
O Universo da Discrição: Lenda
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Capítulo 1
Puta merda! Aquele era o Bartholomew Stone?
O cara que todo mundo chamava de “Vadia de Hargrave”?
A reputação dele era praticamente lendária. Os boatos diziam que ele tinha transado com metade dos alunos — e até mesmo com alguns professores — em uma das universidades mais prestigiadas do país.
Para conseguir tantos parceiros, Bart não escolhia muito. Se a pessoa conseguisse lidar com a personalidade forte dele, ele levava qualquer um para a cama.
Eu já tinha visto fotos dele antes, mas nunca achei que o veria pessoalmente. Parecia que eu estava vendo uma celebridade.
Eu fiquei tentado a correr até ele para pedir um autógrafo, mas, em vez disso, só fiquei parado lá, observando-o andar em direção aos portões.
“Devido à forte chuva, todos os voos estão suspensos até segunda ordem. Por favor, vá ao balcão da sua companhia aérea para mais informações. Obrigado pela compreensão.”
Filha da puta! Como eu fui ficar preso num aeroporto um dia antes do Quatro de Julho?
Se não fosse pelo Galatea, eu provavelmente teria enlouquecido esperando na fila do balcão da companhia aérea.
“Senhor, eu não posso prever o futuro, mas posso dizer que o seu voo foi cancelado. Aqui está um voucher para um quarto de hotel.”
“É só isso? Um voucher?” eu perguntei baixinho, sentindo-me derrotado. Não era culpa dela, e eu sabia que ela só estava fazendo o seu trabalho.
“A companhia aérea não pode ser responsabilizada por imprevistos meteorológicos devido a uma tempestade tropical”, ela disse, recitando a frase padrão que provavelmente já tinha dito umas cem vezes.
“Tudo bem. Obrigado”, eu disse, resignado. Estiquei a mão para pegar o voucher.
Então, para a minha surpresa, ela olhou por cima do meu ombro e sussurrou: “Eu tenho uma amiga que trabalha no hotel do aeroporto aqui perto. Vai lotar logo, mas eu posso pedir um favor e conseguir uma reserva para você.”
“Por que você faria isso por um estranho?” eu perguntei, genuinamente chocado com a bondade dela.
“Porque você é a única pessoa que não gritou comigo esta noite”, ela disse, pegando o telefone.
***
A recepção do hotel estava quase tão caótica quanto os balcões das companhias aéreas. Esperei quieto pela minha vez, distraindo-me com a leitura da minha história.
Eu estava quase na frente quando a mulher adiante foi informada de que o hotel estava lotado. Ela ativou o modo “Vadia Louca” na mesma hora, praticamente atacando a recepcionista com a bolsa.
O caos se instalou quando a notícia se espalhou pela multidão atrás de mim. Eu aproveitei a distração para fazer o check-in bem rápido.
Segundos depois de assinar o papel de registro, alguém bateu no meu ombro.
“Por favor, não ache que eu sou louco, mas estou desesperado por um quarto. Eu simplesmente não consigo dormir num banco.”
A porra do Bart Stone estava falando comigo!

































