
O Universo da Discrição: A Ordem
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Capítulo 1
Eu estava na faculdade há apenas duas semanas quando fui abordado por um cara que, como descobri mais tarde, fazia parte de uma sociedade secreta.
“Você foi escolhido”, ele disse, me entregando um cartão preto que era quase do tamanho de um cartão de visitas.
Eu o abri para ver um número de telefone.
No começo, achei que fosse algum tipo de trote para calouros. Mas, depois de três dias, a curiosidade falou mais alto.
Eu salvei o número no meu celular e mandei um simples olá.
Uma hora depois, recebi uma resposta.
Você foi selecionado pela Ordem
Uma série de perguntas será enviada a você em breve
Não é do seu interesse compartilhar esta informação
Puta merda! Eu deveria me sentir honrado, assustado ou como se estivesse caindo em uma pegadinha?
Eu já tinha quase me convencido de que era tudo uma grande piada quando comecei a receber mensagens de texto individuais com perguntas.
Por que Hargrave?
Porque é a melhor
Qual é a sua orientação sexual?
Hétero
Nós sabemos sobre o Kyle Denver
Como eles sabiam daquilo? Isso foi no ensino médio!
Ok, bi-curioso
As mensagens pararam tão de repente quanto começaram.
Mas, na manhã seguinte, eu recebi uma espécie de lema.
Sem Leis. Sem Rótulos. Sem Limites.
Eu respondi com um Amém atrevido.
Membros da nossa organização irão abordá-lo com uma ‘proposta’
Aceite e você passará para a próxima fase
Recuse e nós não entraremos mais em contato com você
Não é do seu interesse compartilhar esta informação
A que tipo de proposta eles estavam se referindo?
***
Quatro dias se passaram e, para ser sincero, eu já tinha me esquecido daquele encontro estranho.
O conteúdo da faculdade era intenso, mas incrivelmente interessante.
Eu nunca pensei que estudar pudesse ser tão cativante.
O meu quarto no alojamento parecia sufocante, então eu estudava a maior parte do tempo na sala dos alunos, ouvindo minha playlist de sons da natureza.
Eu fazia anotações de um jeito que só eu conseguia entender.
A única maneira de aprender de verdade era manipulando a informação, tornando-a minha sem perder o conteúdo original.
Eu estava no meio da leitura de um parágrafo bem difícil quando uma garota sentou do meu lado.
Parecia desnecessário, dada a quantidade de espaço livre na mesa, mas eu não disse nada.
Eu continuei escrevendo quando, de repente, ela deixou cair um papel preto no meu caderno.
Eu o reconheci na mesma hora e lancei um olhar rápido para ela.
Ela estava escondida debaixo de um moletom com capuz, olhando fixamente para a parede oposta, com o rosto completamente oculto.
Eu abri o papel com cuidado e quase engasguei com a minha própria saliva.
O papel preto tinha cinco linhas escritas com uma letra fluida usando uma caneta branca.
Sem Leis
Não olhe para mim.
Não pare o que você está fazendo.
Não chame atenção.
Me dedeie até eu gozar.
Puta merda! Que tipo de proposta era essa?
E que tipo de organização era essa?
O mais louco é que a minha mente estava a mil.
Eu tinha brincado um pouco no ensino médio, mas isso?
Parecia que o papel estava me dando algum tipo de permissão especial.
Era esse o objetivo disso tudo?
Se eu dissesse não, essa experiência acabaria.
Mas agora eu estava ainda mais curioso para ver aonde isso ia dar.
Tudo bem, seja o que Deus quiser.
Se eu fosse pego, eu estaria fodido.
Eu deslizei a mão com cuidado por debaixo da mesa, fingindo que estava estudando o texto na minha frente.
Não conseguir ver o que eu estava fazendo tornava essa aventura louca ainda mais emocionante.
Eu encontrei o que estava procurando e pressionei suavemente meu dedo médio na abertura macia e molhada.
A garota estava claramente tão excitada com todo aquele segredo quanto eu.
O ângulo era um pouco desconfortável, mas eu não tinha muito o que fazer a respeito.
Eu adicionei um segundo dedo, o que a fez se contorcer na cadeira.
Eu movi meus dedos para cima e para dentro, devagar, mas de forma intencional.
Eu podia sentir que ela tentava não reagir enquanto o clitóris dela inchava sob o meu toque.
Eu tirei meus dedos e usei a ponta do meu dedo médio para estimulá-la ainda mais.
Em círculos e círculos e… A garota agarrou meu joelho e o apertou cada vez mais forte.
Então, de repente, ela me soltou, levantou-se e foi embora.
Que porra foi essa?
Foi uma baita descarga de adrenalina; eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de fazer!
Nem preciso dizer que focar nos estudos ficou muito mais difícil com meu coração batendo forte no peito.


































