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Série Dragões Gêmeos: Cidade Réquiem, Livro 5

Autor
C. Swallow
Leituras
31.6K
Capítulos
30
Autor
C. Swallow
Leituras
31.6K
Capítulos
30
😱Suspense📸Celebridades🙅Parceiro relutante🎭Drama🧛🏻Vampiros⚔️De inimigos a amantes🐺Lobisomens & mutantes👩‍❤️‍👨Alma gêmea💘Par prometido💰Bilionários🧙‍♂️Sobrenatural & fantasia💪🏻Macho alfa💪Mulheres fortes🥵Literatura erótica⚔️Ação & aventura🧑🏽‍🦳Diferença de idade🧙‍♀️Magos & bruxas💞Poliamor

No coração de Requiem City, Hazel é uma viúva enlutada desesperada para descobrir a verdade por trás do assassinato brutal de seu marido. Sua busca por respostas a leva a um mundo sombrio de vampiros, maldições e rivalidades antigas. À medida que se aprofunda, ela encontra Devorex, um vampiro com uma conexão misteriosa com seu passado. Seus destinos se entrelaçam em uma perigosa dança de poder, paixão e vingança. Hazel descobrirá a verdade ou as sombras da cidade a consumirão?

O Aroma da Noite

HAZEL

“Sua idiota”, sussurro para mim mesma, em um apartamento destruído pelos meus rabiscos loucos. Eu estava oficialmente perdendo a cabeça.
No centro do apartamento alugado mais barato de Requiem City, eu tinha começado a rezar, pelo amor de Deus. Eu nem sequer acreditava no sobrenatural. Mas, de alguma forma, eu tinha me transformado em uma espécie de bruxa autoproclamada.
O motivo? Um motivo sangrento.
No centro da minha sala de estar vazia e sem móveis, há uma foto minha e dele. Nick. O dia do nosso casamento, em uma única foto, representando o nosso passado perfeito.
Na foto, meu cabelo prateado e brilhante até a cintura é o maior destaque. Meus olhos cinzentos brilham de alegria. Eu estou segurando uma espada na mão, vestindo um vestido branco e liso de estilo medieval. Estou ao lado do meu marido, que está vestido de cavaleiro.
A minha foto favorita.
Nick foi encontrado decapitado no ano passado em nossa casa.
Eu me casei com ele por amor, mas Nick era muito rico, assim como eu. Nós vínhamos de famílias ricas. O tipo de família onde você não é assassinado na porra da sua própria casa.
Toda a minha vida tinha sido perfeita até os vinte e oito anos de idade. Agora eu tinha vinte e nove. Agora eu estava afastada da minha família.
Eu escapei da lembrança torturante de encontrar o meu marido morto. Eu fugi da minha cidade natal em busca de uma solução.
Eu vim para Requiem City. Eu não sei bem o porquê, além de ter aparecido em um sonho como uma boa ideia. A ideia de que as respostas que eu queria poderiam ser encontradas bem aqui. Uma cidade importante. Cheia de magia.
Talvez eu pudesse encontrar a paz.
Uma parte de mim se perguntava se eu estava procurando a morte também. Mórbido, ah, sim. Mas eu estava em uma jornada de luto que parecia não ter fim.
Minha escrita confusa na parede é a minha tentativa de fazer um feitiço de ressurreição.
A música que está tocando é sombria e assustadora, para criar o clima.
Eu tenho uma vela acesa. Uma vela de cinzas com o cheiro de “Noite”. Eu arranhei o nome de Nick na cera.
“Hazel.” Sussurro meu nome em voz alta. Em seguida, viro rapidamente para o espelho que apoiei na parede. É como se eu tivesse chamado a mim mesma para olhar para o meu próprio reflexo.
Eu me levanto, puxando meu roupão preto e felpudo com mais força ao meu redor. Eu me sacudo para sair desse meu transe ridículo.
Eu pensei que poderia ser uma bruxa. Que eu poderia resolver o assassinato do meu marido através da pura loucura, aparentemente. Eu tinha que parar com esse delírio.
A polícia investigou o assassinato. Mas tudo levou a becos sem saída.
Eu desligo a música do meu celular, enquanto alguém bate na minha porta. “Abaixa essa merda, você está louca? Estamos tentando dormir aqui!”
Sinto minha adrenalina subir. Eu quero esse confronto. Eu quero uma briga, agora mesmo.
Eu ando até a porta. Destranco a fechadura e abro a porta de uma vez. Não vejo ninguém.
Coloco a cabeça para fora no corredor vazio, olhando de um lado para o outro para as paredes pichadas e portas quebradas. Quem quer que tenha sido, voltou para a sua casa.
Esses apartamentos eram os mais baratos de Req City por um motivo. As paredes eram muito finas. E o cheiro era muito antigo.
Volto para o meu quarto, pronta para fechar a porta. De repente, todos os pelos da minha nuca se arrepiam.
Não consigo me livrar da súbita onda de ansiedade, então olho para o corredor mais uma vez. Passos, seguidos pelas sombras de um grupo de adolescentes caminhando, aparecem no topo da escada.
Observo enquanto eles saem neste andar. Eles todos param para me encarar, enquanto eu fico olhando para eles. Eles continuam andando em direção à primeira porta.
Eram estudantes universitários dividindo o aluguel.
Olho para o outro lado do corredor e minhas suspeitas aumentam de novo. Eu estava sendo vigiada? Ou eu estava apenas louca? Eu me viro de volta para os universitários. A porta deles é batida e trancada com força.
Uma sensação assustadora ainda me domina. Eu quero esperar e ver o que vai acontecer.
No breve silêncio, um estrondo vem da última porta, como se alguém tivesse caído contra ela. No instante seguinte, a porta se abre rangendo.
Eu instintivamente recuo, apenas para espiar pelo canto da minha própria porta. Vejo uma mulher tão pálida quanto um fantasma. Ela está vestida com meias arrastão e quase nada além de um vestido preto gótico curto, sem a parte do abdômen.
Ela sai, meio tonta.
Seu longo cabelo preto não consegue esconder a mancha vermelha em seu pescoço.
Antes de parar de olhar, observo como ela se afasta. Ela tropeça como um zumbi, olhando para a frente em direção às escadas. Ela é incapaz de me notar.
Quando olho para o apartamento de onde ela acabou de sair, vejo uma sombra imensa surgindo logo ali dentro. Mas eu não consigo ver o homem.
A essa altura, eu já recuei discretamente para dentro do meu apartamento e fechei a porta.
Olho por cima do ombro para a bagunça que fiz e solto um suspiro trêmulo. Eu encosto a testa na porta e conto as minhas respirações.
Eu não era idiota. Eu não era louca. Eu estava apenas com raiva.
Eu estava com uma raiva do caralho.
Eu queria o meu marido de volta. Eu queria a minha vida de volta. Eu queria que a minha felicidade voltasse.
Mas isso nunca iria acontecer. E eu nunca poderia apagar a lembrança de encontrá-lo sem cabeça. E a cabeça dele nunca foi encontrada.
Eu nunca iria me curar!
Eu grito com todas as minhas forças contra a porta.
Então eu paro.
Eu me sentia morta por dentro. Nada me faria sentir viva de novo.

DEVOREX

Ouço um grito arrepiante vindo da porta dela depois que ela a fechou na minha cara.
Quando ando na direção da porta, inclino a cabeça, prestando atenção em qualquer outro som.
Eu ouço sussurros enlouquecidos e tento não sorrir.
Bato na porta, mas ninguém atende. Espero até que os sussurros parem, então me viro e volto para o meu apartamento.
Mais um dia, mais um corpo.
Dentro do meu apartamento alugado temporário há uma poça de sangue no piso da cozinha. Eu fodi aquela puta, bebi o sangue dela, paguei, e ela foi embora. Foi apenas mais um dia sombrio sobrevivendo de sangue.
Eu era um vampiro. Bem... um Dragão. Muito tempo atrás.
Eu tinha aprendido a ser um predador calmo e isolado durante o último milênio de espera eterna.
Eu tinha emoções? Nenhuma que eu fizesse questão de sentir.
Onde ele está, onde ele está, quem fez isso, por que você não está mais comigo.
Um sussurro de muitos pensamentos perturbados passa pela minha cabeça. Este soa como ela. Eu nunca a tinha esquecido.
Depois de uma eternidade... ela não era mais minha.
Bem.
Ainda não, pelo menos.
Acendo um charuto e dou uma tragada enquanto minhas narinas se abrem. Ela está se movendo. Logo ela estaria se mudando daquele buraco de lugar.
É exatamente o que eu queria. Que ela se mudasse.
O Skeleton Quarter de Requiem City estava muito sem graça depois que os Dragões saíram para vagar além das fronteiras quebradas. Eles não estavam mais presos.
Na jornada deles, a cidade cheia de atividade sobrenatural agora estava morta para o caos anterior. Eu assisti a tudo se desenrolar seis meses atrás. O fim da Maldição de Freesia. Em seu lugar: descanso e uma paz entediante.
A quebra daquela maldição foi algo que observei de perto. Embora com indiferença. A maldição daquela vadia nunca me matou.
Apenas todas as pessoas que eu amava pra caralho naquela época.
Com os meus sentidos aguçados assim que o sangue fresco finalmente atinge o meu cérebro, eu a sinto dormindo. Ela está desmaiando de exaustão.
“Borboleta”, eu sorrio, enquanto sinto o gosto da fumaça do meu charuto.
Hazel podia me sentir.
Ela podia sentir meu coração louco sangrando e gritando, silenciosamente. Isso a estava deixando louca. Era a minha grande proximidade com ela que estava causando isso. Eu estava deixando isso acontecer devagar.
Eu me levanto e ando até o banheiro. O espelho quebrado mostra meus olhos vermelhos, cabelo preto e maxilar quadrado. Mostra meus lábios vermelhos de sangue da minha recente refeição e meus ombros largos, com a tatuagem de uma borboleta.
Eu treinei muito para vencer todas as lutas. Uma maneira medíocre de me sentir no controle. As marcas em mim não eram por prazer. Eu tatuei a borboleta porque ela era o relógio para esse reencontro.
Ninguém realmente conhecia a história, a não ser eu.
Naquela época. Muito, muito tempo atrás, Freesia tinha uma irmã gêmea. O nome dela era Hazel. Elas eram Blood Raven e Sword Dancer, parceiras de dois, quatro Dragões. Quadrigêmeos ultrarraros.
Eu tinha três irmãos: Hercula, Versa e Korserath. Eles estão todos mortos.
Meu nome era Devorex, mas você pode me chamar de Rex.
Rex era o nome de um Rei. Por isso eu era chamado de o Rei do Sangue no Dark Ring. Lutar era o meu alívio.
Eu fantasio como vou beijar a boca da minha Rainha renascida e roubar o seu coração.
Infelizmente, a minha natureza não era gentil.
A mente dela não escaparia do castigo. Ser a parceira de um monstro como eu a faria sangrar. Então o meu objetivo era simplesmente mantê-la viva.
Olho para a pia suja. Minhas veias saltadas bombeiam sangue através das minhas mãos fechadas.
Quando olho para o meu reflexo, mostro todos os meus dentes. Presas grandes e cruéis.
Não, eu não a mataria. Eu só queria amá-la.
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto são negras com aquela mentira na minha alma.
Meus olhos vermelhos são duas chamas gêmeas da morte e do inferno. Eles são falsos quando tento convencer a mim mesmo de que posso ser carinhoso com ela.
Eu não podia fingir sentir amor. Mas eu sei que já sentia pena dela. Pobre borboleta.
Eu estava arruinado. Nada poderia salvar a minha alma.

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