomar café da manhã,” digo.
"Vamos jantar, já vou sair com as minhas amigas para almoçar.” Ela balança a cabeça. "Se cuida, querido." Ela sorri e beija minha bochecha.
"Pode deixar." Dou uma piscadela antes de pegar as chaves da caminhonete e sair correndo.
Eu amo minha caminhonete. Ela tem apenas cinco anos, é preta, elegante e brilhante. Funciona que é uma beleza.
Dirijo até a cidade e paro em frente ao bar do James, o Helio's, pego meu bom e velho chapéu de caubói e entro.
O bar está lotado, como era de se esperar para uma sexta-feira à noite. Observo os rostos conhecidos antes de ver Bugs e James sentados no bar.
"Finalmente! Por que demorou tanto?" James exclama quando deslizo para o banco vazio ao lado de Bugs.
"Fui dar uma volta depois do trabalho." Dou de ombros e procuro Will atrás do balcão. Vejo ele e a jovem Mary servindo cervejas o mais rápido que podem.
Mas o que realmente chama minha atenção é a novata ao lado de Will. Loirinha e com um corpo de tirar o fôlego.
Ela está observando atentamente tudo o que Will está fazendo e parece que está ouvindo o que quer que ele esteja dizendo.
"Quem é a novata?" pergunto, inclinando meu queixo na direção dela.
“O nome dela é Amélia. Ela é de Nova York. Uma verdadeira garota da cidade, que também está fora de cogitação,” James me diz com ênfase.
Reviro os olhos para ele. Não é como se eu tivesse ficado com uma mulher desde que Susie foi embora, e todo mundo nessa maldita cidade sabe disso.
"Will!" James grita, chamando sua atenção. Ele olha para nós e sorri, depois diz algo para Amélia antes de vir em nossa direção.
"Ei, cara, como vai a Sissy?" Will pergunta enquanto pega três cervejas e as entrega a Amélia, que se esforça para abri-las.
"Está ótima. Grávida de novo." Não consigo segurar o sorriso que se espalha pelo meu rosto ao pensar na minha prima.
“Caramba, sério? Essa já é o quê? A quarta vez?" Bugs diz.
"Sim. Bebê número quatro,” confirmo com um grande sorriso.
"Sinto falta dela.” Will suspira e pega as garrafas das mãos da novata e as abre facilmente.
"Diga a ela que, da próxima vez que estiver por aqui, quero conhecer esse tal noivo dela. Estou começando a achar que ele não existe." Ele ri, pegando uma garrafa de uísque e segurando-a.
"Ah, pode acreditar que ele existe. Eu pegava aquele homem de jeito,” comenta Mary, passando com uma bandeja de copos sujos.
"Um ou dois?" pergunta Will, fingindo que está vomitando com o comentário de Mary.
"Dois,” respondemos todos ao mesmo tempo.
"Esses caras são simples: cerveja e uísque. Ofereça um ou outro e dará tudo certo,” Will diz a Amélia antes de servir o rapaz ao nosso lado.
"Você tem tido notícias sobre a sua esposa?" Bugs pergunta enquanto tomo meu primeiro copo de shot.
"Não,” respondo quando James lhe dá um soco no braço.
"Hoje não é o aniversário de namoro de vocês?” ele continua. Bugs é um cara legal, mas consegue ser sem-noção como ninguém.
"Obrigado pela lembrança,” murmuro, virando meus dois copos de uma só vez e tentado a pegar o dele também.
Não, eu não esqueci do aniversário de seis anos de namoro com a Susie, por isso fui dar uma volta e estava me sentindo bem por não nos vermos há três anos. Mas é claro que Bugs tinha que me lembrar sobre isso.
"Will! Outra rodada!" James grita, batendo com a mão no balcão. "Você só vai sair deste bar quando estiver tropeçando,” ele diz, sacudindo meus ombros.
"Amélia, fique aqui. Vamos embebedar esse homem; ele não pode sair até que não consiga mais ficar de pé,” ele diz a Will e Amélia, que mais parece um cachorrinho assustado.
"Sério?” ela gagueja.
"Claro que sim!,” ele responde com alegria.
"Cerveja?” ela pergunta, pegando mais três garrafas, que ela se esforça para abrir mais uma vez.
"Só posso tomar mais uma. Eu trabalho pela manhã,” Bugs grita por cima da música.
"Fracote!" James ri, dizendo a Amélia para servir mais doses.
Bugs fica mais uma hora bebendo antes de ir embora. Duas horas depois de ele ter saído, eu já estava bêbado pra caralho.
"Não posso mais beber." Resmungo quando Amélia empurra outro copo de shot e cerveja em minha direção.
"Você consegue andar em linha reta?” ela pergunta com um pequeno sorriso nos lábios.
"Não." Balanço a cabeça.
"Consegue ficar de pé?” ela pergunta, apoiando os cotovelos no balcão.
"Não,” repito.
"Caminhe até o banheiro e volte; eu é que vou avaliar você,” desafia ela, endireitando-se.
"Você é mandona,” digo a ela.
"Ei, só estou seguindo as ordens do chefe,” ela responde, levantando as mãos.
"Você não quer que eu seja demitida no meu primeiro dia, não é?” ela pergunta enquanto faz um biquinho com o lábio inferior e, pela primeira vez em seis anos, meu pênis reage a alguém que não é a Susie.
"Tudo bem." Solto um gemido e me levanto, confuso sobre o motivo de estar sentindo tesão agora. Quero dizer, a garota é gostosa, mas eu já vi muitas mulheres gostosas desde então.
Vou até o banheiro fingindo que estou tropeçando para poder parar de beber.
Depois de usar o banheiro, volto para o bar, pensando na última vez em que fiquei tão bêbado. Deve ter sido na semana antes do meu casamento.
Eu e Susie fomos a uma pousada idiota que ela queria conhecer, mas estávamos muito entediados e bebemos tudo o que encontramos pela frente.
Sorrio com a lembrança enquanto me sento em meu banco no bar.
"Viu? Bêbado. Mal consigo ficar de pé." Sorrio para Amélia, que está com as sobrancelhas levantadas.
"Você voltou perfeitamente bem,” ela diz, e eu inclino a cabeça para trás.
Fiquei tão distraído com minhas lembranças de Susie que me esqueci de cambalear na volta.
"Só finja que está tomando essa cerveja." Ela dá uma piscadela e desliza uma cerveja já aberta na minha direção. Sorrio para ela, agradecido, e um rubor surge em suas bochechas pálidas.
"Vamos virar mais doses!" James exige vinte minutos depois.
"Onde você estava?" Pergunto com um sorriso presunçoso, sabendo exatamente onde ele estava.
"Só estou cuidando dos negócios." Ele dá uma piscadela, colocando o copo de shot em minha mão.
"Que horas são?" Resmungo, apoiando minha cabeça no balcão, o que parece ser dez horas depois.
"Três da manhã,” responde Will.
"Vou encerrar e levar vocês para casa,” diz ele, fazendo uma garota rir.
Levanto um pouco a cabeça e vejo James na mesma posição que eu, mas dormindo.
"Acorde, idiota,” murmuro, tentando dar um soco em seu braço, mas errando por um quilômetro de distância.
"Não o via bêbado assim desde o funeral do Bob." Will ri, levantando a cabeça de James, limpando o balcão por baixo dela e deixando-a cair de volta não tão gentilmente.
"Acho que eu nunca fiquei tão bêbado,” murmuro, empurrando meu chapéu para trás para encostar a testa no balcão frio do bar.
"Como vai a Missy?” ele pergunta enquanto continua a limpeza.
“Querendo castrar o Tanner." Eu rio, erguendo a cabeça e quase caindo da cadeira de surpresa quando a loira de antes aparece na minha frente.
Nossos olhares se cruzam, e percebo como seus olhos são bonitos. Eles têm o tom de azul mais bonito que eu já vi; são incríveis.
"Estou surpreso que ela não tenha feito isso ainda. Aquela mulher quer que ele se case logo,” responde Will.
"Tanner é o noivo de Sissy; eles vivem tendo bebês e adiando o casamento,” explica ele, ao lado de Amélia, quebrando o contato visual.
"Quem é Sissy?” ela pergunta, franzindo ligeiramente a testa.
"Prima dele. Missy é a avó".
"Elas não moram aqui,” acrescento antes de abaixar a cabeça novamente.
"Venha. Vou levá-lo para casa,” diz Will, batendo na minha nuca.
"Minha caminhonete." Resmungo, com preguiça de andar até a cidade amanhã de manhã só para buscá-la.
"Você consegue dirigir?” ele pergunta.
"Estou bêbado pra caralho, é claro que não consigo." Franzo a testa, olhando para ele, mas percebo que ele está falando com Amélia.
"Ela vai nos seguir na sua caminhonete, e aí depois eu a levo em casa." Ele dá um sorriso presunçoso, sabendo bem que não deixo ninguém dirigir minha caminhonete e que terei de vir a pé de manhã.
"Ah, tudo bem." Bocejo, jogo minhas chaves no balcão e tento me levantar, mas tropeço.
"Espere aqui. Vou levar ele primeiro." Will suspira antes de puxar James para ficar de pé e colocar o braço em volta do pescoço dele.
"Eu posso ajudar,” Amélia oferece e Will bufa.
"Não preciso de ajuda,” digo aos dois, ficando de pé e usando minhas mãos para me equilibrar.
"Viram?" Abro um sorriso largo para eles quando fico de pé.
“Uau, que habilidoso!" Amélia suspira sarcasticamente, e eu caio na gargalhada.
Consegui sair cambaleando do bar até minha caminhonete sem cair de cara no chão.
"Te vejo em casa,” diz Will, entrando em sua caminhonete.
"Qual delas é a sua?" pergunta Amélia, acenando com a cabeça para as várias caminhonetes e carros estacionados. "Espere, deixe-me adivinhar! A vermelha?" Ela sorri, apontando para uma caminhonete horrorosa.
"Deus me livre!" Faço uma careta e aponto para a minha caminhonete.
"Uau! Bonitona,” ela sussurra quando entramos.
"Por favor, não bata,” imploro com olhos suplicantes.
"Não vou bater." Ela sorri e dá partida no motor, e eu começo a lhe dar instruções sobre o caminho.
Devo ter caído no sono durante o trajeto porque, quando dei por mim, Amélia estava sacudindo meu ombro devagar. Olho em volta e vejo que estamos parados no acostamento.
"Preciso saber para onde ir,” ela diz, mordendo o lábio, nervosa. Quando olho ao redor, vejo que estamos mais perto da casa da vovó do que da minha; ela deve ter virado à esquerda em vez de virar à direita.
"Siga em frente. É aquela casa grande logo ali." Eu bocejo, piscando algumas vezes para tentar acordar de verdade.
"Você mora aqui?” ela pergunta, espantada, ao parar ao lado do carro da vovó.
"É a casa da minha avó. Eu moro naquela direção,” digo a ela, apontando na direção de onde acabamos de vir.
"E-eu fui para o lado errado?” ela gagueja e morde o lábio, o que me faz gemer em alto e bom som.
Por que diabos fiquei tão excitado? Deve ser o álcool.
"Deveria ter virado à direita." Dou de ombros.
"Sinto muito mesmo,” ela sussurra, olhando para as mãos.
"Não é nada demais,” digo a ela, e nenhum de nós se mexe.
"Você vai entrar?” ela pergunta, limpando a garganta e levantando a cabeça. Seus olhos parecem marejados.
"Você está chorando?" Pergunto e automaticamente coloco minha mão em sua bochecha, fazendo-a estremecer.
"Desculpe,” murmuro, abaixando a mão. "Vovó vai me matar se eu a acordar." Eu gemo, inclinando minha cabeça para trás.
"Você tem medo da sua avó?” ela pergunta com um sorriso presunçoso.
"Você obviamente ainda não conhece minha avó.” Sorrio.
"Posso levá-lo até a sua casa. Não tem problema,” ela oferece.
"Não, tudo bem. Vamos, vamos chamar o Will para vir aqui,” digo a ela, abrindo a porta e praticamente caindo.
"Deixa que eu ajudo você." Ela ri, dando a volta e envolvendo meu braço em seus ombros e o braço dela em minha cintura.
Quase dou risada só de pensar nessa mulher minúscula me carregando escada acima. Eu peso pelo menos 30 quilos a mais do que ela, e ainda há a diferença de altura. Eu tenho 1,80 m e ela deve medir uns 1,60 m.
Mantenho meu peso apoiado nela enquanto caminhamos em direção à casa, deixando-a pensar que está ajudando, mas também porque gosto da sensação de seu braço em volta de mim.
"Qual a chave?” ela pergunta depois de subirmos aos tropeços os degraus da varanda. Olho para as chaves em sua mão por um momento antes de girar a maçaneta, e a porta se abre, surpreendendo-a.
"Não é seguro deixar a porta assim, sabia?” ela alerta enquanto entramos na sala de estar escura.
"Tag, é você?" Vovó chama de seu quarto no andar de baixo antes que a luz se acenda.
"Oi, vovó." Sorrio timidamente para ela.
"O que está acontecendo?” ela pergunta, cruzando os braços e olhando para mim e para Amélia.
"James e Amélia me embebedaram,” digo, apontando para o topo de sua cabeça. "Muito".
Vovó acena com a cabeça antes de olhar para Amélia.
"Imagino que você seja a Amélia…,” ela pergunta, e Amélia me solta, parecendo apavorada.
"Sim, comecei a trabalhar no Helio’s há pouco tempo e vim deixar esse cara aqui." Ela faz uma pausa, olhando para mim.
"Você não sabe meu nome." Eu caio na risada, segurando meu estômago enquanto me jogo no sofá.
"Vou sair e ligar para o Will vir me buscar,” ela diz, mordendo o lábio, e eu paro de rir instantaneamente.
"Como você chegou aqui?" Vovó pergunta enquanto tento tirar minhas botas, fazendo com que ela revire os olhos e as tire para mim.
"Eu dirigi a caminhonete do… hum..."
"Luke,” completo a fala dela, e minha avó nos observa.
"A caminhonete do Luke. Errei o caminho e viemos parar aqui,” ela diz, e meu nome soa tão bem-vindo de sua boca…
"Ele deve ter lhe dito o caminho errado.” Vovó bufa. "Vou ligar para o Will. Quer uma xícara de chá enquanto espera?” ela pergunta, e eu sorrio ao ver como minha avó é incrível.
"Tem certeza? Não quero incomodar."
"Ela não bateu minha caminhonete,” murmuro quando um cobertor cai sobre mim. "Ei, vovó?" Pergunto, abrindo um olho.
"Sim, querido?” ela responde.
"Amo você,” murmuro, fechando os olhos.
"Eu também amo você, meu bem,” vovó responde, beijando minha testa enquanto eu adormeço.

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